Terça, 23 Outubro 2018 | Login
A decepção com a corrupção e com a falta de segurança continuará marcando a disputa entre Haddad/Lula e Jair Bolsonaro, já evidenciada no primeiro turno
 
Apesar de mais de dez candidatos disputando o primeiro turno das eleições presidenciais, neste domingo, 07/10, as urnas revelaram que disputa ficou mesmo polarizada entre o petismo e o antipetismo. E no próximo dia 28, essa disputa será ainda mais acirrada entre o deputado federal Jair Bolsonaro, candidato do PSL, e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, do PT.
No primeiro turno, Bolsonaro recebeu 49.276.897 votos, ou 46,03% dos votos válidos. Enquanto Hadad ficou com 31.341.997 votos, ou 29,28% do total. Portanto, com mais 4% dos votos, Bolsonaro teria sido eleito Presidente do Brasil. Ele venceu em quatro regiões - Sul, Norte, Centro-Oeste e Sudeste -, enquanto Haddad venceu somente na região Nordeste. O petista Haddad precisará tirar uma diferença de mais de 18 milhões de votos para superar o candidato do PSL.Para os especialistas, dentro de uma campanha normal, dificilmente Bolsonaro perderá a eleição.

Onda Bolsonaro

A onda Bolsonaro influenciou também as eleições para senadores, deputados federais e estaduais. O candidato ao Senado do PSL por São Paulo, Major Olímpio, foi eleito com mais de 9 milhões de votos, enquanto o filho de Bolsonaro, Flávio, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, venceu com mais de 4 milhões de votos. Para a Câmara Federal, outro filho de Bolsonaro, Eduardo, obteve quase dois milhões de votos em São Paulo, e Janaína Paschoal, uma das autoras do impeachment de Dilma Roussef, foi eleita deputada estadual em São Paulo com mais de 2 milhões votos, a maior votação na história do Brasil para as Assembleias Legislativas.

Por outro lado, o PT viu diminuir a sua bancada na Câmara e ainda não reelegeu o senador fluminense, Lindbergh Farias, no Rio de Janeiro. E para piorar, o partido do Lula também não conseguiu eleger para o Senado, Eduardo Suplicy, em São Paulo, e Dilma Rousseff, em Minas Gerais. Ambos lideravam as pesquisas eleitorais até domingo.
Agora, no segundo turno, Haddad já adiantou que vai aumentar as críticas contra as propostas "autoritárias, segundo ele, de Jair Bolsonaro. O petista vai continuar também defendendo os programas e os governos de Lula.
Por outro lado, Jair Bolsonaro já aumentou suas críticas ao candidato petista que, segundo ele, não passa de "pau mandado" do ex-presidente Lula. Para reforçar essa tese de Bolsonaro, nesta segunda-feira, Haddad esteve novamente com Lula, que se encontra preso na Polícia Federal de Curitiba.
Os apoios que cada um dos candidatos receberá nesse segundo serão decisivos para a definição da eleição. (Renato Ferreira)
Veja a seguir a votação dos demais candidatos:
Ciro Gomes (PDT): 13.344.353 votos (12,47%);
Geraldo Alckmin (PSDB): 5.096.341 votos (4,76%);
João Amoêdo (Novo): 2.679.728 votos (2,5%);
Cabo Daciolo (Patriota): 1.348.323 votos (1,26%);
Henrique Meirelles (MDB): 1.288.948 votos (1,2%);
Marina Silva (Rede): 1.069.575 votos (1%);
Alvaro Dias (Podemos): 859.600 votos (0,8%);
Guilherme Boulos (Psol): 617.120 votos (0,58%);
Vera Lúcia (PSTU): 55.762 votos (0,05%);
Eymael (DC): 41.710 votos (0,04%);
João Goulart Filho (PPL): 30.176 votos (0,03%).

No mesmo horário do debate na Globo, a Record exibiu uma entrevista exclusiva gravada na residência de Bolsonaro 

 

Ao contrário de anos anteriores, com seus debates decisivos e com grande audiência, o debate da Globo de 2018, o último antes do primeiro turno, nesta quinta-feira, 04/10, acabou sendo um encontro morno entre os candidatos à Presidência da República. Por recomendação médica, Jair Bosonaro, do PSL, não compareceu ao encontro.

