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JUIZ DE FORA: Tiroteio, morte, prisões e milhões de reais apreendidos com policiais paulistas

JUIZ DE FORA: Tiroteio, morte, prisões e milhões de reais apreendidos com policiais paulistas Featured

Depois do atentado contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), no dia 6 de setembro, a cidade de Juiz de Fora volta a ser destaque no noticiário policial. Nesta sexta-feira, 19/10, policiais civis mineiros suspeitaram de policiais paulistas e houve troca de tiros. Um policial de Juiz de Fora morreu, dois paulistas ficaram feridos. Cerca de R$ 15 milhões foram encontrados com os policiais de São Paulo. Segundo informações, o dinheiro seria de um empresário ainda não identificado
 
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. Malas com dinheiro foram encontradas em carros com o grupo que veio de São Paulo e se envolveu em tiroteio com policiais civis de Juiz de Fora
Tiroteiro entre policiais em JF dinheiro
 
Segue em andamento na Polícia Civil a apuração sobre o tiroteio entre policiais civis de Minas Gerais e São Paulo. A Polícia Civil de Juiz de Fora informou que foram apreendidos cerca de R$ 15 milhões nos carros do grupo de São Paulo. Segundo as primeiras informações, a maioria das notas seria falsificada.
Um policial civil de 39 anos de Juiz de Fora morreu durante a ação. Um idoso de 66 anos e um homem de 42 ficaram feridos. Outros envolvidos, entre 30 e 50 anos, foram conduzidos à Delegacia de Plantão no Bairro Santa Terezinha.
Segundo o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), as malas estavam em dois carros localizados no subsolo do estacionamento, um deles com uma mala e um colete balístico; as outras seis contendo o dinheiro estavam em outro veículo.
A Polícia Civil ainda não divulgou os motivos que trouxeram os policiais até Juiz de Fora. Em depoimentos nas últimas horas, alguns deles afirmaram ter sido contratados para fazer a escolta de um empresário de São Paulo sem saber de fato o que ele veio fazer na cidade. A identidade do suposto empresário não foi divulgada, a Polícia investiga relatos de que ele teria deixado Juiz de Fora em um jatinho.
O G1 entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (Sedettur) da Prefeitura questionando se houve alguma decolagem particular no Aeroporto da Serrinha após o registro da ocorrência no estacionamento do hospital. "A AMD Services, empresa que administra do Aeroporto Francisco Álvares de Assis (Serrinha), colabora com as investigações e passou para a polícia todas as informações relativas a pousos e decolagens realizadas no aeroporto na última sexta-feira (19)", explicou em nota neste sábado.
Equipe da Corregedoria de São Paulo chegou à Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora na manhã deste sábado para apurar o caso — Foto: Luiz Felipe Falcão/G1 Equipe da Corregedoria de São Paulo chegou à Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora na manhã deste sábado para apurar o caso — Foto: Luiz Felipe Falcão/G1
Equipe da Corregedoria de São Paulo chegou à Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora na manhã deste sábado para apurar o caso — Foto: Luiz Felipe Falcão/G1
O MGTV apurou junto à Polícia Civil de Juiz de Fora que foram conduzidos dois delegados e nove investigadores da Polícia de São Paulo. Todos foram ouvidos e autuados, mas não foi detalhado por qual crime. Eles devem ser encaminhados para a audiência de custódia na tarde deste sábado e depois serão transferidos para São Paulo.
Integrantes da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo chegaram à Delegacia na manhã deste sábado (20). "O delegado divisionário da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo está em Juiz de Fora em contato constante com a Polícia Judiciária mineira para auxiliar pessoalmente nas investigações, a fim de apurar todas as circunstâncias do caso. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) ressalta que não compactua com desvios de conduta de seus agentes e, caso haja alguma irregularidade, os envolvidos serão responsabilizados", explicou o setor em nota à imprensa.
