Domingo, 18 Novembro 2018 | Login
Para retaliar o governo Bolsonaro, Cuba rompe com o Programa Mais Médicos e retira 8 mil profissionais que trabalhavam no Brasil. Há três anos, conversei com dois médicos cubanos na cidade de Osasco. Uma médica chegou a chorar de saudades dos filhos deixados em Cuba
 
 
 
Renato Ferreira -
Dos mais de 18 mil médicos que trabalham no Programa Mais Médico, cerca de 8 mil são cubanos, que, agora, terão que deixar o Brasil por imposição do governo de Cuba, que não concorda com as imposições prometidas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Desde 2016, quando Michel Temer assumiu a Presidência e que eram cerca de 11.400 médicos da Ilha, que Cuba já vinha diminuindo a presença de seus profissionais no Brasil.
Agora, com a eleição de Bolsonaro, o governo de Cuba, que sempre teve o apoio e apoiou o Partido dos Trabalhadores, resolveu radicalizar, talvez, pensando que com isso, possa prejudicar o próximo governo no Brasil, que derrotou o candidato petista, apoiado por Lula, Fernando Haddad. O anúncio do governo cubano foi feito nesta quarta-feira, 14/11, alegando que tomou a medida por não concordar com as medidas anunciadas por Jair Bolsonaro.
Trabalho sem estrutura
Como todos sabem, o Programa Mais Médicos foi criado pelo Ministério da Saúde, no Governo Dilma Roussef com objetivo de oferecer serviços médicos às mais distantes regiões do Brasil, onde, a Pasta tinha dificuldades para levar médicos brasileiros, que não aceitam trabalhar em cidades e lugarejos sem nenhuma estrutura. Com o Mais Médicos, o Ministério conseguiu atrair médicos de outros países para trabalhar em tais regiões, mesmo sem a infraestrutura exigida por seus colegas brasileiros.
Desde o início, o Programa recebeu elogios e críticas, justamente, porque atendia a reivindicação da população carente, mas, também, por ser apenas mais uma paliativa, já que esses médicos não tinham condições plenas de dar um atendimento adequado, principalmente, para casos mais graves dos pacientes.
E como já foi esclarecido também, o Programa não é composto apenas de médicos cubanos. Dele, fazem partes médicos de outros países da América do Sul e também da Europa, como da Espanha. Pelo Programa atual, os médicos de Cuba são também dispensados de passar por exame de revalidação no Brasil. Houve alguns registros de pacientes reclamando do atendimento de profissionais cubanos.
Médicos sem liberdade
 Médica cubana
Médica cubana trabalhando em condições precárias em regiões pobres do Brasil
 
E o contrato com os médicos de Cuba é diferente em relação aos de outros países. Por ter um programa pelo qual envia médicos a regiões pobres e de conflitos, Cuba exige que seja um contrato coletivo. No caso do Brasil, o Ministério pagava um salário em torno de R$ 13 mil a cada profissional e mais um valor para pagamento de aluguel.. Só que desse valor, o médico ficava apenas com 30%. Os outros 70% eram enviados diretamente para o governo cubano.
Outro detalhe. O governo de Cuba não permite também que o profissional - médico ou médica - traga os seus familiares. Enquanto o médico presta serviço aqui, sua esposa e filhos têm que permanecer em Cuba. Para muitos, isso é um novo tipo de trabalho escravo.
Esse fato, inclusive, gera muitas deserções. Daqui mesmo do Brasil, muitos médicos fugiram para os Estados Unidos, onde pediam asilo para depois tentar levar seus familiares. E nem é necessário dizer que eles compravam uma briga com o regime cubano.
 
Milhares de médicos cubanos trabalham no exterior sob contrato com as autoridades cubanas. Países como o Brasil pagam ao governo comunista da ilha milhões de dólares por mês para fornecer serviços médicos, o que efetivamente torna esses profissionais o mais valioso produto de exportação de Cuba.

