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MUNDO: Peru acusa governo de Maduro de 'ilegítimo e ditatorial"

MUNDO: Peru acusa governo de Maduro de 'ilegítimo e ditatorial" Featured

O presidente do Peru (à direita), Martín Vizcarra, afirmou que o início do segundo mandato presidencial de Nicolás Maduro na Venezuela, nesta quinta-feira, corresponde à instauração de um “regime ilegítimo e ditatorial”. A mensagem é acompanhada por medidas diplomáticas e econômicas contra o governo venezuelano
 
“Um regime ilegítimo e ditatorial acaba de se instalar hoje (10 de janeiro) na Venezuela. Levantamos nossa voz de protesto para para defender a democracia na América Latina”, afirmou Vizcarra em uma mensagem no Twitter.
Na quinta-feira, o governo peruano chamou para consulta a sua encarregada de negócios em Caracas, Rosa Álvarez, a última diplomata peruana de alto nível na Venezuela. Lima começou a reduzir a presença diplomática no país petroleiro em 2017.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Peru também informou que ordenou a proibição do ingresso no país de Maduro e de cem membros de seu governo, como parte de um acordo assinado pelos países do Grupo Lima na semana passada.
"Reduzimos nossa representação desde que retiramos o nosso embaixador, há dois anos. Agora, a encarregada de negócios foi chamada para uma consulta para avaliar passos adicionais a tomar com relação ao regime ilegítimo de Maduro", disse o chanceler peruano Nestor Popolizio à emissora local Canal N.
A Chancelaria peruana afirmou que prepara medidas econômicas contra Caracas em coordenação com o Ministério da Economia, e confirmou que credores peruanos não mantêm relações bancárias com instituições financeiras venezuelanas.
Popolizio disse que o Peru deve "dar apoio ao povo venezuelano e a oposição venezuelana deve ter a solidariedade e o apoio da comunidade internacional necessários para fazer tudo o que precisa internamente para recuperar a democracia".
Mais de cem imigrantes venezuelanos, carregando cartazes e bandeiras, protestaram contra o novo mandato de Maduro em frente à embaixada de Caracas em Lima, cuja frente foi ocupada por dezenas de policiais.
Em Caracas, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, denunciou no Twitter que "um grupo de bandidos" invadiu a embaixada venezuelana em Lima. “Responsabilizamos o governo do Peru por quaisquer consequências contra nossa equipe diplomática e a embaixada em Lima, que hoje tem sido alvo de vários ataques", disse Arreaza.
Alguns manifestantes disseram à televisão local que um "grupo" de pessoas derrubou uma grade de metal da frente da embaixada e entrou no prédio, mas que foi rapidamente repelido por agentes de segurança e policiais locais, que usaram bombas de gás lacrimogêneo para espantar os manifestantes, de acordo com imagens transmitidas em redes sociais.
O Ministério das Relações Exteriores peruano afirmou mais tarde no Twitter que o encarregado de negócios da Venezuela, Reinaldo Segovia, conversou com o vice-chanceler peruano, Hugo de Zela, que afirmou que coordenou a segurança da embaixada com autoridades locais e que proteção policial adicional foi enviada imediatamente para a missão.
Grupo de Lima
Na última semana passada, o Grupo de Lima, formado por 14 países das Américas, concordou, com exceção do México, que não reconhecerá o novo mandato de Maduro, por considerarem-no resultado de eleições legítimas.
Desde que Pedro Pablo Kuczynski tomou posse, o Peru se opõe ativamente ao governo da Venezuela, posição mantida e aprofundada por Vizcarra, que assumiu em março de 2017, após a renúncia de seu predecessor. (Globo)
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    O peruano chegou a ser operado em caráter de urgência. "Presidente tomou a decisão de atirar", lamentou o advogado de García.

    Na manhã desta quarta-feira, 17/04, o ex-presidente peruano Alan García, de 69 anos, morreu durante uma operação em caráter de urgência por um ferimento de bala na cabeça. Ele tentou suicídio em sua casa, pouco antes de ser detido pela polícia em um caso vinculado ao escândalo Odebrecht, informou seu advogado.

    "Nesta manhã aconteceu este acidente lamentável: o presidente tomou a decisão de atirar", afirmou o advogado Erasmo Reyna na entrada do Hospital de Emergências Casimiro Ulloa, em Lima.

    O hospital indicou que García, 69 anos, teve "um ferimento de bala na cabeça" e estava sendo operado no meio da manhã.

    "O paciente entrou no hospital com diagnóstico de impacto de bala, entrada e saída na cabeça", havia afirmado o ministério da Saúde.

    Alan García, ex-presidente do Peru entre 1985-90 e 2006-2011, foi detido em sua casa de Lima no distrito residencial de Miraflores às 6h30 locais (8h30 de Brasília).

    A polícia apresentou uma ordem de prisão preliminar judicial pelo prazo de 10 dias por suposta lavagem de dinheiro em um caso vinculado ao escândalo Lava Jato/Odebrecht.

    4º peruano envolvido
    Alan García era acusado de ter recebido propina para a construção de uma linha de metrô em Lima. O projeto era tocado pela construtora brasileira Odebrecht. Além do ex-presidente, a operação desta quarta prendeu o ex-secretário-geral da Presidência, Luis Nava, e o ex-vice-presidente da Petro Peru, Miguel Atala.
    Além de García, outros três ex-presidentes do Peru são acusados de receber propina da empreiteira brasileira: Alejandro Toledo (2001-2006), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), que renunciou ao mandato em meio às acusações em março do ano passado.

    No Brasil
    A empreiteira brasileira, investigada pela Operação Lava Jato, se envolveu no maior escândalo no Brasil, durante o governo Lula (PT), e também em outros países, como o Peru. Aqui, além de vários diretores da Petrobras, da empreiteira e políticos, o caso Odebrecht levou também para a prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já está preso há mais de um na Polícia Federal de Curitiba. (Fonte: Estado de Minas)

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