Reforço
Policiais de Ubá e de Leopoldina vieram reforçar a equipe em Juiz de Fora no trabalho da apuração do caso. A Polícia Civil de Minas Gerais aguarda a finalização do procedimento investigatório para se posicionar sobre o caso.
Polícia Civil acha cerca de R$ 15 milhões em carros que estavam com policiais de SP em MG
O velório do policial civil Rodrigo Francisco, 37 anos, está em andamento na capela 6 do Cemitério Municipal. O enterro será no mesmo local na tarde deste sábado (20).
Segundo a assessoria do Hospital Monte Sinai, os dois internados foram operados no Hospital. Um dos pacientes passou por cirurgia na sexta, está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sedado. O quadro é grave, porém estável. O outro passou por cirurgia no pé, está sendo assistido na rotina normal de internação pós-cirúrgica em enfermaria. Não há previsão de alta. Por questão de sigilo, o hospital não divulgou o nome dos feridos.
Tiroteio
De acordo com o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), as equipes foram acionadas após informações de um tiroteio no estacionamento no subsolo do prédio anexo do Hospital Monte Sinai por volta de 16h. No local, a PM encontrou o investigador Rodrigo Francisco morto. Segundo informações de funcionários, outras duas pessoas ficaram feridas e foram socorridas no mesmo hospital. O registro da PM enumera ainda que outros dois carros foram danificados pelos disparos.
Durante o registro da ocorrência, houve uma confusão na viatura da Polícia Civil de Juiz de Fora porque alguns dos agentes de São Paulo não queriam entregar as armas.
Segundo a Polícia Civil, quatro deles fugiram após a ocorrência no hospital. Eles foram capturados no início da noite em um carro branco, descaracterizado.
Em entrevista na noite de sexta-feira (19), o chefe do 4º Departamento de Polícia Civil, Carlos Roberto da Silveira contou as informações iniciais apuradas sobre a ocorrência.
"O que a gente ficou sabendo é que eles (os policiais mineiros) estavam trabalhando e viram os elementos abordando uma pessoa, salvo engano, com armas. Ele se identificaram como policiais e foram para abordar. E tinha mais elementos do outro grupo na retaguarda, na cobertura, e começou a troca de tiros", disse o delegado.
Conforme Silveira, ainda não havia informações sobre quem atirou e o motivo do grupo estar em Juiz de Fora. Segundo ele, não houve comunicado da Polícia Civil de São Paulo sobre a presença de policiais paulistas em Minas Gerais.
A assessoria do Hospital Monte Sinai divulgou nota neste sábado sobre a ocorrência. Destacou que presta atendimento aos feridos e colabora com as investigações. "A instituição não pode falar sobre o episódio de violência, pois desconhece o que aconteceu de fato. Mas, até onde se pode julgar, o fato que aconteceu nas dependências do Complexo poderia ter acontecido em qualquer lugar. Prestamos socorro aos feridos e estamos colaborando com as necessidades de investigação da polícia para que tudo seja esclarecido o mais rápido possível", diz o texto.
Funcionários de um hotel próximo ao hospital onde a ocorrência foi registrada confirmaram ao MGTV que seis policias civis de São Paulo estavam hospedados no estabelecimento desde a última quarta-feira (17). A direção do hotel explicou que não irá se pronunciar sobre o caso. (Fonte: G1)
 
Atentado contra Bolsonaro
No dia 6 de setembro, Juiz de Fora foi destaque na imprensa nacional e internacional. Naquela data, o presidenciável Jair Bolsonaro, candidato do PSL, paraticipava de uma ação política com mais de 40 mil pessoas, no Centro da cidade, quando foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira, um ativista político, ex-filiado ao PSOL.
 
