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Brasil e mais 13 países não reconhecem reeleição de Maduro na Venezuela

Brasil e mais 13 países não reconhecem reeleição de Maduro na Venezuela Featured

O governo brasileiro, ao lado do Grupo de Lima, afirmou que não reconhece o resultado da eleição na Venezuela, no qual o líder Nicolás Maduro foi declarado vencedor neste domingo, 20. O Itamaraty alega que a votação não ocorreu "em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente".
Em nota emitida na manhã desta segunda-feira, 21/05, o governo brasileiro, juntamente com os governos de Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia expressaram que "não reconhecem a legitimidade do processo eleitoral que teve lugar na República Bolivariana da Venezuela, concluído em 20 de maio passado, por não estar em conformidade com os padrões internacionais de um processo democrático, livre, justo e transparente".
No documento, os países também concordam em reduzir o nível de suas relações diplomáticas com a Venezuela e que chamarão para consultas os embaixadores em Caracas. Além disso, ressaltaram o "aprofundamento da crise política, econômica, social e humanitária que deteriorou a vida" dos venezuelanos, resultando no intenso fluxo de imigrantes para regiões próximas.
O Grupo de Lima ainda lamentou a "grave situação humanitária na Venezuela" e disse que uma reunião com autoridades do país será convocada para tratar de imigração e saúde pública. O encontro deve ser realizado no Peru no começo de junho. (Fonte: Estado de Minas)
 
No Brasil, apesar do atual governo não reconhecer o resultado das eleições na Venezuela, Nicolás Maduro, sempre contou com apoio dos ex-presidentes Lula e Dilma, como também do PT, PSOL e PC do B, partidos que sempre fizeram parte dos governos petistas.
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  • POLÍTICA: Bolsonaro recebe Macri no Planalto e discutem Mercosul e Venezuela
     
    Presidente argentino, Mauricio Macri, é o primeiro chefe de estado a visitar o Brasil, desde a posse de Bolsonaro. Os presidentes condenaram o governo de Nicolás Maduro
     
     
    O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira, 16/01, no Palácio do Planalto o presidente da Argentina, Mauricio Macri. Os dois discutiram sobre a situação do Mercosul e condenaram o governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.
    Antes de Mauricio Macri entrar em cena, os ministros já estavam cumprindo agenda. Os da Fazenda e da Produção e Trabalho se reuniram com a equipe econômica. Os da Justiça e da Segurança Pública estiveram com Sérgio Moro e o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Trataram de ações conjuntas no combate ao crime organizado, narcotráfico, corrupção e a segurança de fronteira.
    Pouco depois, o presidente argentino subiu a rampa do Planalto, onde Bolsonaro o aguardava. Macri é o primeiro chefe de estado a visitar o Brasil desde a posse de Bolsonaro. Ele foi uma das ausências no dia 1º de janeiro.
    Às voltas com uma crise econômica, inflação que beira 48% ao ano e interessado em se reeleger, Macri busca intensificar acordos de cooperação, deixando claro que precisa do Brasil, seu principal parceiro econômico. Assim como nós precisamos deles, que são o segundo destino dos produtos industriais brasileiros.
    Depois do encontro, os dois presidentes deram uma declaração conjunta. Brasil e Argentina assinaram um novo acordo de extradição, que prevê uma simplificação no processo. O ministro da Justiça, numa entrevista gravada num celular, deu um exemplo:
    “É que às vezes tem uma situação urgente: ‘Precisa prender o cara’. Então, às vezes você seguir o canal diplomático acontece que nem o Battisti”, disse Moro.
    Tanto Macri quanto Bolsonaro estão fechados no não reconhecimento do mandato de Nicolás Maduro, que tomou posse pela segunda vez na Venezuela, semana passada. Brasil e Argentina consideram que a legitimidade está no presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó.
    “Estamos comprovando nas reuniões de hoje nossa convergência de posições e nossa identidade de valores. Essa identidade: que atuemos conjuntamente na defesa da liberdade e da democracia na nossa região. Nossa cooperação na questão da Venezuela é um exemplo mais claro no momento”, disse Bolsonaro.
    Macri disse que Nicolás Maduro é o ditador que procura se perpetuar no poder com eleições fictícias, detendo opositores e levando os venezuelanos a uma situação desesperadora e agonizante.
    Outra convergência é o Mercosul, hoje presidido por Macri. Os dois presidentes defenderam acelerar as negociações promissoras. A principal é com a União Europeia, citada apenas por Macri.
    Macri e Bolsonaro também conversaram sobre flexibilização de regras do Mercosul. Hoje, não é permitido acordo de livre comércio em separado com outros países - os acordos bilaterais, defendidos por Bolsonaro.
    “Precisa valorizar sua tradição original: abertura comercial, redução de barreiras, eliminação de burocracias. O propósito é construir um Mercosul enxuto que continue a fazer sentido e ter relevância”, afirmou Bolsonaro.
    O almoço oferecido a Macri no Itamaraty foi reservado, sem convidados da imprensa. Os dois presidentes fizeram um brinde ao novo tempo nas relações entre os dois países. (G1)
  • MUNDO: Peru acusa governo de Maduro de 'ilegítimo e ditatorial"
    O presidente do Peru (à direita), Martín Vizcarra, afirmou que o início do segundo mandato presidencial de Nicolás Maduro na Venezuela, nesta quinta-feira, corresponde à instauração de um “regime ilegítimo e ditatorial”. A mensagem é acompanhada por medidas diplomáticas e econômicas contra o governo venezuelano
     
