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Delação premiada do ex-ministro de Lula e Dilma foi homologada pela Justiça nesta sexta-feira

 

O clima de esperança no Partido dos Trabalhadores com a absolvição da senadora e presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, na terça-feira, 19/06, pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), durou pouco. Dois dias depois, a esperança se transformou em grande decepção e preocupação com o arquivamento do pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a homologação da delação premiada de Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff.

Após a Segunda Turma absolver Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo, também ex-ministro dos governos petistas, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, a cúpula petista esperava outra vitória no STF em votação já marcada para a próxima terça-feira, 26/06, também pela Segunda Turma do STF. Os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski iriam julgar mais um pedido de liberdade de Lula. A esperança era grande uma vez que a maioria da Segunda Turma já tinha votado contra a prisão em segunda instância.

Só que na sexta-feira, 22, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, decidiu enviar o processo de Lula para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), e não para o STF (Supremo Tribunal Federal). Com essa decisão, Fachin mandou arquivar o pedido, que já havia sido pautado por Lewandowski, presidente da Segunda Turma.

Palocci abre o bico

E se não bastasse isso, também na sexta-feira, 22, o TRF-4 tomou outra medida que preocupa ainda mais ao PT e ao Lula. Trata-se da homologação da delação premiada de Antonio Palocci assinada com a Polícia Federal. Os depoimentos de Palocci estão em segredo de Justiça, e o conteúdo não foi divulgado. Palocci está preso desde setembro de 2016 em função das investigações da Operação Lava Jato.

O ex-ministro foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos da operação.

E os petistas não escondem a preocupação com o que Paloci poderá falar aos investigadores. Em seu primeiro depoimento a Sérgio Moro, além de se colocar à disposição da Justiça, Palocci foi enfático ao afirmar que sabe com detalhes de todo o esquema do PT e dos governo de Lula e Dilma com a empreiteiras no caso de desvio de dinheiro da Pedrobras. "O Lula firmou um pacto de sangue com a Odebrecht", disse Palocci.

Palocci, que pediu desfiliação do PT antes de ser expulso, é hoje considerado um traidor pelos petistas. Para cúpula do partido, parlamentares e militância, Palocci "é traidor" e estaria mentindo para obter redução de sua pena.

No caso do pedido de liberdade de Lula, seus advogados de defesa já disseram que vão recorrer. Já sobre a delação de Palocci, a defesa vai esperar o final dos depoimentos para se posicionar, uma vez que Lula responde a outros processos, como o caso do Sítio de Atibaia, e também porque Palocci é um profundo conhecedor de todas as medidas tomadas dentro do partido e também pelos governos de Lula e Dilma. Ele foi ministro da Fazenda de Lula.

Até o momento, Antonio Palocci prestou depoimentos à Justiça, mas, agora, com a homologação da delação, tudo que ele falar será investigado pela Polícia Federal que vai atrás das provas que ele indicar. (Renato Ferreira)

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Ministro tomou a decisão pelo arquivamento depois que o TRF4 enviou o caso para o STJ. Pedido de liberdade seria julgado na próxima terça, 26. Defesa diz que vai recorrer
Nesta sexta-feira, 22/06, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Edson Fachin, mandou arquivar o pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
 
Lula está preso desde o dia 7 abril, após ter sido condenado na Lava Jato, e o pedido seria julgado na próxima terça, 16/06. Após a decisão de Fachin, o presidente da Segunda Turma do STF retirou o pedito da pauta.
 