Socorrido imediatamente, Bolsonaro foi levado à Santa Casa de Juiz de Fora, onde passou por cirurgia e recebeu uma bolsa de colostomia. Posteriormente, ele foi levado para São Paulo, onde ficou internado na UTI do Hospital Albert Einstein por mais de 20 dias. O candidato do PSL já recebeu alta médica para voltar às atividades de campanha, mas, ainda está com a bolsa de colostomia.
 
Seu agressor foi preso em flagrande, ficou preso em Juiz de Fora. Hoje, ele encontra-se detido num presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. (Renato Ferreira)
 
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  • IRONIA DO DESTINO: Chico de Oliveira e PHA: duas vidas que se cruzaram na ideologia e se encontraram na morte
     
    Por Renato Ferreira -
    Quis a história reservar a quarta-feira, dia 10 de julho de 2019, para a partida desta vida de duas personalidades brasileiras: o professor universitário e um dos maiores sociólogos do país, Chico de Oliveira, de 85 anos; e o conhecido e experiente jornalista, Paulo Henrique Amorim, de 77 anos.
    O curioso na vida desses dois profissionais é que ambos tiveram atuações fortes e determinantes ao longo de suas carreiras em defesa da esquerda (Chico de Oliveira), e da direita, (Paulo Henrique Amorim); porém, morreram criticando o lado que antes defendiam.
    PHA
    PHA, como era também conhecido Paulo Henriue Amorim, iniciou a carreira profissional nos anos 1960, trabalhou em diversos veículos de comunicação no Brasil e também como correspondente internacional da Rede Globo de Televisão. Todos veículos afinados com o pensamento ideológico da direita. Enquanto trabalhou nesses veículos - rádio, TV, revista e jornal - PHA sempre fez criticas aos partidos de esquerda, como PCdoB e o PT, e também às suas lideranças como Luis Inácio Lula da Silva.
    Em 1998 já TV Bandeirantes, denunciou no Jornal da Band que o, então candidato, Lula, tinha adquirido carros e imóveis de forma ilegal durante a campanha. Chegou a ser processado pelo petista. Porém, a partir dos anos 2003. ap ser contratado pela Rede Record, o jornalista foi, paulatinamente, se aproximando da esquerda. Além de atuar em outras plataformas, criou, por exemplo, o blog "Conversa Afiada", tornando-se num dos maiores críticos dos tucanos e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
    Tinha um estilo próprio de fazer televisão e, fazia suas críticas com um tom ácido e com muita ironia. E era com esse estilo que criticava os tucanos, ao mesmo tempo em que defendia o PT e Lula, passando a ser também nos últimos anos um crítico ferrenho da Operação Lava Jato, ao mesmo tempo que defendia a liberdade de Lula. Há um mês antes de morrer, quando também foi afastado do Domingo Espetacular, da Record, PHA gravou um vídeo polêmico afirmando que Bolsonaro iria morrer em breve.
    Chico de Oliveira
    Por outro lado, o sociólogo Chico de Oliveira, fez toda a sua caminhada profissional e política atuando ativamente no campo da esquerda. Chegou, inclusive, a ser preso no Governo Militar em duas oportunidades e morou no exterior, como exilado.
    Esse seu ativismo de esquerdista o levou a ser um dos fundadores do PT nos anos 1980. Sempre esteve ao lado do então, sindicalista e depois deputado Federal, Luiz Inácio Lula da Silva.
    Porém, essa ligação com o PT durou só até 2003, justamente, o ano em que Lula tomou posse como Presidente da República. Por discordar dos rumos que Lula tomou para ser eleito, e também de suas medidas tomadas logo no início do mandato, Chico de Oliveira acabou se afastando do Partido e passou a a fazer duras críticas ao presidente petista e ao seu governo. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 2016, disse que o PT como “força transformadora tinha acabado”.
    Chegou também a ajudar na fundação do PSOL, legenda formada, principalmente, por dissidentes petistas, como a ex-senadora Heloísa Helena. Mas, pouco tempo depois se afastou também da legenda por discordar de seus rumos políticos. Morreu como Professor Emérito de Sociologia da USP.
    Mais coerente que PHA, Chico de Oliveira nunca chegou a ser defensor da direita, assim, como PHA passou a defender a esquerda. Mas, contudo, o dia 10 de julho de 2019, que marca a partida de PHA e de Chico de Oliveira, registra também que ambos morreram criticando o lado político que antes defendiam. Ironia do destino. (Renato Ferreira)
  • LUTO: Morre o sociólogo Chico de Oliveira, um dos fundadores de PT e PSOL
    Em 2003, meses depois de Lula assumir a Presidência, o sociólogo se afastou do PT e tornou-se cada vez mais crítico das medidas tomadas pelo partido que havia fundado.
     