E não foi somente a ausência de Bolsonaro que esvaziou o debate da Globo. Também nesta quinta-feira, a mais recente pesquisa do Dafolha caiu como um balde de água fria nos demais candidatos. Bolsonaro continua se distanciando na liderança e, agora, já aparece com 39% dos votos válidos, contra 25% do petista Fernando Haddad.

Bolsonaro na Record

Considerando os votos nulos e brancos, a pesquisa mostra Bolsonaro com 35% das intenções de votos, contra 22% de Fernando Haddad. Bem atrás aparecem Ciro Gomes (PDT), com 11%; Geraldo Alckmin (PSDB) 8%; e Marina Silva (Rede), 4%.

Mesmo aparecendo em segundo lugar, Haddad não se mostra confortável na campanha. O crescimento de Bolsonaro fez acender o sinal amarelo na campanha petista, pois isso pode significar também a possibilidade de Bolsonaro vencer já no primeiro turno.

Mesmo ausente, o nome de Bolsonaro acabou sendo bastante mencionado de forma crítica pelos presidenciáveis. Ele foi criticado porque não compareceu ao debate por recomendação médica, mas, no entanto, deu entrevista para a concorrente Record, cuja entrevista foi ao ar no mesmo horário do debate na Globo.

Candidato do MDB ao governo de São Paulo afirma que o país precisa de um governo "com seriedade absoluta, sem corrupção e que pense no Brasil"
O candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, declarou nesta quinta-feira, 04/10, seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência em um eventual segundo turno contra Fernando Haddad (PT).
"Não tenho dúvida nenhuma de que em um segundo turno entre o PT e o Bolsonaro eu apoiarei o Bolsonaro", afirmou o presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Neste momento, Skaf diz sentir a possibilidade de vitória de Bolsonaro já no próximo domingo (7). “Se der o resultado em um primeiro turno, eu vejo com bons olhos, porque o Brasil não correria riscos”, avalia ele, que garante seguir ao lado de Henrique Meirelles, candidato à Presidência pelo MDB, neste primeiro turno.
Ao defender Bolsonaro, Skaf avalia ter um plano de governo semelhante ao do militar da reserva. "Da mesma forma que eu não aceitei nenhum tipo de coligação para estar totalmente desimpedido de montar um governo com pessoas sérias e competentes, o Bolsonaro também não aceitou e está com a mesma liberdade", completa.
Skaf ainda classifica a possibilidade de vitória de Haddad como "um risco" para o país. "O PT já teve a oportunidade e nós já vimos o resultado. Neste momento, eu creio que o que o Brasil está precisando é um governo diferente, com seriedade absoluta, sem corrupção e que realmente pense no Brasil", afirma.(Fonte: Conteúdo R7)

TRAGICÔMICO!
Depois do #ELENÃO, Bolsonaro aumenta vantagem sobre os adversários

 

 

Dizem que nos próximos atos contra o Bolsonaro, as mulheres esquerdistas vão se manifestar em frente aos Institutos Ibope e Datafolha para implorar: #Elenãopodesubirmais

TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras.

Veja o vídeo aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1976574252432805?

Jamais na história deste país, as eleições gerais tiveram um caráter tão plebiscitário como as eleições deste ano, com a campanha polarizada entre os que querem o petismo de volta e aqueles que repudiam essa possibilidade. Até agora, segundo as pesquisas, o antipetismo está vencendo

Por Renato Ferreira - 

No próximo domingo, 07/10, os mais de 147 milhões de eleitores brasileiros - total: 147.302.354 - vão às urnas para votar para Presidente da República, Senadores, Governadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais. E o fato mais revelante desta campanha, como revelam as pesquisas eleitorais, as manifestações de rua e os debates entre candidatos, é a polarização entre Jair Bolsonaro, candidato do PSL, e Fernando Haddad, candidato do PT. Haddad substituiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra preso e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Com base na Lei de Ficha Limpa, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) impugnou a candidatura de Lula.