A decisão de Fachin foi tomada depois que o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), responsável pela Lava Jato em segunda instância, enviou, hoje, o caso de Lula para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não para o STF. Para o ministro, a decisão do TRF4 acaba prejudicando o pedido de liberdade. A defesa do ex-petisa já dise que vai recorrer.
Entenda o caso
Após ser condenado a 12 anos e 1 mês, em regime fechado, Lula encontra-se preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR). Ele foi condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações da Lava Jato e os ministros do TRF4, Lula recebeu da OAS um triplex em Guarujá (SP) como contrapartida dos contratos firmados pela construtora com a Petrobras. Lula nega as acusações. (Fonte: G1)
 
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Em depoimento por videoconferência, o ex-presidente petista  negou que tenha "relação íntima" com Sérgio Cabral

 

Nesta terça-feira, 05/06, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prestou depoimento como testemunha de defesa do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que também encontra-se preso, após ser condenado pela Operação Lava Jato. Em depoimento por cerca de 50 minutos ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, o ex-presidente petista afirmou que "não acredita que hoje um brasileiro esteja mais em busca da verdade do que ele".


Lula depôs pelo sistema de videoconferência, desde a sede da Polícia Federal, em Curitiba - onde está preso há quase dois meses. Sérgio Cabral já foi condenado a 100 anos de reclusão na Lava-Jato e desdobramentos.

O ex-presidente, de terno e gravata, depôs no processo em que o emedebista é acusado de ligação com esquema de compra de votos para eleger o Rio sede da Olimpíada de 2016.

No início da audiência, o juiz Marcelo Bretas, que preside a ação, prestou condolências ao petista pela morte de sua mulher Marisa, ocorrida em fevereiro de 2017.

Durante a sua fala, Lula negou que tenha "relação íntima" com Cabral. "Senhor Bretas, meu compromisso é com a verdade", afirmou o ex-presidente ao magistrado, dizendo, então, não acreditar que qualquer brasileiro esteja mais em busca da verdade do que ele.

O ex-presidente Lula, foi condenado na Operação Lava-Jato a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá (SP). No final, Lula repetciu "está cansado de mentiras". "Quero a verdade", disse Lula. (Fonte: O Estado de Minas)

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Ontem, Eduardo Azeredo, ex-senador e ex-governador de Minas, condenado no mensalão tucano, foi preso para cumprir pena de 20 anos de prisão.

Ao contrário de outro preso - Lula, condenado em um dos vários processos a que responde - não vimos em Minas ninguém criticando a Justiça e, muito menos, acampamento para defender um criminoso. Houve, simplesmente o silêncio de gente civilizada que respeita decisões judiciais.

Em tempo: O mensalão tucano, de 1998, foi o precursor do mensalão petista, que veio à tona em 2005, durante o primeiro mandato de Lula.

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Sexta, 18 Maio 2018 22:29

ARTIGO: Parabéns, sim, Lula!

Parabéns, sim, Lula!


Artigo do Jornalista Renato Ferreira, publicado em 12 de dezembro de 1989, no Jornal de Piracicaba, cuja opinião, depois de 30 anos mostra-se atualíssima sobre a história política, econômica e social do Brasil e sobre as contradições de nossos políticos.

Considero a profissão de Jornalista uma das mais belas do mundo e uma das quais o profissional tem por obrigação atuar com responsabilidade e ética, mesmo que isso possa-lhe trazer prejuízos financeiros.

Ao longo de quase quarenta anos de profissão, esse tem sido o meu norte: exercer o jornalismo buscando sempre a verdade dos fatos. Sem dúvida, é uma linha tênue entre a imparcialidade e e parcialidade, mas, se o jornalista deprezar a verdade, com certeza, ele perde a principal arma da profissão: a credibilidade.

E o jornalismo é belo também porque ele dá ao profissional de comunicação, a meu ver, mais do que em qualquer outra profissão, uma liberdade ampla e irrestrita para o exercício de suas funções. Liberdade esta que o jornalista tem para noticiar, investigar, opinar, criticar e elogiar sempre dentro do princípio da honestidade e da ética.

Não tinha a intenção de publicar esse artigo sobre o Lula, de 1989, agora. Ele faz parte de uma coletânia de notícias, artigos, opiniões e crônicas que pretendo publicar brevemente em um livro, contando essa minha trajetória de quase quatro décadas observando e escrevendo sobre o nosso tão querido Brasil, porém, também de tantas contradições, sobretudo, políticas e sociais.