    O pernambucano Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, mais conhecido como Chico de Oliveira, morreu aos 85 anos na madrugada desta quarta-feira, 10/07. A informação foi confirmada pela Universidade de São Paulo (USP), onde ele era professor emérito. A família não divulgou a causa da morte.
    O velório aconteceu no salão nobre do prédio administrativo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade, na rua do Lago, 717, a partir das 17h..
    Um dos mais influentes nomes das ciências sociais no Brasil a partir da década de 1960, Oliveira lançou ensaios que se tornaram referências, como "Crítica da Razão Dualista" (1972), "Elegia para uma Re(li)gião" (1977) e "O Ornitorrinco" (2003).
    Fundador e crítico do PT
    Chico de Oliveira ajudou a fundar o PT em 1980, mas decepcionou-se com o partido quando o ex-presidente Lula chegou à Presidência. Também esteve no núcleo de criação do PSOL em 2004, porém, logo se desencantou com a sigla.
    Nascido no Recife em 1933, graduou-se em ciências sociais em 1956 na antiga Faculdade de Filosofia da Universidade do Recife, atual Universidade Federal de Pernambuco. Nesse período, foi um dos fundadores do Movimento Estudantil Socialista de Pernambuco.
    Trabalhou na Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), sob a orientação de Celso Furtado, que o influenciou decisivamente nesta época.
    Foi preso durante o regime militar, em Pernambuco, durante dois meses. Depois de ser solto, deixou o país e viveu três anos entre Guatemala e México.
    Em 2003, meses depois de Lula assumir a Presidência, o sociólogo se afastou do PT e tornou-se cada vez mais crítico das medidas tomadas pelo partido que havia fundado. "Lula não tem objetivos porque não tem inimigos de classe", escreveu em ensaio publicado na revista Piauí em 2007.
    Para o sociólogo, os últimos anos foram marcados por um acentuado ceticismo em relação à política e à economia do país. No livro "Brasil: Uma Biografia Não Autorizada", o mais longo ensaio tinha como título "O Adeus do Futuro ao País do Futuro". (Diário do Nordeste)
  • MÚSICA DE LUTO: Morre o cantor e compositor João Gilberto aos 88 anos
    O cantor e compositor João Gilberto, um dos criadores da bossa nova, morreu neste sábado, aos 88 anos, no Rio de Janeiro. A causa da morte ainda não foi confirmada pela família.
     