Em 2017, algums médicos de Cuba abriram processo contra o Governo da Ilha para tentar reverter esse quadro. "Quando você sai de Cuba pela primeira vez, descobre muitas coisas que não sabia", disse Yaili Jiménez Gutierrez, uma das médicas que moveu a ação. "Chega uma hora em que você se cansa de ser escravo."... -

Como jornalista da Prefeitura de Osasco, há três anos, cheguei a entrevistar dois médicos cubanos - um homem e uma mulher - que tinham acabado de chegar prestar seus serviços nesta cidade da região Oeste da Grande São Paulo. Muito atenciosos, eles falaram sobre o serviço no Brasil, mas, em off, reclamaram também das condições impostas pelo governo de Cuba, não somente em relação ao salário, mas, principalmente, sobre a proibição de não poder trazer os familiares.
A médica chegou a chorar de saudade dos filhos, deixados há poucos dias na Ilha. Outra reclamação foi sobre o valor destinado ao aluguel de imóvel. "Com esse valor, está difícil para arrumar uma casa mais próximo à unidade onde trabalho", disse o médico.
Propostas de Bolsonaro
Bolsonaro
Presidente eleito do Brasl, Jair Bolsonaro
 
E quais são as medidas anunciadas por Jair Bolsonaro para continuar contratando médicos cubanos?
O presidente eleito informou que não concordava com as condições de trabalho oferecidas aos profissionais de Cuba. Então, sugeriu que para continuar no Programa, que eles pudessem trazer seus familiares e também que o salário ficasse integramente com os médicos.
Outra medida seria que todos eles tivessem seus diplomas revalidados pelo Ministério da Saúde do Brasil, conforme é exigido de outros e de brasileiros formados no Exterior. Nada mais justo, tanto para a segurança da população brasileira, como também para os médicos cubanos. Só que o governo de Cuba não concordou e rompeu com o Mais Médicos.
Soluções
 Ministério da Saúde
 
Para tranquilizar as cidades atendidas pelos médicos cubanos, o Ministério da Saúde informou que nesta semana mesmo que vai assinar um Edital para selecionar médicos brasileiros e de outros países que tenham interesse em ocupar as vagas deixadas pelos profissionais cubanos.
“Diante do fato, o governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba. A iniciativa imediata será a convocação nos próximos dias de um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos. Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior”, diz nota..
O Ministério da Saúde informou também já vinha tomando medidas no sentido de levar médicos brasileiros para o Mais Médicos. Nesse sentido, explicou que outras medidas para ampliar a participação de brasileiros vinham sendo estudadas, como a negociação com os alunos formados através do FIES (Programa de Financiamento Estudantil). “Essas ações poderão ser adotadas, conforme necessidade e entendimentos com a equipe de transição do novo governo.”
Asilo político
Pelo Twitter, Jair Bolsonaro informou também nesta quarta-feira, que dará asilo aos médicos cubanos que desejarem permanecer no Brasil.
Bolsonaro lembrou que o governo petista, para agradar Cuba, chegou a ameaçar de expulsão médicos cubanos que pedissem asilo político ao Brasil. "Não podemos concordar com isso. E vamos abrigar e dar asilo àqueles que não queiram retornar ao seu país de origem", disse o presidente eleito.
 
Tito pela culatra
Ou seja, se Cuba pensa que poderia desarticular o próximo governo do Brasil retirando seus médicos daqui, com a proposta de asilo político, Bolsonaro pode ter dado o troco com uma rasteira no governo cubano. Pelo Programa Mais Medicos, O Braasil gasta, por mês, R$ 95.984.640,00 com os cubanos. Só que desse montante todo, R$ 70.988.640,00 ficam para o governo cubano, hoje, comandado pelo presidente Miguel Díaz-Canel. São cerca de R$ 850 milhões por ano.
Com a proposta de Bolsonaro, além de perdere essa montanha de dinheiro brasileiro, a Ilha dos irmãos Castro, ainda pode passar pelo vexame de ver muitos de seus médicos pedindo para ficar no Brasil. (Renato Ferreira com informações do Ministério da Saúde e Agências)

 
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Gelso Lima será o coordenador estadual do mandato da deputada federal Renata Abreu do PODEMOS

 

Conforme foi noticiado nesta segunda-feira, 12/11, o ex-secretário de Governo de Osasco, Gelso Lima, aceitou o convite da deputada federal reeleita Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, para assumir a coordenação geral do mandato da parlamentar no Estado de São Paulo.

O pedido foi oficializado pela deputada Renata , hoje, em Osasco. Ela visitou funcionários da Secretaria de Educação onde agradeceu pelos votos obtidos.