Assim, a eleições 2018 se transformaram num plebiscito entre o petismo e antipetismo. E foi o deputado Federal, Jair Bolsonaro, do Rio de Janeiro, que, nos últimos quatro anos, soube incorporar esse sentimento antipetista. Ele faz um discurso em sintonia com os milhões de brasileiros que foram às ruas em manifestções gigantes contra a corrupção e contra a presidente petista Dilma Rousseff, que acabou sofrendo o impeachment em 2015. E para reforçar ainda mais o clima antipetista, os defensores de Bolsonaro afirmam que se o Haddad ganhar, quem vai governar o país, de fato, será o Lula. Como bandeiras, os petistas defendem o aborto, o casamento homoafetivo, a ideologia do gênero e a estatização de empresa, exatamente, o contrário do que defendem os antipetistas.

Mensalão e Petrolão

Esse clima de antipetismo não surgiu da noite para o dia. Ele é fruto de uma somatória de escândalos que acabaram atingindo o PT, muito mais que aos outros partidos, justamente, porque o auge desses escândalos aconteceu durante os governos petistas a partir de 2003. 

Primeiro foi o mensalão, que surgiu em 2005 com a denúncia de compra de parlamentares feita pelo ex-deputado federal, Roberto Jefferson (PTB-RJ). A denúncia atingiu em cheio o governo Lula e parlamentares de diversos partidos. O ex-deputado e ex-ministro a Casa Civil, José Dirceu, não conseguiu se livrar da acusação e acabou deixando o governo como também perdeu o mandato de deputado. Hoje, condenado a quase 30 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Dirceu foi beneficiado por uma decisão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), e aguarda os recursos em liberdade.

Sem uma oposição aguerrida, principalmente, por parte do PSDB, Lula conseguiu se reerguer e foi reeleito, em 2006, como também elegeu Dilma Roussef como sucessora em 2010. Dilma foi reeleita em 2014, mas, em 2015, sofreu o impeachment.

Prisão de Lula

Depois dos dois mandatos de Lula e ainda a eleição e reeleição de Dilma Roussef, o que o Brasil não esperava era a revelação de um esquema de corrupção muito mais grave que o mensalão; era po petrolão. Esquema de desvio de bilhões da Petrobras, a maior empresa brasileira. Em conluios com um cartel de empreiteiras, o governo recebia propinas como recompensa dos benefícios em contratos com as empreiteiras no Brasil e no Exterior.

Em delações premiadas, diretores da Petrobras, ex-parlamentares e empreiteiros deram detalhes do esquema em depoimentos no âmbido da Operação Lava Jato sob o comando do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Além das prisões diretores da empresa estatal de petróleo, parlamentares, tesoureeiros petistas, ex-ministros e de empreiteiros, a Lava Jato acabou condenando e levando também para a prisão o ex-presidente Lula, condenado em apenas um dos processos que responde na Justiça.

E com essa somatória de escândalos, de investigações e de prisões, o PT foi perdendo a sua grande identidade de partido que lutava contra a corrupção e se transformando numa legenda como qualquer outra. Nas eleições municipais de 2016,  a legenda de Lula começou a colher os frutos desse clima de antipetismo. Mesmo tendo Lula como o principal cabo eleitoral, o PT perdeu muitas prefeituras, diminiu muito suas bancadas nas Câmaras Municipais, além de não ter conseguido reeleger prefeitos em grandes Capitais, como em São Paulo, com Fernando Haddad.

PT x Bolsonaro

Agora, a poucos dias das eleições, apesar da disputa ser entre mais de dez candidatos, a campanha ficou polarizada entre o candidato do PT e Jair Bolsonaro. Antes, candidaturas que se apresentavam como viáveis e fortes, como as de Álvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e, sobretudo, de Geraldo Alckmin (PSDB), que detém o maior tempo de progaganda eleitoral, não atraíram a atenção da massa eleitoral e, consequentemente, não decolaram. 

