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ANO DO FLAMENGO:  Time já é campeão estadual, nacional, da Libertadores e ainda pode ser campeão mundial

ANO DO FLAMENGO: Time já é campeão estadual, nacional, da Libertadores e ainda pode ser campeão mundial Featured

O ano de 2019 entra definitivamente para a história do Flamengo e, com certeza, a maior torcida do Brasil jamais vai esquecer essa temporada do rubro-negro carioca. Um dia depois da virada histórica deste sábado, em Lima, quando conquistou o bicampeonato da Libertadores, neste domingo, o Flamengo foi campeão brasileiro mesmo sem entrar em campo.
Para evitar, ou no mínimo, adiar a festa carioca, o Palmeiras teria que vencer o Grêmio no Allianz Parque. Mas, o Verdão acabou perdendo por 2 a 1 e não poderá mais alcançar o time carioca, que já tem 81 pontos. Este foi o sétimo título nacional do Flamengo, treinado pelo português Jorge de Jesus.
 Flamengo festa no rio
E se não bastasse a tríplice coroa - Estadual, Nacional e Libertadores - o Flamengo poderá conquistar também o seu quarto título em 2019. E não será um título qualquer. Como campeão da América, o rubro-negro vai disputar o título mundial de Clubes, sendo que no dia 17 de dezembro deverá enfrentar o Liverpool, campeão europeu.
Assim, a torcida flamenguista, que recebeu os campeões da Libertadores, neste domingo, numa grande festa na Cidade Maravilhosa, deve continuar festejando, agora, mais um título do Brasileirão. É o carnaval de 2019 antecipado pelos flamenguistas em todo o Brasil. Parabéns, Flamengo! (Renato Ferreira)
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  • QUE SEJA UMA LIÇÃO: Em 99 anos de história, Cruzeiro é rebaixado à Série B pela primeira vez
    Diretores e jogadores medíocres mancham a história gloriosa de um time centenário por onde já passaram Tostão, Dirceu Lopes, Raul, Piazza, Zé Carlos, Nelinho, Palhinha, Roberto Batata e Joãozinho, dentre outros craques. Hoje, após derrota de 2 a 0 para o Palmeiras, torcedores decepcionados e revoltados depredaram o Mineirão. Mas, com certeza, em 2020, o Cruzeiro voltará ao seu lugar merecido que é a Primeira Divisão.
     
    Neste domingo, 08/12, o Cruzeiro se despediu do Campeonato Brasileiro de maneira melancólica ao perder para o Palmeiras por 2 a 0. Os gols da partida foram marcados por Zé Rafael, aos 12', e Dudu, aos 39 minutos do segundo tempo. Com o resultado, o time celeste de tantas glórias, está rebaixado e vai disputar a Série B em 2020.
    Cruzeiro é rebaixado para a série b torcida briga
    Revoltados, torcedores do Cruzeiro brigam e quebram cadeiras no Mineirão - (Foto: Alexandre Guzanshe/EM D.A Press)
     
