Segunda, 21 Maio 2018 | Login
Sentença prevê cinco anos, sete meses e 15 dias em regime semiaberto para Clésio Andrade,que foi candidato a vice-governador na chapa de Eduardo Azeredo (PSDB) em 1998
 
 
A Justiça de Minas Gerais condenou o ex-senador mineiro, Clésio Andrade,no mensalão tucano pelo crime de lavagem de dinheiro a cinco anos, sete meses e 15 dias de reclusão e 80 dias-multa. A sentença foi proferida na última sexta-feira, 11/05,pela juíza Lucimeire Rocha, da 9ª vara criminal de Belo Horizonte.
Na época do mensaão, em 1998, Andrade era candidato a vice-governador da chapa de Eduardo Azeredo (PSDB), qie já condenado em 2ª instância no mensalão tucano. Na sentença, a magistrada fixou o regime inicial como semiaberto. O ex-senador foi absolvido do crime de peculato.
Atualmente, o ex-senador é presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e do Sest/Senat. Em nota, ele nega os crimes ediz que recebeu “com espanto e indignação a sentença”. Andrade disse ainda que é uma condenação “injusta, absurda e contraditória”.
Clésio Andrade foi acusado de participar de desvio de verbas para beneficiar a candidatura à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas em 1998. No interrogatório em agosto do ano passado, afirmou que fez campanha paralela e investiu R$ 3 milhões não declarados.
Mensalão tucano
Segundo denúncia do Ministério Público Federal, o esquema teria desviado recursos para a campanha eleitoral de Eduardo Azeredo (PSDB), que concorria à reeleição ao governo do estado, em 1998.
Para a acusação, houve ato de improbidade administrativa por parte de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Holerbach, quando R$ 3 milhões foram transferidos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) para a agência de publicidade SMP&B, da qual os três eram sócios à época.
A verba foi declarada como patrocínio para a realização do Enduro da Independência, evento que não chegou a ser nem licitado e não houve formalização de contrato.
Para a promotoria, esse dinheiro foi usado na campanha de reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, através das agências de publicidade SMP&B e DNA, ambas dos três réus. Azeredo foi derrotado no pleito por Itamar Franco (PMDB). (Fonte: G1)
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Ex-governador de Minas Gerais, Azeredo foi condenado a 20 anos e um mês em reclusão por caixa dois. O mensalão tucano, conhecido também como mensalão mineiro, foi o mesmo levado posteriormente ao Palácio do Planalto no primeiro governo Lula e que culminou no processo do mensalão petista 

 

Em sessão realizada nesta terça-feira, 24/04, os desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMG) rejeitaram, por 3 votos a 2, os embargos infringentes apresentados pela defesa do ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB)e mantiveram sua condenação a 20 anos e um mês de prisão. Restam, agora, ao réu, apenas os embargos declaratórios, recursos que não alteram o mérito do julgamento. Condenado pela Justiça mineira, o ex-governador. Eduardo Azeredo, sofre, assim, mais derrota na Justiça e fica  mais perto de se tornar o primeiro político preso do caso conhecido como “mensalão tucano”.

 

Governador entre 1995 e 1998, Azeredo foi acusado e condenado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Ele foi acusado de participar do esquema que desviou cerca de R$ 3,5 milhões de três estatais mineiras (Comig, Copasa e Bemge) para o caixa dois de sua campanha à reeleição em 1998. Segundo a acusação, o esquema serviu como “laboratório” para o mensalão petista por envolver contratos de publicidade e incluir a participação do operador Marcos Valério, que foi condenado e encontra-se preso pelo mensalão petista.

 

A denúncia contra Eduardo Azeredo foi apresentada em 2007 pela Procuradoria-Geral da República (PGR), durante o seu mandato de senador. Como tinha foro privilegiado, o processo do tucano tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF) até 2014, quando Azeredo, naquele momento deputado federal, renunciou ao mandato para evitar a condenação. O caso foi enviado, então, à primeira instância da Justiça mineira. A condenação foi proferida no dia 16 de dezembro de 2015.

 

Em agosto de 2017, três desembargadores analisaram a apelação apresentada pela defesa de Azeredo contra a condenação. Na ocasião, dois magistrados votaram para manter a condenação, e um pediu a absolvição do ex-governador. Na sessão desta terça-feira, mais dois desembargadores votaram no processo — o presidente da sessão, Julio César Lorenz (a favor da condenação), e Eduardo Machado (pela absolvição).

 

Defesa que levar caso novamente à Primeira Instância

 

A defesa de Azeredo afirmou que vai questionar, por meio de recursos à Justiça mineira e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), vícios no julgamento desta terça-feira. A intenção da defesa é fazer o processo retornar à primeira instância. Já tramita no STJ um pedido de habeas corpus para evitar uma eventual prisão de Azeredo após o fim da tramitação do processo na segunda instância. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, os condenados podem ser detidos após esgotados os recursos na segunda instância.

 

De acordo com advogado Castellar Guimarães, a denúncia inicial do Ministério Público Federal (MPF) considerava sete crimes de peculato:

— Posteriormente, o procurador do Ministério Público Estadual reconheceu que seria um peculato contra o Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge) e não cinco. A condenação na primeira instância em Belo Horizonte atendeu àquela situação anterior antes de o MP delimitar a acusação — argumentou Castellar.  (Fonte: O Estado de Minas)

 

Outro tucano de renome que também se encontra enrolado com a Justiça é o senador Aécio Neves (PSDB-MG), também ex-governador mineiro. Acusado na Lava Jato, Aécio já se tornou réu no Supremo Tribuna Federal (STF).

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