Mas, diante da atual conjuntura do país, com tantas investigações sobre corrupção e prisões de grandes lideranças políticas e empresariais, como o próprio Lula, resolvi pinçar e publicar esse artigo, comparando-o com a realidades de hoje.

Trata-se de uma defesa do Lula feita há 30 anos, quando ele era a esperança de um povo e arrastava multidões por onde passava. Ao contrário de hoje, quando seus aliados promovem atos em defesa dele, mas, agora, de um políico preso condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Inclusive, neste sábado, 19 de maio, a cúpula petista estará reunida na cidade de Osasco, região Oeste da Grande São Paulo, para participar de mais um ato em defesa do Lula https://bit.ly/2I9xQ4D . Trata-se de um evento programado pelo ex-prefeito da cidade, ex-presidente estadual do PT e atual tesoureiro do partido, Emídio de Souza. Dentre outras lideranças petistas, devem participar da reunião, em Osasco, o vereador paulistano e ex-senador, Eduardo Suplicy; o presidente estadual da legenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Luiz Marinho, e a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmman.

E é na cidade de Osasco, que a liberdade no exercício do jornalismo já me rendeu alguns adjetivos, justamente, por eu ser um jornalista que escrevo e falo sobre fatos do nosso dia-a-dia e do momento atual. Nessa cidade, onde exerço a maior parte de minhas atividades desde 1991, quando voltei de Piracicaba, já fui chamado de "rossista", "giglista", "peemedebista, petista e tucano. Rossista e giglista são referências, respectivamente, ao ex-prefeito e ex-deputado Federal, Franisco Rossi, e ao saudoso, também ex-prefeito, ex-deputado Federal e Estadual, Celso Giglio. Não dá para agradar a todos quando procura-se falar a verdade.


Peço, então, um pouco da sua atenção! Leia, a seguir, a íntegra do artigo que escrevi em dezembro de 1989, entre o primeiro e o segundo da eleição presidencial disputada por Lula e Collor. Dois extremos, mas, que ao longo dos anos ficou claro que eram extremos somente no discurso.


Parabéns, sim, Lula!

Após o resultado do 1º turno das eleições presidenciais, quando o povo escolheu democraticamente Collor e Lula para disputarem a Presidência da República, a imprensa brasileira tem sido recheada com diversos artigos contra o candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Aparecem até mesmo artigos irônicos, tentando denegrir a imagem de um homem que se mostra apenas preocupado com a miséria de seu povo. São artigos que, no fundo, evidenciam mesmo o desespero de uma classe dominante, retrógrada e perversa, que não admite nem pensar em ver diminuídos os seus lucros criminosos, em prol da miserável população brasileira.

Sobre as publicações irônicas, gostaria de me referir à que foi publicada neste "Espaço Aberto", no último dia 26 de novembro, com o título: "Parabéns Lula". Nela, o autor brinca, ironiza, fala inverdades e, infelizmente, numa fase de abertura democrática, usa o espaço, não para esclarecer o povo sobre os seus direitos e deveres, mas sim, para tentar manchar o nome de um ex-torneiro mecânico, que lutou pelos seus companheiros, enquanto classe trabalhadora, lutou como Deputado Federal e, hoje, deseja chegar à Presidência apenas com um objetivo: tornar a sociedade brasileira mais justa. São artigos dessa natureza que pregam a luta de classe e não o discurso do Lula. A luta de classe já vem sendo travada há muito tempo. É uma luta surda, com milhões de crianças indefesas morrendo de fome de um lado e os poderosos "capitalistas" do outro.

E estou muito a vontada para defender o candidato Lula. Não sou petista. Votei em Brizola no 1º turno, e agora jamais poderia votar em Collor de Mello, que em lugar de caçador de marajás não passa de um fabricante de marajás, dos quais, muitos estão trabalhando em sua campanha. Por isso, parabéns, sim, Lula! Os brizolistas estão com você pela libertação do povo brasileiro.

