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Em Minas, servidores do estado protestam contra parcelamento de salário

Em Minas, servidores do estado protestam contra parcelamento de salário Featured

Representantes de diversas categorias participaram dos protestos em Belo Horizonte e fechando ruas e praças no Centro de Belo Horizonte. Eles colocaram fogo em caixão simbolizando o governador Fernando Pimentel (PT)
 
Nesta segunda-feira, 23/07, servidores públicos de Minas Gerais, de diversas cidades e representando várias categorias, organizaram um protesto na região central de Belo Horizonte contra o governo do Estado que vem atrassando e parcelando o pagamento deles. Eles criticam o governador Fernando Pimentel, do PT, e pedem o fim do parcelamento dos salários, implantado pela administração estadual. O grupo fechou completamente o trânsito na Praça 7, no Centro da capital mineira.
 Protestos de servidores em MG 3
Segundo o governo de Minas, o parcelamento de salário vai até o fim do governo Pimentel e os atrasos devem continuar.
 
Durante o protesto, colocaram fogo em um caixão, simbolizando o governador Fernando Pimentel e gritam palavras de ordem contra a administração petista. além de pedir sua saída. O protesto é unificado e conta com funcionários civis e militares e, segundo os organizadores, reuniu cerca de 600 pessoas.
 Protestos de servidores em MG 2
"Podemos chamar uma greve geral do Estado, caso a situação não se regularize. Estamos recebendo parcelado há três anos. Vários servidores estão com o nome negativado", afirma Marcelo Armstrong, delegado de polícia e diretor regional do Sindipol-MG.
Além de outras palavras de ordem, os servidores gritam "Pimentel, ladrão" e pedem a saída do governador. O protesto que começou no Ipsemg, interditou o cruzamento mais famoso da cidade, com avenidas Afonso Pena e Amazonas. O Sind-UTE não participa do ato.
Segundo os manifestantes mineiros, os descontos relativos à previdência pelo Ipsemg e o IPSM e saúde não estão sendo repassados pelo estado. "Estamos ficando sem atendimento médico e odontológico", afirma a servidora Antonieta de Cássia Faria, de 60 anos, 40 deles no Ipsemg.
Ela reforça que o movimento não tem qualquer conotação política. Isso porque parlamentares da oposição ocuparam o microfone. O deputado estadual Sargento Rodrigues e o deputado federal subtenente Gonzaga discursaram no carro de som.
Ainda segundo os manifestantes, houve a tentativa de boicotar o movimento, com a retenção do carro de som, que chegou na Praça mais de uma hora depois do início do movimento, por volta das 14h30.
O parcelamento dos salários dos servidores de Minas começou em fevereiro de 2016. O governo do Estado alegou queda na arrecadação e dificuldades em caixa para justificar a medida, feita após a decretação de calamidade financeira.
O fechamento do trânsito no cruzamento das Avenidas Amazonas e Afonso Pena, causou reflexo em toda a área central. De acordo com a BHTrans, o trânsito foi fechado por volta de 14h45, quando os manifestantes tomaram os dois sentidos.
O trânsito na Avenida Afonso Pena ficou interditado em todas as pistas nos dois sentidos. A Avenida Amazonas estava liberada somente no sentido Praça da Estação - Praça Raul Soares. O fluxo ficou totalmente livre no cruzamento por volta das 16h30, segundo informou a BHTrans. (Matéria extraída do site UAI - Estado de Minas)
 
Opinião - Renato Ferreira
 
Em 2014, os mineiros elegeram pela primeira um governador do Partido dos Trabalhadores. Estavam cansados dos tucanos. Mas, parece que a situação piorou em Minas, principalmente, para os servidores públicos.
 
Agora, em 2018, teremos novamente eleições gerais e até a Dilma Rousseff (PT), resolveu voltar a cenário político depois do impeachment, candidatando-se ao Senado por Minas Gerais. Mas, será que com tanta insastivação, os mineiros vão reeleger Fernando Pimentel e eleger Dilma Senadora do Estado?
 
Vamos esperar a campanha ser oficializada e o resultado das urnas em outubro para ver se os mineiros vão aprovar a primeira administração petista no Estado.
 
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    Tragédia em Brumadinho bombeiro

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  • MINAS AGONIZA: Prefeitos mineiros fazem novo protesto por repasse de verbas

    Dívida do governo Fernando Pimentel com os municípios já ultrapassa os R$ 10,5 bilhões. Frente Nacional de Prefeitos divulgou carta em que repudia atraso de verbas. Prefeitos pedem intervenção Federal no Estado

     

    A cada dia piora a situação do governador mineiro, o petista Fernando Pimentel, não somente em relação aos servidores públicos do Estado, mas, também com os Prefeitos. Nesta terça-feira, 27/11, prefeitos e servidores estaduais fizeram um protesto contra a gestão de Fernando Pimentel e pediram aos deputados estaduais apoio na luta pelo dinheiro dos municípios.

    Fernando Pimentel

    Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais

    A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) divulgou nota, nesta terça-feira, em que repudia a retenção de recursos dos municípios pelo governo de Fernando Pimentel (PT). Servidores públicos e prefeitos também fizeram um protesto durante a manhã na porta da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte.

    Dados da Associação Mineira de Municípios (AMM) apontam que a dívida com as prefeituras já ultrapassa R$ 10,5 bilhões em IPVA, ICMS, multas de trânsito, Fundeb, transporte escolar e assistência social. “Essa situação, que afronta a essência do sistema federativo brasileiro, impõe aos municípios e, consequentemente, à população, gravíssimos prejuízos na prestação de serviços públicos fundamentais”, diz trecho da nota.

    O texto foi aprovado em assembleia geral da FNP realizada nesta terça-feira, em São Caetano do Sul, São Paulo. Os prefeitos lembram que o ato do governo mineiro é passível de intervenção federal, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.

    “Os prefeitos e prefeitas dos municípios brasileiros exigem respeito aos princípios constitucionais, ao pacto federativo e, principalmente, à população mineira”, encerra a nota.

    Na semana passada, o presidente da AMM, Julvan Lacerda, entregou ao presidente Michel Temer (MDB) um pedido de intervenção em Minas Gerais. Prefeitos da região dos vales do Jequitinhonha e Mucuri também recorreram ao Ministério Público do Estado (MPE) para pedir que o órgão atue junto ao Judiciário e Executivo para garantir o repasse de verbas para os municípios.

    O grupo protocolou um ofício requerendo que o MP estadual convoque o governo mineiro para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) se comprometendo a regularizar os repasses e apresentar um cronograma de pagamento dos valores devidos. Além disso, solicitam que o MP encaminhe ao Tribunal de Justiça (TJ) um pedido de intervenção no Estado.

    Os prefeitos querem ainda que o MP estadual ajuize uma ação direta de inconstitucionalidade (adin) contra o decreto 47.296/17, assinado por Fernando Pimentel, que destina ao caixa único do estado 100% da arrecadação com o IPVA. A Constituição Federal determina que 25% do que é arrecadado com o imposto deve ser destinado aos municípios. (Estado de Minas - Portal UAI)

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