Durante a campanha do segundo turno em Osasco, houve, um desencontro entre o Podemos e a campanha do petista Haddad. Alguns membros do Podemos, dentre eles, o Gelso Lima, estiveram presentes num ato suprapartidário em apoio a Fernando Haddad, no Sindicato dos Metalúrgicos. Veja aqui: https://bit.ly/2yO0Uau

No dia seguinte, o Podemos emitiu uma nota oficial afirmando que o Podemos de Osasco ficaria neutro na campanha e que se algum membro do partido esteve no evento, o fez por conta própria e não como representante do partido. “Não existe possibilidade do PODEMOS fazer algum ato de apoio ao PT em Osasco, ou no Estado de SP”, garantiu o prefeito de Osasco, Rogério Lins, liderança regional e um dos vice presidentes estaduais do PODEMOS", diz a Nota.

Agora, no governo de Bolsonaro, a partir de janeiro de 2019, seria interessante saber de que lado o Podemos estará atuando. Se com o governo Bolsonaro, ou na oposição ao lado de outros partidos derrotados nas eleições de 2018. O Podemos disputou a Presidência com o Senador Álvaro Dias (PR).

E também em São Paulo, no governo de João Doria. Na campanha, o Podemos se aliou ao candidato do PSB, Márcio França, candidato à reeleição. que disputou o segundo turno contra o tucano Doria  (Renato Ferreira)

 

Atualizado às 23h10

Renata Abreu diz que o Podemos é um partido independente

Agora há pouco, a assessoria de Imprensa do Podemos de Osasco entrou em contato com Notícias & Opinião, enviando uma fala da deputada Renata Abreu sobre a posição do partido, especificamente, sobre eventual apoio ao Doria, conforme questionamos.

A presidente nacional da Legenda afirmou que o Podemos é um partido independente nas esferas municipal, estadual e nacional. "O Podemos se posicionará sempre a favor de todas as medidas que forem benéficas à população, independente da sigla partidária", disse.

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Silvio Santos ainda disse que aquela era a primeira ligação de um presidente recebida por ele 'em vinte e poucos anos que eu faço o Teleton'
 
O presidente eleito Jair Bolsonaro falou ao vivo por telefone com Silvio Santos durante a maratona de programação do Teleton, no SBT, na noite deste sábado, 10. Durante a conversa, Silvio fez elogios ao capitão reformado e afirmou desejar que ele tenha oito anos de governo. O apresentador e controlador do SBT disse ainda ter a impressão de que o governo Bolsonaro seria seguido por mais oito anos de presidência de Sergio Moro, o escolhido para comandar a pasta da Justiça e Segurança Pública.
"Não vou falar aquilo que eu penso, mas eu acho que, nos próximos oito anos o senhor vai ficar no nosso governo e depois nos outros oito anos tenho a impressão... Tenho palpite, claro, não sou político, mas acho que a sua escolha para o ministério colocando o juiz Moro, o Sérgio Moro... Eu acho que você pode ficar oito anos e depois, passando para o Moro, ele fica mais oito anos", disse Silvio Santos a Bolsonaro durante a ligação telefônica televisionada ao vivo.
Silvio Santos ainda disse que aquela era a primeira ligação de um presidente recebida por ele "em vinte e poucos anos que eu faço o Teleton". "Eu acho que o Brasil vai ter 16 anos de homens com vontade de fazer o Brasil caminhar", afirmou o apresentador. "Pode ser que isso não aconteça, mas, se depender da minha vontade e da vontade das pessoas que querem o Brasil pra frente, oito anos com Bolsonaro e oito com Moro, vamos ter 16 anos de um bom caminho", concluiu.
 Bolsonaro respondeu dizendo ser fã de Silvio Santos e falou também sobre Moro. "Obrigada pela referência elogiosa ao nosso futuro ministro, Sergio Moro. Mérito dele, não é nosso", afirmou. Bolsonaro disse que Moro é "o homem que nos deu esperança de poder viver num País, se não for sem corrupção, com menos corrupção".
O presidente eleito pediu ainda que eleitores que tenham ou não votado nele fizessem uma doação de ao menos R$ 5 ao Teleton, campanha que recolhe recursos para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). (Fonte: Portal UAI - Foto: Divulgação SBT)
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Além do impacto para o governo de Bolsonado, os atuais senadores, dos quais muitos deixarão a Casa, mostram também que estão legislando em causa própria