Ao contrário de seus adversários, Jair Bolsonaro iniciou a campanha já com um alto índice aceitação popular e só cresceu nas pesquisas. Segundo a pesquisa do Ibope, divulgada nesta segunda-feira, 1, ele subiu 4 pontos e chegou aos 31% das intenções de voto, 10 pontos à frente do petista Fernando Haddad, que estacional nos 21%. Os números são idênticos aos da pesquisa do Datafolha, divulgada nesta terça-feira, 2. Segundo o Datafolha, Bolsonaro tem 32% das intenções de voto, contra 21% de Haddad. Nos índices de rejeição, Bolsonaro oscilou para baixo, tendo 44 no Ibope e 45 no Datafolha, enquanto Haddad disparou 11 pontos na rejeição, aparecendo com 39 no Ibope e 41 no Datafolha.

Esse clima plebiscitário da campanha pode ser observado também nos debates e nas manifestações de rua. Nos dois últimos debates, no SBT e na Record, sem Bolsonaro, que continua se restabelecendo da facada que sofreu no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, Fernando Haddad acabou se transformando principal alvo dos adversários.Também nas manifestações do último final semana, o clima de petistas e antipetistas ficou muito claro.

No sábado, 29, milhares de mulheres, vestindo vermelho, foram para as ruas do Brasil para se manifestar contra Bolsonaro, defendendo, dentre outas bandeiras, o aborto, legalização das drogas, casamento homoafetivo e a ideologia de gênero. Já no domingo, 30, outros milhares de pessoas, vestindo verde a amarlo, se manfestaram a favor de Bolsonaro,  em defesa da família, contra a legalização das drogas, a favor da escola sem partido e também pelo endurecimento de penas contra criminosos e traficantes. (Renato Ferreira)

 

 

 
Segundo o ex-ministro, Lula conhecia o esquema de corrupção na Petrobras desde 2007
 