Os falsos defensores do capitalismo e da livre iniciativa festejam hoje, a derrubada do "Muro de Berlin", mas, esquecem (?) dos vários muros existentes no Brasil. Os falsos democratas e falsos capitalistas esquecem do muro do analfabetismo, que eles mesmos construíram. Somos o país com o maior número de analfabetos do mundo, o que mostra o grau de desenvolvimento da Nação. Esquecem (?) também que a maioria absoluta do povo brasileiro não pode ultrapassar o muro da saúde, pois morre antes na fila da Previdência. Somo também o país dos desdentados, campeões de mortes antes do 1º ano de vida. E, são tantos muros que, certamente, o "Muro de Berlin" não teria significado aqui no Brasil.

Aqueles que, hoje, querem relacionar a Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, , Polônia e outros países do Leste Europeu com o Brasil, esquecem de que estamos na América do Sul, numa cultura totalmente diferente. O povo daqueles países quer apenas conseguir a liberdade de ir e vir, o que é uma coisa sagrada e que estamos plenamente de acordo, mas, perguntamos: O brasileiro tem esta liberdade? Ou está preso atrás do muro da miséria?

O autor do artigo a que fiz referência, certamente, responderia que estamos numa sociedade livre e que todos têm liberdade de crescer. Mas, isto é verdade? A maioria do povo brasileiro é responsável e trabalha, e será que todos podem viajar no momento que desejarem? Ou podem se alimentar na hora que têm fome? Então, é o povo, o povo pobre que tem mais condições de responder a estas perguntas. Que bom seria se todos aqueles que trabalham dignamente neste país tivessem a liberdade de ir e vir. Por isso, parabéns, sim, Lula!

Parabéns, sim, Lula, porque o programa do PT é aquele que mais se aproxima do programa do PDT, o qual tem por objetivo, antes de qualquer coisa, dar educação para o povo. Sabemos que ao lado da alimentação e da saúde, a educação é primordial para um povo, pois, de posse do saber, o homem tem armas para lutar pelos seus direitos e, certamente, é isso que amedronta a classe dominante e anti-brizolista. Aqueles que, hoje, comparam o Brasil com o Leste Europeu, esquecem de dizer que o se o brasileiro tivesse a oportunidade de pular um muro ou fugir para outro país, com certeza, ele não conseguiria, porque iria morrer de fome no caminho. Por isso, parabéns, sim, Lula! Vamos ajudar este povo a pular tantos muros. (Renato Ferreira)

Parabéns sim Lula foto


Voltando à atualidade sobre Lula e o Brasil

Portanto, como você notou, nada mudou no Brasil de 1989 até hoje. Ou melhor, mudou sim, para pior, e também mudaram os rumos e ideologias de políticos como o Lula.

Depois de várias tentativas, em 2002, o ex-torneiro mecânico chegou ao poder e, em vez de procurar lutar contra a corrupção, como berrava nos palanques, se aliou aos corruptos criticados por ele, como o próprio Collor, José Sarney, Renan Calheiros e Paulo Maluf.

No campo da saúde e educação nada mudou nesses longos 30 anos. E na segurança pública piorou muito. Hoje, temos mais de 60 mil assassinatos por ano, número muito maior em relação aos homicídios de 1989.

Hoje, portanto, decepcionado, eu não falaria mais "Parabéns, sim, Lula". Talvez, com orgulho, diria: "Parabéns, Sérgio Moro!

 

Em tempo

Na época, recebi vários elogios pela publicação desse artigo, inclusive, do Reitor de uma Faculdade de Sorocaba, mas, também quase perdi o emprego de repórter no Jornal de Piracicaba, que era engajado na campanha de Fernando Collor de Mello. Quem salvou a mnha pele e o meu emprego no JP, foi o nosso querido colega, então, editor de Política do Jornal, Mário Evangelista, que atualmente trabalha no Litoral de São Paulo.