 

Nesse momento em que o Brasil elege seu novo Presidente da República e busca cortar gastos públicos, os senadores destoaram e jogaram contra os interesses do povo. Nesta quarta-feira, 07/11, o Senado aprovou o aumento de 16,38% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O reajuste terá impacto bilionário no Orçamento para o presidente eleito, Jair Bolsonaro , e para os novos governadores. A aprovação deve gerar um rombo de R$ 4 bilhões para União e estados, segundo cálculos de técnicos da Câmara.

Ministros do STF

Como o projeto já foi aprovado na Câmara, em 2016, ele segue para sanção do presidente Michel Temer. A remuneração irá subir de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. O aumento tem efeito cascata, provoca reajustes para magistrados, e faz subir o teto salarial para o funcionalismo — que tem como referência o salário de ministros do STF. A proposta foi aprovada por 41 votos a favor, 16 contrários e uma abstenção.

Na mesma sessão, o Senado aprovou ainda um outro projeto, que reajusta o salário do procurador-geral da República, para o mesmo valor.

O reajuste dos vencimentos dos ministros do STF deve gerar uma despesa extra de R$ 4 bilhões ao ano, contando o impacto nas contas públicas da União e dos estados, devido ao efeito cascata, segundo dados da Consultoria de Orçamento da Câmara.

Apenas para a União, a despesa estimada é de R$ 1,45 bilhão ao ano, sendo R$ 717 milhões no Poder Judiciário, R$ 258 milhões no Ministério Público da União; R$ 250 milhões no Executivo e R$ 220 milhões no Legislativo. No estados, que sofrem uma grave crise fiscal, estima-se um efeito anual de R$ 2,6 bilhões.

Os novos valores dos vencimentos dos ministros entrarãp em vigor na data da sanção do projeto.

 

Veja, a seguir, como foram os votos dos senadores:

A FAVOR DO AUMENTO

Acir Gurgacz (PDT-RO)
Aécio Neves (PSDB-MG)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Cidinho Santos (PR-MT)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (MDB-MA)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (MDB-AM)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)
Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)
Hélio José (PROS-DF)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jorge Viana (PT-AC)
José Agripino (DEM-RN)
José Amauri (Pode-PI)
José Medeiros (Pode-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Paulo Rocha (PT-PA)
Raimundo Lira (PSD-PB)
Renan Calheiros (MDB-AL)
Roberto Rocha (PSDB-MA)
Romero Jucá (MDB-RR)
Rose de Freitas (Pode-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Telmário Mota (PTB-RR)
Valdir Raupp (MDB-RO)
Vicentinho Alves (PR-TO)
Walter Pinheiro (sem partido-BA)
Wellington Fagundes (PR-MT)
Zezé Perrela (MDB-MG)

CONTRA O AUMENTO

Airton Sandoval (MDB-SP)
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Givago Tenório (PP-AL)
José Pimentel (PT-CE)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lúcia Vânia (PSB-GO)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Regina Sousa (PT-PI)
Reguffe (sem partido-DF)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Roberto Requião (MDB-PR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Wilder Morais (DEM-GO)

ABSTENÇÃO 
José Maranhão (MDB-PB)

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Na Resistência, Haddad visita Lula, em Curitiba; 
Na Presidência, Bolsonaro inicia a transição, em Brasília

 

Apesar de não ser perfeita, a Democracia é, sem dúvida, o melhor regime de Governo que existe. Nela, a partir do voto, a maioria escolhe o governante e, cabe, à minoria, mesmo revoltada, acatar o resultado das urnas, na oposição.

No Brasil, por exemplo, nesta semana o clima político já começou a baixar após a acirrada disputa do segundo turno das eleições presidenciais entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Bolsonaro voltou a Brasília, como Presidente eleito, dando início ao processo de transição.Ele esteve na Câmara dos Deputados, no STF e também no Palácio do Planalto, onde se encontrou com Michel Temer. Deu entrevistas e confirmou mais alguns nomes do seu Ministério, cujo quadro ele já disse que vai reduzir de 29 para 15 ou 16 Pastas, visando diminuir as despesas do Governo.