O ex-ministro Antonio Palocci (governos Lula e Dilma) detalhou, em delação premiada, o suposto loteamento de cargos na Petrobras com o fim de captação de recursos para campanhas petistas
No primeiro termo de sua colaboração com a Polícia Federal, tornado público nesta segunda-feira, 1, pelo juiz federal Sérgio Moro, reafirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria conhecimento de esquemas de corrupção na estatal.
A delação de Palocci contém uma narrativa minuciosa e explica como foi montado o esquema de propinas e loteamento de cargos estratégicos atendendo interesses de partidos políticos na Petrobras, a partir das indicações de Paulo Roberto Costa (Diretoria de Abastecimento) e de Renato Duque (Serviços).
No 1º andar do Palácio
O relato do ex-ministro aponta, inclusive, locais onde o ex-presidente teria tratado pessoalmente da ocupação dos cargos na estatal, o 1.º andar do Palácio do Planalto.
"Em fevereiro de 2007, logo após sua reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva convocou o colaborador, à época deputado federal, ao Palácio da Alvorada, em ambiente reservado no primeiro andar, para, bastante irritado, dizer que havia tido ciência de que os diretores da Petrobras Renato Duque e Paulo Roberto Costa estavam envolvidos em diversos crimes no âmbito das suas diretorias", relatou Palocci.
Ainda segundo o ex-ministro, Lula indagou dele "se aquilo era verdade, tendo respondido afirmativamente".
"Que (Lula) então indagou ao colaborador quem era a pessoa responsável pela nomeação dos diretores; Que o colaborador afirmou que era o próprio Luiz Inácio Lula da Silva o responsável pelas nomeações; Que também relembrou a Luiz Inácio Lula da Silva que ambos os diretores estavam agindo de acordo com parâmetros que já tinham sido definidos pelo próprio Partido dos Trabalhadores e pelo Partido Progressista."
Segue a delação de Palocci. "Acredita que Lula agiu daquela forma porque as práticas ilícitas dos diretores da estatal tinham chegado aos seus ouvidos e ele queria saber qual era a dimensão dos crimes, bem como sua extensão, e também se o colaborador aceitaria sua versão de que não sabia das práticas ilícitas que eram cometidas em ambas as diretorias, uma espécie de teste de versão, de defesa, com um interlocutor, no caso, o colaborador; Que essa prática empregada por Lula era muito comum."
Palocci está preso desde setembro de 2016, alvo da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. O juiz Moro o condenou em uma primeira ação a 12 anos e dois meses de reclusão.
O termo número 1 de colaboração do ex-ministro foi anexado à mesma ação penal em que ele confessou crimes pela primeira vez. O processo se refere a supostas propinas de R$ 12,5 milhões da Odebrecht ao ex-presidente por meio da aquisição de um apartamento em São Bernardo do Campo e de um terreno onde supostamente seria sediado o Instituto Lula, que teria sido bancado pela empreiteira.
Em setembro de 2017, Palocci confessou crimes em depoimento no âmbito desta ação penal, em que atribuiu a Lula um "pacto de sangue" de R$ 300 milhões entre Lula e a empreiteira.
Segundo o ex-ministro, no primeiro governo Lula, a Odebrecht, "alinhada ao PP", passou a "atuar" para derrubar o então diretor da estatal, Rogério Manso, único remanescente do governo Fernando Henrique Cardoso. De acordo Palocci, Manso teria imposto "dificuldades" à empreiteira.
Palocci afirma que "isso se deu porque o PP estava apoiando fortemente o governo e não encontrava espaço em Ministérios e nas estatais" e que Lula estava "observando esse cenário".
"Lula decidiu resolver ambos os problemas indicando Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento", diz, em colaboração.
Segundo Palocci, a indicação "também visava garantir espaço para ilicitudes, como atos de corrupção, atendia tanto a interesses empresariais quanto partidários". Ele afirma que "assim, nas Diretorias de Serviço e Abastecimento houve grandes operações de investimentos e, simultaneamente, operações ilícitas de abastecimento financeiro dos partidos políticos".
O ex-ministro ainda diz que "o governo não sabia, à época, qual era o ganho pessoal dos diretores nessas operações" e que "isso não interessava ao governo que, embora não gostasse da prática, não trazia grandes preocupações".
Palocci relata que se sabia que já existia na estrutura da Petrobras, em áreas de menor escalão, cometimento de ilicitudes e que "se julgava que isso era o mínimo aceitável dentro de uma engrenagem tão grande como a da Petrobras, prática que é comum dentro de grandes empresas públicas e privadas, salvo raríssimas exceções".
O ex-ministro relata que "era comum Lula, em ambientes restritos, reclamar e até esbravejar sobre assuntos ilícitos que chegavam a ele e que tinham ocorrido por sua decisão" e que "a intenção de Lula era clara no sentido de testar os interlocutores sobre seu grau de conhecimento e o impacto de sua negativa".
O ex-ministro ainda diz que "explicitou a Lula que ele sabia muito bem porque houve a indicação pelo PP de um diretor, uma vez que o PP não fez aquilo para desenvolver sua política junto à Petrobras, até porque nunca as teve", e que a "única política do PP era a de arrecadar dinheiro".
Palocci afirmou ainda "que não havia sentido em se acreditar que o PP estaria contribuindo com políticas para a exploração do petróleo".
Defesa
Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou: "A conduta adotada hoje pelo juiz Sérgio Moro na Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula.
Moro juntou ao processo, por iniciativa própria ('de ofício'), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais.
Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena - 2/3 com a possibilidade de 'perdão judicial' - e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias." (Fonte: Íntegra da matéria de O Estado de Minas)
Tags #lava jato #moro #delação #Palocci#Lula
Segunda, 01 Outubro 2018 01:01

FALA CANDIDATO! Tema de hoje é: TURISMO

Notícias & Opinião entrevista candidatos a deputado Estadual e Federal sobre seis temas importantes para a sociedade

São 11 candidatos da região Oeste da Grande São Paulo e Capital. O objetivo é saber como eles vêem e quais soluções poderão apresentar como parlamentares para melhorar as áreas de Segurança Pública, Saúde, Educação, Transporte/Mobilidade Urbana e Turismo, como também para combater a Corrupção.

