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Prefeito tucano é preso acusado de estupro

Prefeito tucano é preso acusado de estupro Featured

 
Mais uma notícia de estupro está indignando os brasileiros. E mais: o acusado é um prefeito. No último sábado, 21/04, a Polícia Militar prendeu em flagrante o prefeito em exercício de Bariri (SP), Paulo Henrique Barros de Araújo (PSDB), de 34 anos. Ele é acusado de raptar e abusar sexualmente de uma menina de 8 anos. Em depoimento, o prefeito confessou o estupro.
Segundo a Polícia Militar, o tucano teria se passado por policial para sequestrar a criança e a levar para um matagal dentro de um carro. Ele teria dito que havia bandidos na rua e que a levaria de volta para a casa. No matagal, o carro ficou preso em um buraco e a menina conseguiu fugir à pé, pedindo socorro. A polícia foi acionada e os agentes encontraram o prefeito tentando se esconder entre as árvores.
O acusado e Araújo e a vítima foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista. Em seguida, foram levados para a delegacia.
O registro policial informou também que o prefeito tucano parecia estar sob efeito de drogas. A investigação está sendo conduzida pela Central de Polícia Judiciária, em Bauru. Paulo Henrique Barros de Araújo era presidente da Câmara Municipal e está no cargo como interino em Bariri desde o início de 2017, uma vez que o ex-prefeito e o vice foram cassados pela Lei da Ficha Limpa.
 
Nesta segunda-feira, 22, o PSDB publicou uma nota afirmando que o prefeito foi expulso de seus quadros.
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    Com o objetivo de discutir as causas dos problemas na área de segurança pública e elaborar projetos futuros, o ex-secretário de Governo de Osasco e pré-candidato a deputado estadual pelo Podemos, Gelso Lima, promoveu na noite de quarta-feira, 18, um importante debate sobre o tema, na cidade Osasco.

    Realizado no auditório da ACEO (Associação Comercial e Empresarial de Osasco), o evento reuniu mais de 200 pessoas e os seguintes palestrantes: Benedito Mariano (Ouvidor das polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo); Paulo Sérgio Maluf Barroso (Delegado Assistente da Ouvidoria); Alexandre Volpiani Carnelós (Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Osasco); Tenente Coronel Ricardo Tahara (Comandante do CPA/M-8); inspetor Rildo (GCM-Osasco); e o Tenente Coronel Marcos Abondanza Vitiello (Comandante do 36º BPM/M).

    Debate sobre Segurança Público

    Cada debatedor falou sobre as principais ações de suas instituições, destacando que todas as forças ligadas à segurança pública tem se empenhado no trabalho preventivo e de inteligência para combater a criminalidade. E todos apontaram, de um modo geral, que investimentos nas áreas da Educação e de Planejamento são essenciais para a solução dos problemas enfrentados na Segurnça Pública, como também o aumento do efetivo e a valorização dos policiais. (Fotos: Reinaldo Vaz)

    Principais trechos do debate:

    Cel. Tahara

    Em sua fala, o Ten. Cel. Tahara elencou os principais motivos pelos quais crimes continuam acontecendo, apesar dos esforços da polícia. Ele salientou que em 20 anos a população que compreende a região do CPAM-8 cresceu mais de 26%, enquanto que o efetivo da polícia cresceu apenas 4%. Além disso, as leis que regem o sistema prisional contribuem de certa forma para que criminosos estejam nas ruas, já que 5% dos presos liberados nos indultos em datas especiais não retornam à prisão. Tahara também citou a crise econômica, o desemprego, falhas na prevenção primária, falhas na ressocialização do preso e sistema educacional deficitário como fatores que ajudam o crescimento dos índices criminais.
    Cel. Vitiello
    Para o também Ten.Cel. Vitiello, a Educação é fator primordial para diminuição do crime na sociedade. “Segurança pública se faz com educação. Educação é fundamental e é nisso que os governos precisam investir porque é através da Educação que vamos rodear todos os outros fatores que culminam na prática do crime. Se investirmos em Educação teremos uma segurança pública sustentável”. Ele aproveitou a ocasião para agradecer Gelso Lima pela promoção do evento, explicando que “muita gente fala mal das polícias, e que uma oportunidade como essa é dada por gente que tem coragem”.
    Benedito Mariano
    Benedito Mariano, que já foi ouvidor da polícia de São Paulo de 1995 a 2000 e que agora retorna ao cargo, considera que o grande problema da instituição paulista hoje é a desvalorização profissional, cujos salários estão em 23º lugar no ranking das piores remunerações do Brasil, que tem 26 Estados, além da diminuição do efetivo tanto da PM como da Polícia Civil. “Para fortalecer a segurança pública, a polícia de São Paulo precisa de valorização profissional e a sociedade precisa cobrar essa questão de todos os candidatos ao Governo de São Paulo. Essa seria a primeira grande contribuição do governo para melhorar a segurança pública no Estado de São Paulo”.
    Entre outros fatores, Mariano também falou sobre a estrutura deficiente da polícia, lembrando que o Estados tem mais de 600 municípios e que cerca de 300 deles não tem delegados. “Um único delegado às vezes cobre 12, 15 cidades. Tem cidades em que a presença da polícia judiciária se faz com um único investigador. A polícia civil diminuiu de tamanho. Há 20 anos tínhamos 37 mil policiais e hoje temos 25 [mil]. O Estado cresceu, os problemas cresceram, e a polícia diminuiu de tamanho. É isso que temos que discutir na segurança pública”, salientou.
    Delegado Sérgio Maluf
    Paulo Sérgio Maluf Barroso defende a união das polícias para combater a criminalidade. “Quando o Estado, através dos seus aparatos trabalha em conjunto, o crime tende a perder”. Ele ratificou o que Mariano disse, e salientou a importância da valorização salarial do policial de São Paulo. “A polícia não vai ser forte se o policial não tiver tranquilidade para trabalhar”.
    Inspetor Rildo
    Por sua vez, o inspetor Rildo lembrou que a lei 13022, de 2014, regulamentou o papel da Guardas Municipais, e que isso foi de extrema importância no contexto da segurança pública dos municípios. “A lei quebra paradigmas, porque havia muito questionamento sobre a atuação das GCM’s. O artigo 3º diz que a GCM tem que preservar a vida. As pessoas pensam que nós estamos ligados ao cuidado do patrimônio, mas nós temos que preservar a vida. Está na lei”, explicou.
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    Notícias & Opinião esteve presente e registrou o evento. Veja aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1805355392888026

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