Já Fernando Haddad, acompanhado de correligionários do PT, fez a primeira visita ao ex-presidente Lula, depois de ser derrotado por Bolsonaro. Como todos sabem, Lula encontra-se preso numa na Polícia Federal de Curitiba, onde cumpre pena de mais de 12 anos de prisão, condenado que foi pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Só que desta vez, a conversa foi diferente das que eles mantinham como estratégia de campanha antes das eleições. Agora, eles falaram sobre o futuro de Haddad, como opositor ao governo de Bosonaro, e também sobre o futuro de Lula, que neste mês será interrogado no processo do sítio de Atibaia, no âmbito da Operação Lava Jato. E desta vez, Lula será ouvido pela juíza Gabriela Hardt, que ficou no lugar de Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça. (Renato Ferreira)

TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras.

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Os dias de Cesar Batisti, condenado à prisão perpétua na Itália, podem estar com os dias contados no Brasil
 
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse nesta segunda-feira, 06/10 que, da parte dele, o italiano Cesare Battisti, 63 anos, voltará para a Itália. "Tudo o que for legal, da minha parte, nós faremos para devolver esse terrorista para a Itália", disse o presidente em entrevista, na noite desta segunda-feira, a José Luiz Datena, da TV Bandeirantes. Segundo Bolsonaro, isso foi o que disse ao embaixador da Itália, Antonio Bernardini, durante encontro pela manhã.
Condenado na Itália por terrorismo e quatro assassinatos, Battisti vive em São Paulo. Em dezembro de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição de Battisti, em decisão no último dia do mandato do ex-presidente petista.
Durante a campanha, Bolsonaro disse que pretendia extraditá-lo, como deseja o governo da Itália.
“O caso Batistti é muito claro. A Itália está pedindo a extradição. O caso está sendo discutido agora no Supremo Tribunal Federal. Esperamos que o Supremo tome uma decisão no tempo mais curto possível”, disse o embaixador.
Após a vitória de Bolsonaro, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que o presidente eleito mantém a determinação em favor da extradição de Battisti. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, já pediu que o STF (Supremo Tribunal Federal), julgue o caso o mais rápido possível.
 
No fim de semana, Cesare Batisti, que responde a outros processos no Brasil, disse que confia nas instituições brasileiras e espera poder continuar vivendo no Brasil.
Conversa
No encontro com Bolsonaro, o embaixador entregou uma carta enviada pelo presidente da Itália, Sergio Mattarella. O diplomata lembrou que Bolsonaro é de origem italiana e que ambos tiveram uma conversa “muito simpática”.
“Nós temos uma presença no Brasil que é histórica. Claro que a perspectiva para o futuro é aumentar essa presença italiana no Brasil”, disse o embaixador. (Fonte: Agência Brasil)
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Com a decisão do juiz federal Sergio Moro de aceitar o convite do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para assumir o Ministério da Justiça, a juíza substituta Gabriela Hardt, da 13ª Vara Federal, de Curitiba, é que vai ficar responsável, pelo menos de forma provisória, por todos os processos do magistrado, que ficou conhecido por comandar a maior operação de combate à corrupção: a Lava Jato.
Hardt nasceu em Curitiba, mas foi registrada em São Mateus do Sul (cerca de 155 quilômetros da capital). Maratonista aquática, se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná depois de passar dois anos estudando engenharia química. Em 2007, prestou concurso para juíza e, em 2009, foi designada para a Justiça Federal Paranaguá, no litoral paranaense.
Apenas em 2014, depois de passar também para Umuarama, Hardt voltou para Curitiba, onde passou a atuar como substituta na 13ª Vara Federal e quando começou a acompanhar o trabalho de Moro.
Ao substituir o magistrado pela primeira vez, em 2015, a juíza determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro José Dirceu, acusado de receber R$ 4 milhões de construtoras envolvidas na Lava Jato. Em maio deste ano, foi Gabriela quem expediu um mandado de prisão contra Dirceu para ele começar a cumprir a pena de 30 anos, 9 meses e 10 dias a que foi condenado, já que Moro estava fora do país. (Jovem Pan)
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Com carta branca, ele disse que vai implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado no Brasil
O juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, aceitou nesta quinta-feira, 01/11, o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro e será o ministro da Justiça. O anúncio foi feito por Moro, em nota. "Após reunião pessoal, na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite", afirmou.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou o nome de Moro no ministério. "Sua agenda anticorrupção, anticrime organizado, bem como o respeito à Constituição e às leis será o nosso norte", escreveu o presidente eleito. Em suas redes sociais, Bolsonaro anunciou a fusão das pastas da Justiça e da Segurança Pública.
Sergio Moro ficou cerca de uma hora e meia com o presidente eleito. Ao sair da reunião, acenou para as pessoas que se aglomeravam em frente à casa, mas não deu entrevista.
O juiz lamentou abandonar 22 anos de magistratura. "No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Para ele, na prática o cargo significa "consolidar os avanços contra o crime e a corrupção e afastar riscos de retrocessos por um bem maior".
Segundo Moro, a Operação Lava Jato continuará em Curitiba. "Para evitar controvérsias desnecessárias, devo, desde logo, afastar-me de novas audiências, acrescentou.
Natural de Maringá (PR), Sergio Fernando Moro, além de magistrado é escritor e professor universitário. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná. É juiz federal desde 1996, com especialização em crimes financeiros.
No julgamento do mensalão, Moro auxiliou a ministra Rosa Weber, no Supremo Tribunal Federal (STF).
Veja a íntegra da nota divulgada por Sergio Moro:
"Fui convidado pelo Sr. presidente eleito para ser nomeado ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Apos reunião pessoal, na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba, com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes". (Agência Brasil)