    “Um regime ilegítimo e ditatorial acaba de se instalar hoje (10 de janeiro) na Venezuela. Levantamos nossa voz de protesto para para defender a democracia na América Latina”, afirmou Vizcarra em uma mensagem no Twitter.
    Na quinta-feira, o governo peruano chamou para consulta a sua encarregada de negócios em Caracas, Rosa Álvarez, a última diplomata peruana de alto nível na Venezuela. Lima começou a reduzir a presença diplomática no país petroleiro em 2017.
    Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Peru também informou que ordenou a proibição do ingresso no país de Maduro e de cem membros de seu governo, como parte de um acordo assinado pelos países do Grupo Lima na semana passada.
    "Reduzimos nossa representação desde que retiramos o nosso embaixador, há dois anos. Agora, a encarregada de negócios foi chamada para uma consulta para avaliar passos adicionais a tomar com relação ao regime ilegítimo de Maduro", disse o chanceler peruano Nestor Popolizio à emissora local Canal N.
    A Chancelaria peruana afirmou que prepara medidas econômicas contra Caracas em coordenação com o Ministério da Economia, e confirmou que credores peruanos não mantêm relações bancárias com instituições financeiras venezuelanas.
    Popolizio disse que o Peru deve "dar apoio ao povo venezuelano e a oposição venezuelana deve ter a solidariedade e o apoio da comunidade internacional necessários para fazer tudo o que precisa internamente para recuperar a democracia".
    Mais de cem imigrantes venezuelanos, carregando cartazes e bandeiras, protestaram contra o novo mandato de Maduro em frente à embaixada de Caracas em Lima, cuja frente foi ocupada por dezenas de policiais.
    Em Caracas, o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, denunciou no Twitter que "um grupo de bandidos" invadiu a embaixada venezuelana em Lima. “Responsabilizamos o governo do Peru por quaisquer consequências contra nossa equipe diplomática e a embaixada em Lima, que hoje tem sido alvo de vários ataques", disse Arreaza.
    Alguns manifestantes disseram à televisão local que um "grupo" de pessoas derrubou uma grade de metal da frente da embaixada e entrou no prédio, mas que foi rapidamente repelido por agentes de segurança e policiais locais, que usaram bombas de gás lacrimogêneo para espantar os manifestantes, de acordo com imagens transmitidas em redes sociais.
    O Ministério das Relações Exteriores peruano afirmou mais tarde no Twitter que o encarregado de negócios da Venezuela, Reinaldo Segovia, conversou com o vice-chanceler peruano, Hugo de Zela, que afirmou que coordenou a segurança da embaixada com autoridades locais e que proteção policial adicional foi enviada imediatamente para a missão.
    Grupo de Lima
    Na última semana passada, o Grupo de Lima, formado por 14 países das Américas, concordou, com exceção do México, que não reconhecerá o novo mandato de Maduro, por considerarem-no resultado de eleições legítimas.
    Desde que Pedro Pablo Kuczynski tomou posse, o Peru se opõe ativamente ao governo da Venezuela, posição mantida e aprofundada por Vizcarra, que assumiu em março de 2017, após a renúncia de seu predecessor. (Globo)
  • TRAGICÔMICO: Orgulhosa, Gleisi Hoffmann participa da posse de Maduro nesta quinta-feira

    Com exceção de Cuba, praticamente, o mundo inteiro não reconhece a vitória de Nicolás Maduro, que toma posse nesta quinta-feira, 10, na Venezuela. Há poucos dias, 14 países da América do Sul, inclusive, o Brasil, se reuniram em Lima, Peru, quando decidiram não reconhecer o novo governo de Maduro.

    Para a comunidade internacional e também para a Assembleia Nacional da Venezuela, comandada pela oposição, houve fraudes nas eleições em que Maduro, acusado de perseguir seus opositores, foi reeleito. Segundo o Itamaraty, o Brasil “lamenta profundamente” que a Venezuela não tenha atendido aos repetidos chamados da comunidade internacional “pela realização de eleições livres, justas, transparentes e democráticas”.

    As relações do Brasil com a Venezuela estão prejudicadas desde dezembro de 2018, quando o governo de Caracas expulsou o embaixador brasileiro no país. Em resposta, o governo brasileiro retribuiu a decisão e declarou o encarregado de negócios da Venezuelano em Brasília persona non grata.

    No entanto, apesar do mundo inteiro não reconhecer a vitória de Maduro, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, vai participar da posse do ditador venezuelano. Em nota oficial, pasmem, a presidente do PT, disse que sua presença no país será “para mostrar que a posição agressiva do governo Bolsonaro contra a Venezuela tem forte oposição no Brasil e contraria nossa tradição diplomática”.

    Com certeza, essa mulher não está vendo a dura realidade em que Maduro colocou o povo da Venezuela. Pois, a petista acrescentou: “Em qualquer país em que os direitos do povo estiverem ameaçados, por interesses das elites e dos interesses econômicos externos, o PT estará sempre solidário ao povo, aos que mais precisam de apoio". Será que essa mulher não está vendo que, diariamente, milhares de pessoas miseráveis saem da Venezuela em busca de refúgio em outros países, como o Brasil? (Renato Ferreira)

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