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O Jornalismo está de luto: Morre Ricardo Boechat

O Jornalismo está de luto: Morre Ricardo Boechat Featured

Renato Ferreira - 

Tem certas notícias que a gente até reluta em publicar, tão grande é o impacto que ela nos causa. É assim que vi a morte do jornalista Ricardo Boechat, ocorrida nesta segunda-feira, 11, por volta do meio-dia, com a queda de um helicóptero, na Rodovia Anhanguera, próximo ao acesso para o Rodoanel Mário Covas.

Ricardo Boechat tinha 66 anos e voltava para São Paulo depois de participar de mais um evento de suas múltiplas atividades como jornalista, apresentador de TV, radialista, escritor e palestrante. Ele voltava de uma palestra na cidade de Campinas. Além de Boechat, morreu também o piloto Ronaldo Quatrucci, os únicos ocupantes da aeronave. Na queda, o helicóptero atingiu a frente de um caminhão. O motorista sofreu ferimentos leves.

Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ. Trabalhou também na TV Globo, Jornal O Globo e no Estadão.

Crítico, independente e bem humorado

Filho de diplomatas, Ricardo Boechat nasceu em Buenos Aires e foi criado em Niterói, Rio de Janeiro. Boechat era de uma geração de jornalista, que parece estar em extinção. Ele desempenhou com maestria a arte do bom jornalismo, tanto na TV, como no rádio, jornal e revista.

Apesar de sermos da mesma geração - ele um pouco mais velho - sempre o admirei pela sua capacidade de criticar A, B ou C de vários segmentos da sociedade, fosse da política, economia, esporte ou religião. Essa forma de abordar os mais diversos temas, com a mesma desenvoltura, criticando ou elogiando sem olhar a cor da bandeira política, filosófica ou religiosa, com certeza, lhe rendeu ao mesmo tempo admiradores e críticos, ou até mesmo inimigos.

Mas, esta é a linha do bom jornalismo, que agora está de luto e se sente órfão, pois, perdeu um dos mais competentes e premiados jornalistas. Outra marca de Boechat era o seu constante bom humor, principalmente, na rádio Band FM. Ele ensinou que para ser sério, investigativo e crítico, o jornalista não precisava ser carrancudo, andar de cara fechada ou como se fosse superior aos demais.

Hoje, políticos dos Três Poderes, magistrados e colegas vieram a público para lamentar a morte inesperada do colega. Nas redações, todos os textos saíam molhado de lágrimas pela partida do amigo e colega generoso com todos. Lamentando o fato doloroso, colegas mais velhos, da mesma idade e também os mais novos lembraram dos momentos inesquecíveis que passaram ao lado do competente Ricardo Boechat, que deixa a esposa e seis filhos de dois casamentos.

O corpo etá sendo velado no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, e será cremado no início da tarde desta terça-feira, 12.
Consternados, todos nós de Notícias & Opinião externamos os mais sinceros sentimentos de pesar. Pedimos a Deus que conforte o coração de todos os familiares e amigos do jornalista e também do piloto Ronaldo Quatrucci. Sem dúvida, o Jornalismo do Brasil ficou mais pobre nesta segunda-feira, 11 de fevereiro. (Renato Ferreira)
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    Considerado um dos banqueiros mais poderosos da América Latina, ele dedicou mais de 75 anos de sua vida ao banco que viu nascer, 36 deles no alto comando do Grupo.
     
    Morreu nesta quarta-feira, 16/10, aos 93 anos, Lázaro de Mello Brandão, ex-presidente do Bradesco e do conselho de administração do banco.
    Segundo informou o Bradesco, Brandão estava internado no Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, recuperando-se de uma cirurgia.
    Considerado um dos banqueiros mais poderosos da América Latina, foi o mais longevo do ramo no Brasil. Ele sucedeu o fundador do Bradesco, Amador Aguiar.
    Ele deixou a presidência do conselho do Bradesco no final de 2017, quando Luiz Carlos Trabuco Cappi assumiu o posto, mas ainda atuava como presidente das empresas controladoras do Bradesco.
    ‘Seu Brandão’, como era tratado nos corredores do Bradesco, dedicou mais de 75 anos ao banco. Economista e administrador de empresas, começou a trabalhar em 1942, aos 16 anos, logo na fundação da Casa bancária Almeida & Cia, que deu origem a um dos maiores bancos privados do país.
    Brandão deixou esposa, duas filhas e um neto.
    Nonagenário, o banqueiro trabalhava, no mínimo, oito horas diárias. “Até para a saúde é melhor”, afirmava em relação ao trabalho, que tratava como lazer. Dizia que pagava para não viajar, a não ser para participar de eventos do banco. (Fonte: G1).
     
    Eu, jornalista Renato Ferreira, tive o prazer de conhecer pessoalmente o sr. Lázaro de Mello Brandão, nos anos 1970, quando trabalhei entre 1973 e 1976, na Cidade de Deus, sede do banco, em Osasco.
    Além de ter sido uma escola profissional para mim, pois, foi o meu primeiro emprego na área administrativa de uma grade empresa, tendo estudado também na Fundação Bradesco, posso afirmar que o sr. Lázaro Brandão, mesmo tendo uma posição de destaque e de poder no Bradesco, era uma pessoa que tratava a todos com muita cordialidade e respeito. (Renato Ferreira)
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