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Presidente eleito fez um discurso emocionado e disse que chorou muito após a eleição

 

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, compareceu, nesta terça-feira (30), à Assembleia de Deus Vitória em Cristo no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Ele foi recebido pelo pastor Silas Malafaia durante um culto.

Bolsonaro falou emocionado como se sentiu após a eleição, agradeceu a Deus, comentou a facada que levou e disse como chorou após o resultado das eleições.

– Eu tenho certeza que não sou o mais capacitado, mas Deus capacita os escolhidos. Também é um momento especial estar aqui com o pastor Silas Malafaia ao meu lado. Foi quem realizou o meu casamento há 11 anos. Chorei muito aquele dia e também chorei muito depois das eleições – lembrou.

O presidente eleito também apontou sobre os desafios que irá enfrentar e disse que está comprometido com os valores da família cristã.

– Isso é para comemorar ou é para a gente cada vez pensar com mais profundidade o tamanho dos desafios que temos pela frente. Quero agradecer a esse povo de Deus pela confiança depositada em meu nome. O que os senhores podem esperar de mim é uma pessoa comprometida com os valores da família cristã – ressaltou.

https://pleno.news/…/bolsonaro-agradece-a-deus-na-igreja-de…

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No sábado, 27 de outubro, portanto, um dia antes do segundo turno das eleições presidenciais, o ex-ministro e ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, surpreendeu o Brasil com a sua declaração de apoio ao candidato petista Fernando Haddad.

E não foi uma declaração simples de voto. Ela veio acompanhada de críticas a Bolsonaro e com esta afirmação "Pela primeira vez em 32 anos de exercício do direito de voto, um candidato me inspira medo. Por isso, votarei em Fernando Haddad”.

Essa declaração de "medo" chega, inclusive, a surpreender partindo de um homem que, durante o processo do mensalão, demonstrou muita coragem ao denunciar, jugar e condenar figurões do PT, dando o primeiro golpe de morte ao partido de Lula, que acabou sendo preso e condenado a mais de 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro na operação Lava Jato.

Só que essa reviravolta em cima da hora de Joaquim Barbosa, passando de algoz para eleitor do PT, não resultou em êxito para Joaquim Barbosa. Jair Bosonaro foi eleito com quase 58 milhões de votos.

E, agora, com a eleição de Bolsonaro, ou o ex-ministro do STF cria coragem ou morrerá de medo. (Renato Ferreira).

 

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Se você desejar rever outros casos tragicômicos já publicados e rir um pouco mais, basta entrar no site - www.noticiaseopiniao.com.br - e pesquisar pela palavra: TRAGICÔMICO.

Mande-nos também sugestões de casos tragicômicos para publicação nesta coluna

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