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Em abril o triplex foi invadido por membros do MTST e do Povo Sem Medo em protesto contra a prisão do Lula. Ontem, o imóvel foi arrematado por R$ 2,2 milhões
 
 
No dia 16 de abril deste ano, com o objetivo de defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticar o juiz Sérgio Moro, dezenas de pessoas dos Movimentos Povo sem Medo e do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), criado por Guiherme Boulos, pré-candidato à Presidência da Repúbica pelo PSOL, invadiram o triplex do condominio Solaris no Guarujá. E pasmem! Os sem teto, pessoas simples usadas como massa de manobra pelos seus líderes, tentaram, inclusive, contestar as provas jurídicas que levaram Lula à prisão, afirmando que o triplex não tinha passado por nenhuma reforma e nem possuía elevador privativo. Mas, de nada adiantou o espetáculo dantesco promovido pelos defensores do ex-presidente. Nesta terça-feira, 15/05, o triplexzinho do Lula, totamente reformado pela empreiteira OAS, foi arrematado pela bagatela de R$ 2 mihões e 200 mil no primeiro dia do leilão autorizado pelo juiz Sérgio Moro.
 
Triplex do Lula 2
 
O novo dono do imóvel mais comentado do país nos últimos meses é o empresário Fernando Costa Gontijo, de 64 anos, de Brasília. Contijo tem três dias para depositar os R$ 2,2 milhões, valor mínimo do imóve estipulado no edital do leilão. Conforme determinou o juiz Moro, esse valor será encaminhado para a Petrobras para ressarcimento dos recursos retirados da empresa no escândalo apurado pela Lava Jato. Segundo Contijo, o seu desejo pelo triplex se justifica pela localização e pela história do imóve. O apartamento tem mais de 200 m² e uma vista privilegiada da orla do Guarujá. Para o empresáro, ele fez um bom negócio.
Fernando Gontijo atua no mercado imobiliário há mais de 30 anos e se diz apolítico. O empresário criou a empresa Guarujá Participações especificamente para comprar o triplex, que foi o pivô envolvendo Lula e a empreteira OAS. Segundo informações, Contijo teve passagem pela Via Engenharia, empresa investigada no chamado mensalão do Distrito Federal, escândalo de 2009 que envolveu o ex-governador do DF, José Roberto Arruda (então, no DEM).
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Está marcada para o próximo dia 19 de maio - sábado - um ato em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na cidade de Osasco, região Oeste da Grande São Paulo. A plenária, que acontecerá na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, em Presidente Altino, a partir das 9h, foi organizada pelo deputado Estadual Marcos Martins e o ex-prefeito Emidio de Souza, pré-candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O objetivo dos organizadores é discutir a liberdade de Lula, que encontra-se preso pela Lava Jato, em Curitiba, e que ainda é o candidato à Presidência da República, segundo a cúpula petista. A plenária tem também como meta mobilizar a militância para as eleições gerais de outubro deste ano.

Segundo a nota divulgada, são esperadas nesse encontro em Osasco, diversas lideranças do partido, como o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad; o presidente estadual do PT e pré-candidato ao governo do Estado, Luiz Marinho; o vereador de São Paulo e ex-senador, Eduardo Suplicy; o pré-candidato ao Senado, Jilmar Tatto, e a presidente nacional da legenda, senadora Gleisi Hoffmann.

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Quarta, 09 Maio 2018 22:09

Supremo nega liberdade a Lula

Ex-presidente petista, que encontra-se preso em Curitiba, foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo envolvendo o triplex no Guarujá
 
 
Já computados três votos contra, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quarta-feira, 09/05, o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender a sua prisão. O julgamento no plenário virtual foi iniciado na última sexta-feira, e deve ser concluído até as 23h59 do dia 10 de maio.
Conforme matéria do Estadão, o ministro Gilmar Mendes acompanhou o voto do ministro Edson Fachin, relator do caso, e negar o recurso de Lula. O ministro Dias Toffoli já havia também votado contra o recurso. A Segunda é formada por cinco ministros e, portanto, com os três votos contrários já se formou maioria contra o recurso da defesa.do ex-presidente.
Participam da votação eletrônica os Edson Fachin, relator, Dias Tofolli, Gilmar Mendes, que já votaram, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.
 