Entrevistamos os seguintes candidatos: Francisco Rossi (PR), Gelso Lima (Podemos), Dr. Alexandre Bussab (PSL), Délbio Teruel (Podemos), Tinha Di Ferreira (PTB), De Paula (PSDB), Jô Antiório (PSD), Ralfi Silva (Podemos), Coronel Tadeu (PSD), CLaudio Piteri (PPS) e Dr. Lindoso (PSDB).

Os vídeos com cerca de 3m30s, em média, estão sendo veiculados, dia sim, dia não, no período de 27 de agosto ao dia 30 de setembro, sempre às 18h.

Hoje, Francisco Rossi, Jô Antiório, Claudio Piteri e Ralfi Silva falam sobre o tema Turismo.

Esperamos, assim, poder contribuir com a discussão de temas importantes, que hoje estão entre as principais reclamações do povo brasileiro.

Veja o vídeo aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1973351026088461?

 
O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), declarou apoio no sábado, 29, em Jair Bolsonaro, deputado federal e candidato a presidente da República pelo PSL. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o PRB, partido ligado à Universal, já manifestou internamente predileção por Bolsonaro num segundo turno entre ele e o candidato do PT, ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad, cenário mais provável segundo pesquisas de intenção de voto. O partido coligou-se ao tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno, mas prepara-se para entrar na campanha de Bolsonaro. A informação foi publicada no sábado, pelo jornal O Globo.
O religioso da maior igreja neopentecostal do País e a mais influente eleitoralmente usou seu perfil oficial certificado no Facebook para responder ao questionamento de um fiel da IURD, que desejava saber quem ele apoiaria na eleição para presidente da República.
O corretor de imóveis Antonio Mattos, simpatizante de Bolsonaro, comentou em um vídeo de Macedo, cujo conteúdo não tinha a ver com eleição: "Queremos saber bispo (sic) do seu posicionamento sobre a eleição pra presidente". O bispo Macedo respondeu de forma direta: "Bolsonaro".
Em eleições anteriores, a Igreja Universal apoiou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), hoje candidata ao Senado em Minas Gerais. O PRB, partido ligado à igreja criado durante o governo Lula, participou das duas últimas gestões petistas, mas desembarcou do governo e apoiou o impeachment. A sigla comanda o Ministério da Indústria no governo Michel Temer.
A Universal decidira ficar "neutra" na disputa presidencial, sem fazer declarações oficiais, nem indicar posição. Uma fonte com trânsito na cúpula da denominação disse que a posição poderia ser revista ao longo da semana, e outros líderes religiosos evangélicos esperavam um posicionamento do Bispo Edir Macedo. Oficialmente, a Universal disse à reportagem, na quinta-feira à noite, que "incentiva a todos os cristãos, de todas as denominações, a escolherem candidatos comprometidos com os valores da família e da fé".
Um dos elos entre a campanha de Bolsonaro e líderes da Universal são os integrantes da comunidade judaica que colaboram com a campanha do PSL e mantêm vínculos com religiosos graduados da igreja. A Universal adotou a simbologia judaica, e o ex-capitão do Exército também passou a se posicionar de acordo com bandeiras defendidas por Israel. Em 2016, viajou ao País com os filhos, e foi batizado no Rio Jordão pelo pastor Everaldo Pereira, da Assembleia de Deus Ministério Madureira. (Extraído do Jornal O Estado de Minas)

 

Notícias & Opinião entrevista candidatos a deputado Estadual e Federal sobre seis temas importantes para a sociedade

 

São 11 candidatos da região Oeste da Grande São Paulo e Capital. O objetivo é saber como eles vêem e quais soluções poderão apresentar como parlamentares para melhorar as áreas de Segurança Pública, Saúde, Educação, Transporte/Mobilidade Urbana e Turismo, como também para combater a Corrupção.

Entrevistamos os seguintes candidatos: Francisco Rossi (PR), Gelso Lima (Podemos), Dr. Alexandre Bussab (PSL), Délbio Teruel (Podemos), Tinha Di Ferreira (PTB), De Paula (PSDB), Jô Antiório (PSD), Ralfi Silva (Podemos), Coronel Tadeu (PSD), CLaudio Piteri (PPS) e Dr. Lindoso (PSDB).