     
    "Meu pai morreu. Sua luta foi nobre, ele tentou manter a dignidade à luz da perda da independência. Agradeço minha família por estar aqui por ele", postou seu filho João Marcelo nas redes sociais..
    João Gilberto era o próprio violão. Calado para o mundo, ruidoso consigo mesmo, percutia as ideias em sua caixa de ressonância de forma que só quem estivesse próximo o escutasse. Na vida em monastério que adotou por anos, seguia invisível e em total silêncio, abrindo a porta de seu apartamento apenas para poucos, como a filha Bebel Gilberto, a ex-namorada Claudia Faissol e sua filha com ela, Lulu.
    João não estava pronto para se tornar um gigante. Nunca entendeu bem o que era isso. Menino de Juazeiro da Bahia, nadou nas águas do São Francisco e beijou garotas da vizinha Petrolina como se fosse normal. E era, até o dia em que avistou um caminhão vindo por uma estrada que cruzada sua cidade. Ao amigo que o acompanhava, disse como se recitasse uma oração: "Veja lá aquele caminhão, que maravilha. As árvores estão acariciando sua cabeça." Árvores, pássaros, chuva, tudo parecia mais importante a seus olhos e ouvidos do que os próprios homens.
    Mas a história estava em suas mãos. Filho do comerciante Juveniano Domingos de Oliveira e da católica Martinha do Prado Pereira de Oliveira, a Patu, João viveu em terras juazeirenses até 1942, aos 11 anos, quando seguiu para estudar em Aracaju. Juazeiro ainda o teria de volta quatro anos depois, quando o violão que o pai lhe deu começou a ganhar as primeiras carícias. A Rádio Nacional lhe trazia o mundo e João flutuava ao som de Orlando Silva, Dorival Caymmi, Chet Baker e Carmen Miranda. O primeiro grupo, Enamorados do Ritmo, veio logo, e Juazeiro ficou pequena.
    A cidade que o recebeu na sequência teria sério papel na formação de seu caráter artístico. Aos 18 anos, em Salvador, já trabalhava com carteira assinada na Rádio Sociedade da Bahia. Não havia ainda desenhado o formato voz e violão, mas seguia os mandamentos de Orlando Silva tentado imitá-lo, por mais que o moderno já fossem Dick Farney e Lúcio Alves. O grupo vocal Garotos da Lua o chamou e lá se foi, ainda sem a obrigação com o violão, gravar dois discos em 78 rotações.
    O Rio de Janeiro fervia na segunda metade dos anos 50, e foi para lá que João seguiu, aos 26 anos, em 1957. Sem muitos recursos, seguia a trilha de quem queria ser alguém com um violão debaixo do braço. Cantou para quem poderia fazer a diferença, como o cantor Tito Madi, mas teve mais sorte ao cair nas graças do produtor e também violonista Roberto Menescal. O violão de João virava a vedete. Bim Bom, uma das primeiras que apresentou aos círculos de artistas no Rio, já trazia o caminhão com a carroceria cheia. A levada uniforme deslocando acentos fortes para lugares incomuns, a harmonia abrindo picadas onde ainda ninguém havia passado, a mão que fazia acordes fazendo também percussão. E a voz. A voz de João deixava as tentativas da impostação e partia para o que fazia o trompetista Chet Baker quando cantava. Volume baixo e notas de longa duração, limpas, sem vibrato. João, depois de acreditar no violão, passava a ter fé no fio da própria voz. E, então, fez-se a bossa nova. Era julho de 1958 quando Elizeth Cardoso aparecer com o disco
    Canção do Amor Demais, com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Ao violão em duas das faixas, Chega de Saudade e Outra Vez, João Gilberto. E era só a ponta da cabeça de um baiano que se revelaria por inteiro um mês depois. Em agosto, João, já uma aposta de Tom Jobim, Dorival Caymmi e Aloysio de Oliveira, grava seu próprio 78 rotações com Chega de Saudade e Bim Bom, gravado pela Odeon. Se acabasse aqui, a missão de João já estaria completa. O que ele fez foi pouco e simplesmente tudo. Criou um violão brasileiro e, sobre ele, ajudou a fundar um gênero.
    Seguiu na formatação de sua proposta com o seguinte 78, em 1959, que trazia Desafinado, de Tom e Newton Mendonça, e Hô-bá-lá-lá, música de sua autoria. E ainda traria seu LP Chega de Saudade, definindo-se como um acontecimento. "Em pouquíssimo tempo, (João) influenciou toda uma geração de arranjadores, guitarristas, músicos e cantores", escreveu Tom na contracapa do disco. (Matéria do Portal UAI)

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