Condenação
Na processo que envolve o trilpex do Guaruja, Lula foi condenado, primeiramente, pelo juiz Sergio Moro, na primeira instância a 9 anos. Posteriormente, o caso foi julgado pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre, que confirmou a condenação e ainda aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que também negou todos os recursos apresentados pela defesa. (Fonte: Site UAI - O Estado de Minas)
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Em seu primeiro depoimento ao juiz Sérgio Moro, Palocci já havia dito que "Lula fez um pacto de sangue com a Odebrecht". Agora, com o acordo de delação premiada, o ex-ministro de Lula e Dilma pode detonar os dois ex-presidentes e o próprio PT. Em nota, Dilma diz que Palocci "é um mentiroso"

 

 

Por Renato Ferreira - 

 

Quando o Partido dos Trabalhadores chegou pela primeira vez ao Palácio do Planalto, em 2003, surfando na onda vermelha e fechando um ciclo de governos da chamada direita desde Collor até FHC, três nomes despontavam como responsáveis por essa virada política e pelos novos rumos de um Brasil petista: Luiz Inácio Lula da Silva, ex-torneiro mecânico, na Presidência da República; José Dirceu, ex-advogado e ex-deputado Federal, na chefia da Casa Civil; e Antônio Palocci, formado em Medicina e especialista na área econômica, no comando do Ministério da Fazenda.

 

Dirceu e Palocci eram, então, os dois nomes mais fortes do governo Lula. Destacaram-se tanto em suas respectivas áreas de atuação que eram sempre mencionados como os possíveis sucessores de Lula na Presidência. E foi, justamente, essa força que fez dos dois super ministros, adversários internos no PT, pois, cada um queria se fortalecer cada vez mais perante o Lula, aliados e eleitores.

 

Só que alguns anos depois chegava ao time de Lula a ex-combatente da Ditadura Militar e economista, Dilma Rousseff, que acabou ganhando a preferência de Lula. Eleita presidente em 2010 e reeleita em 2014, Dilma acabou sofrendo o impeachment em 2015.

 

O que ninguém poderia imaginar é que em 2018, 15 anos depois da posse de Lula em seu primeiro mandato, o Partido dos Trabalhadores estaria vendo José Dirceu, Palocci e Lula condenados e presos pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Contra Dilma Rousseff, além das acusações de Palocci envolvendo as empreiteiras, ela pode ainda ser responsabiliza por outros desvios na Petrobras, como a desastrosa compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

 

Primeiros tombos

 

Mesmo tendo sido eleito e permanecido nos primeiros anos com grande aprovação popular e tendo ainda criado o Bolsa Família, a principal bandeira de seu governo, Lula e o Partido dos Trabalhadores começaram a desmoronar em 2005, quando estourou o mensalão. Em entrevista à imprensa, o ex-deputado Federal, Roberto Jefferson, presidente do PTB, por não ser atendido por José Dirceu, detonou o esquema de compra de partidos e parlamentares para votarem com o governo. O escândalo culminou em várias prisões e na cassação do mandato de Dirceu e do próprio Jefferson.

 

Contudo, mesmo cambaleante e fragilizado, Lula acabou se reerguendo e foi reeleito, mas, a mancha do mensalão nunca mais saiu da testa do PT. Com a eleição da Dilma, parecia que voltava a calmaria ao mundo petista, até que surgiu a Operação Lava Jato, que escancarou os escândalos da Petrobrás, um esquema de corrupção semelhante ao mensalão, porém, muito mais sofisticado e ganancioso, já que envolvia benefícios do governo e políticos para empreiteiras, aqui e no exterior, em troca de milhões em propinas. A estatal de petróleo quase faliu e foi obrigada a fazer acordo bilionário com a Justiça americana para conseguir honrar os compromissos com acionistas.