Os vídeos com cerca de 3m30s, em média, estão sendo veiculados, dia sim, dia não, no período de 27 de agosto ao dia 30 de setembro, sempre às 18h.

Hoje, Délbio Teruel, De Paula e Ralfi Silva falam sobre o tema Corrupção.

Esperamos, assim, poder contribuir com a discussão de temas importantes, que hoje estão entre as principais reclamações do povo brasileiro.

Veja o vídeo aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1970902566333307?

Deixando claro o sentimento do antipetismo, Álvaro Dias afirmou que "o Brasil não pode permitir a volta de uma organização criminosa ao poder", referindo-se ao PT

 

Ainda sem a presença de Jair Bolsonaro, candidato do PSL, que se recupera da facada que levou há 20 dias, em Juiz de Fora, no início da noite desta quarta-feira, 26/08, o SBT realizou mais um debate entre os presidenciáveis. Participaram do encontro Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede), Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (PSOL). O debate foi mediado pelo jornalista Carlos Nascimento.

Durante todo o debate, os oito candidatos evitaram críticas diretas a Bolsonaro que já está, praticamente, no segundo turno e que, segundo alguns especialistas em pesquisas, tem grandes chances de ser eleito já no primeiro turno.

Debate do SBT 2 Carlos Nascimento

O debate foi mediado pelo jornalista Carlos Nascimento

Assim, a briga maior entre os demais candidatos fica por conta da segunda vaga. E dentro desse espectro, Fernando Haddad, que leva toda a rejeição ao PT, foi transformado no principal alvo de seus adversários. Mesmo candidatos com baixos índices de intenção de votos, como Álvaro Dias, Henrique Meirelles e Marina Silva foram duros nas críticas ao candidato petista, seguidos de Geraldo Alckmin e Ciro Gomes que ainda esperam superar Haddad para disputar a eleição com Bolsonaro.

A Marina Silva, por exemplo, disse que o Temer só chegou ao poder porque foi colocado lá pelo PT. Ela criticou também as alianças do PT com o MDB, citando o caso de Alagoas, onde o PT apoia Renan Calheiros. Ciro Gomes tentou se mostrar como experiente e, consequentemente, criticou a falta de experiência de Haddad, sobretudo, sua falta de conhecimento da realidade nacional. Por sua vez, Geraldo Alclkmin também colou Temer no peito de Haddad.

Mas, foi do candidato do Podemos, Álvaro Dias, que Haddad recebeu a crítica mais contundente. "O Brasil não pode permitir que essa organização criminosa, com rastros de sangue, volte ao poder. Não podemos esquecer dos assassinatos dos prefeitos Toninho do PT, de Campinas, e do Celso Daniel, de Santo André, como também das mortes das testemunhas desses assassinatos", disse Álvaro Dias.

Até mesmo a pergunta de um jornalista causou desconforto ao candidato petista. O jornalista quis saber se, eleito, Haddad vai continuar viajando a Curitiba para consultar o seu padrinho Lula. Haddad respondeu que vai a Curitiba como advogado de Lula e que, se for eleito, vai lutar, sim, até o fim para libertar Lula de "uma prisão injusta".

Apoios a Bolsonaro

Também nesta sexta-feira, além de ter sido poupado no debate do SBT, Bolsonaro recebeu dois apoios importantes, que podem significar o início de uma debandada em direção à sua candidatura.

No Hospital Albert Einstein, onde está internado, Bolsonaro recebeu a visita do deputado Federal e pastor evangélico, Marcos Feliciano, candidato à reeleição pelo Podemos, que declarou seu apoio pessoal ao candidato do PSL.

E na cidade de Uberaba, o PSDB local também declarou apoio a Bolsonaro, diante da falta de competitividade do Geraldo Alckmin. Eles, agora, querem o apoio do candidato tucano ao governo de Minas, Antônio Anastasia, que lidera com folga as pesquisas de intenção de votos. (Renato Ferreira)

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