 

Além do PT, outros partidos foram também envolvidos no caso Petrobras, mas, como o auge do esquema aconteceu nos governos de Lula e Dilma, o PT foi a primeira legenda a sofrer as consequências. A cada depoimento de diretores da Petrobras ou de empreiteiros, as investigações chegavam a ex-parlamentares, assessores e tesoureiros do partido, que foram condenados e presos.José Dirceu, além da condenação no mensalão, foi também indiciado e condenado pela Lava Jato.

 

Sob o comando do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, as investigações prosseguiram chegando a outros parlamentares e ministros petistas, como Guido Mantega e Antonio Palocci, e ao próprio Lula, que foi condenado e preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no inquérito sobre o triplex do Guarujá. O ex-presidente é réu também em outros inquéritos na Lava Jato e em outras operações da Polícia Federal.

 

Mais que irmão

 

Na posse de Mantega no Ministério da Fazenda em substituição a Palocci, em 2006, Lula não mediu palavras para elogiar seu ex-ministro, que posteriormente viria a ser também o chefe da Casa Civil no governo Dilma. Com voz embargada, Lula disse, na ocasião, que Palocci era um dos maiores ministros da Fazenda que o Brasil já teve. "O Palocci conseguiu com seu jeito de ser, falar, persuadir, angariar certamente alguns adversários. A nossa relação, Palocci, é de companheiro, possivelmente mais do que a relação de um irmão".

 

Bombas de Palocci

 

No entanto, essa relação de irmão acabou assim que Palocci foi preso em 2016. Condenado a 12 anos de prisão, o ex-ministro resolveu abrir o jogo e contar tudo o que sabe. Logo em seu primeiro depoimento a Sergio Moro, Palocci revelou detalhes do esquema de corrupção tanto no governo de Lula, como no da Dilma. Colocando-se à disposição para depor a qualquer momento, Palocci foi enfático: "O Lula fez um pacto de sangue com a Odebrecht".

 

Isso foi o bastante para toda a cúpula do PT, inclusive, o Lula, começar a desqualificar o ex-ministro. De honesto e de melhor ministro, Palocci passou a ser chamado de mentiroso e traidor por seus correligionários. Esse discurso passou também a ser repetido por paramentares e a militância petista. Na iminência de ser expulso do PT, Palocci se antecipou e pediu desfiliação do partido que ajudou a fundar. Mas, o fantasma Palocci nunca abandou os petistas e aliados de Lula.

 

E, assim, não durou nem dois dias a alegria do PT com a medida dos ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gimar Mendes, da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), em benefício do Lula. Por 3 votos a 2, na terça-feira, 24/04, eles votaram pela retirada das mãos de Moro as delações da Odebrecht envolvendo o sitio de Atibaia, possivelmente, o próximo inquérito onde Lula será julgado. Para esses três ministros, o caso do sítio não tem ligação com a Petrobras, apesar das investigações e dos depoimentos mostrarem o contrário. É possível que essa decisão tenha que passar pelo plenário do STF, conforme deseja a Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Dois dias depois da reviravolta na Segunda Turma, na quinta-feira, 26, surge a bomba Palocci que pode derrubar as estruturas petistas. Depois de ver negado o seu pedido pelo Ministério Público, Palocci assinou o acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Nesse acordo que terá ainda que ser homologado por Sergio Moro, Palocci indica que term detalhes do esquema de corrupção nos dois governos petistas - Lula e Dilma - dos quais participou como personagem influente.

 

Segundo informações, nos depoimentos que já deu à PF, Palocci menciona reuniões de Dilma com representantes da Odebrecht para acertos financeiros e até de entregas de dinheiro vivo ao ex-presidente Lula. E de acordo com uma matéria do Estadão, os novos documentos apresentados por Palocci podem levar à abertura de outros inquéritos no âmbito da Lava Jato.

 

Palocci mente, segundo Dilma

 

Diante do perigo que se avizinha também ao seu governo, a ex-presidente Dilma Roussef se antecipou. Em nota emitida ontem, Dilma afirma que Palocci é um mentiroso.

A ex-presidente acusa também parte da imprensa, como a Globo que, segundo ela, está por trás e tem interesse nas delações de Palocci: "Por fim, é preciso reiterar que o jornalismo de guerra praticado pelas Organizações Globo vem tentando eliminar Lula e Dilma da vida política nacional, adotando como regra o justiçamento midiático. Em vão. Não terão êxito".

 

Leia a íntegra da nota de Dilma Rousseff:

 

1. O senhor Antonio Palocci volta a mentir ao dizer que teria participado de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o então presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, ocorrida em “meados de 2010”, no Palácio da Alvorada, para falar de financiamento de campanha. Essa reunião nunca existiu.

2. Como a própria Dilma Rousseff já havia apontado, em setembro passado, o senhor Antonio Palocci falta com a verdade. A tal reunião e outros encontros mencionados pelo jornal para tratar de acertos de propinas ou de “contratos do pré-sal” jamais existiram. São peças de ficção.

3. A delação implorada do senhor Antonio Palocci tem um problema central. Não está sustentada em provas. E ele não as têm porque tais fatos jamais ocorreram.

4. No esforço desesperado de obter a liberdade, o senhor Antonio Palocci cria um relato que busca agradar aos investigadores, na esperança de que possam deixá-lo sair da prisão.

5. A submissão da verdade ao capricho de investigadores obedece à mesma lógica dos inquisidores que cometiam abusos, sobretudo físicos, nos presos, em outros tristes tempos, para arrancar confissões.

6. Lamentável é que a “confissão” sem provas tenha se tornado o retrato desses nossos tempos, em que, a cada dia, o Estado de Exceção vai corroendo a frágil democracia e suas instituições. Nada estranho, agora, que até a presunção de inocência passe a ser negada ou esquecida, e sempre combatida.

7. “O Globo”, mais uma vez, deixa de lado os princípios jornalísticos. Não procura ouvir os “acusados”, nem publica qualquer linha sobre o que pensam os advogados dos dois ex-presidentes. Não há sequer uma menção de que ambos teriam sido procurados, o que mostraria ao menos um aparente compromisso do jornal com a verdade, base da ética de uma imprensa livre de países democráticos.

8. Por fim, é preciso reiterar que o jornalismo de guerra praticado pelas Organizações Globo vem tentando eliminar Lula e Dilma da vida política nacional, adotando como regra o justiçamento midiático. Em vão. Não terão êxito.

 
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Para 62% dos entrevistados, Lula não deve disputar as eleições deste ano. Em janeiro, esse número era de 43%
 
Conforme matéria da revista Veja, Lula cai nas pesquisas e a maioria não acredita que o petista vá disputar as eleiçõe deste ano. Os que responderam que Lula vai disputar ‘com certeza’ as eleições caiu de 32% para 18% de janeiro para abril. Os dados são da pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, 15/04, pelo jornal Folha de S.Paulo.
O levantamento mostra que 54% dos entrevistados consideram que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi justa. O petista começou a cumprir pena de 12 anos e um mês de prisão pelo caso do tríplex do Guarujá no sábado passado, na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR).
Outros 40% consideram que a prisão do petista foi injusta, enquanto 6% preferiram não opinar.
Na pesquisa foi perguntado também se Lula vai disputar as eleições deste ano. O porcentual dos que dizem que não vai disputar subiu de 43% para 62% entre janeiro e o último levantamento, realizado nesta semana.
A nova pesquisa do Datafolha foi feita entre quarta (11) e sexta-feira (13) com 4.194 pessoas de 227 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Os que responderam que Lula vai disputar ‘com certeza’ passou de 32% para 18% no mesmo período. Os que responderam ‘talvez’ caiu de 20% para 16%.
Por enquanto, a direção do PT o discurso de que registrará a candidatura de Lula, apesar da prisão do petista. Caberá à Justiça Eleitoral deferir ou não o registro da candidatura do ex-presidente. (Veja)
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