    Antes mesmo do apito final do árbitro Marcelo de Lima Henrique, vários torcedores manifestaram reação de tristeza e decepção e depredaram o estádio arremessando cadeiras e bombas. A Polícia Militar interveio na confusão com tiros de bala de borracha e uso de gás de pimenta. Nos arredores do Mineirão também houve cenário de muita violência e revolta da torcida azul.
    É bom destacar, no entanto, que o rebaixamento do Cruzeiro não foi culpa apenas do desempenho decepcionante dentro de campo. Com certeza, um dos maiores culpados por esse vexame, é o corpo diretivo de um clube com tantas glórias em Minas, no Brasil e no exterior e por onde já passaram craques como Tostão, Dirceu Lopes, Raul, Piazza, Zé Carlos, Nelinho, Palhinha, Roberto Batata e Joãozinho, dentre tantos outros craques, que sempre horaram o manto celeste de Belo Horizonte. Mas, com certeza, em 2020, o Cruzeiro voltará ao seu lugar merecido, que é a Primeira Divisão.
    Conforme afirmado pelos jogadores palmeirenses antes do duelo, como o zagueiro Edu Dracena e o atacante Dudu, o rebaixamento do Cruzeiro não se dá apenas pelo duelo deste domingo. Faltou bom futebol em grande parte da disputa, um reflexo claro da bagunça da diretoria fora das quatro linhas.
    Na 33ª rodada, por exemplo, esperava-se uma vitória tranquila sobre o Avaí. No fim, um empate frustrante por 0 a 0, com apenas uma defesa difícil do goleiro Vladimir. Na 35ª rodada, diante do CSA, o vexame foi pior: derrota por 1 a 0 para um time que viria a ter o rebaixamento confirmado posteriormente.
    Por óbvio, o rebaixamento faz o Cruzeiro terminar o Campeonato Brasileiro com sua pior campanha na era dos pontos corridos: 17º lugar, com 36 pontos. Em 38 rodadas, venceu sete, empatou 15 e perdeu 16, com 26 gols marcados e 43 sofridos. Já o Ceará, que empatou por 1 a 1 com o Botafogo, ficou em 16º, com 39 pontos.
    O jogo
    Da equipe que perdeu para o Grêmio por 2 a 0, quinta-feira, em Porto Alegre, o técnico Adilson Batista fez cinco mudanças. Além dos suspensos Edilson, Egídio e Ariel Cabral, saíram os atacantes David e Fred. Entraram Marquinhos Gabriel, Dodô, Jadson, Pedro Rocha e Ezequiel.
    As mudanças não surtiram efeito. A bola parecia queimar no pé dos atletas. Erros de passes, perdas de posse e até escorregões: o torcedor cruzeirense viu tudo isso de sua equipe. Menos qualidade. A sorte é que o Palmeiras, apesar de ter o controle da situação, não forçava tanto.
    Depois de muito tempo de impaciência e tensão, os cruzeirenses se exaltaram bastante no Mineirão. O grito de alegria não era por um gol ou boa jogada da equipe, mas pelo fato de o Botafogo, aos 38 minutos, ter inaugurado o placar contra o Ceará. Curiosamente, o autor do tento no Rio de Janeiro foi Marcos Vinícius, ex-jogador da Raposa.
    Faltava apenas ao Cruzeiro fazer a própria parte (e como isso foi difícil durante todo o campeonato!). Adilson Batista atendeu aos pedidos do público e colocou Sassá no lugar de Ezequiel no intervalo. Aos 3’ do segundo tempo, foi a vez de Weverton entrar na vaga do lesionado Orejuela.
    A torcida tentou empurrar. Cantou alto, incentivou, procurou contagiar os atletas. Mas um time que não fez o dever de casa diante de rivais fracos conseguiria bater o terceiro colocado do Campeonato Brasileiro? Aos 12’, Dudu tocou de calcanhar, Raphael Veiga foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para a grande área. De primeira, Zé Rafael bateu rasteiro e fez 1 a 0 para o Palmeiras. Silêncio no Mineirão.
    Cruzeiro é rebaixado para a série b torcida chora
    Mesmo antes do final da partida, a torcida já chorava ao ver do destino do time em 2020. (Foto: Alexandre Guzanshe/EM D.A Press)
    O que já era dramático ficou pior aos 21 minutos. No Rio de Janeiro, o Ceará teve pênalti a seu favor. Thiago Galhardo bateu no meio e marcou. Tudo igual contra o Botafogo: 1 a 1. A partir dali, nem uma hipotética virada do Cruzeiro adiantaria.
    Desacreditados e até temendo o risco de confusão, muitos torcedores deixaram o estádio. Os que ficaram viram uma estéril posse de bola, de um lado para o outro, na intermediária do campo de ataque, sem qualquer susto aos defensores palmeirenses.
    Houve quem manifestasse sua fúria arrancando cadeiras das arquibancadas e atirando-as em campo. Bombas também foram arremessadas. O árbitro Marcelo de Lima Henrique chegou a paralisar o jogo, porém deu continuidade. Com a bola rolando, o Palmeiras ampliou o placar: Bruno Henrique lançou em direção à grande área, e Dudu, de cabeça, fez 2 a 0.
    A partir dali, não teve jeito. Com a praça de guerra dentro e fora do estádio, Marcelo de Lima Henrique terminou a partida. Enquanto isso, a Polícia Militar interveio para conter as depredações de quem, infelizmente, vê na violência a melhor maneira de se revoltar contra o fracasso administrativo de uma diretoria que manchou a história do Cruzeiro tanto nas páginas policiais, com suspeitas de corrupção e gastos vultuosos, quanto desportivamente, no primeiro rebaixamento da história do clube. (Fonte: Estados de Minas)
  • LIBERTADORES: Gabigol faz dois e Flamengo é bi-campeão da América
    O time carioca perdia por 1 a 0 até os 85 minutos de jogo, quando virou e conquistou seu segundo título depois de 38 anos.
    Foi uma virada histórica do Flamengo na tarde deste sábado, 23/11, em Lima. O River Plate fez 1 a 0 logo no início da partida e segurou o placar quase até os 90 minutos, quando apareceu Gabigol para acabar com a festa argentina. Com dois gols em poucos minutos, o Flamengo virou a partida para conquistar o bi-campenato da Libertadores depois de 38 anos, quando a geração de Zico e Junior foi campeã em 1981.
    Durante quase toda a partida, os argentinos conseguiram marcar muito bem e anular as principais jogadas de ataque do time brasileiro. Os atacantes Gabibol, artilheiro da competição, e Bruno Henrique não conseguiam repetir as jogadas de gols que mostraram em jogos anteriores. Depois de abrir o placar, o River não recuou e continuou jogando com precisão nos passes.
    Mas, aos 85 minutos, a zaga do time argentino falhou e a equipe do treinador Jorge Jesus não perdoou. Livre dentro da pequena área, Gabigol só teve o trabalho de empurrar para as redes. Poucos minutos depois, em outra falha dos adversários, o artilheiro da Libertadores dominou a bola e chutou sem defesa para o goleiro Armani. O gol do River foi marcado pelo colombiano Borré.
    Festa flamenguista
    Flamengo campeão da Libertadores 2
    Depois de 38 anos, o Flamengo conquista o seu segundo títudo da Libertadores da América
    No Maracanã e em vários estádios brasileiros, a torcida flamenguista sofreu durante quase toda a partida. Mas, no final, veio o grito da vitória e a festa não tem prazo para terminar, principalmente, no Rio de Janeiro.
    Campeão da Libertadores, agora, o time rubro-negro pode ainda ser campeão brasileiro já neste domingo, 24, com 4 rodadas de antecedência, caso o Palmeiras não vença o jogo contra o Grêmio. O time carioca tem 81 pontos, contra 68 do Palmeiras. Além de Gabigol, outro nome muito festejado dentro de campo e gritado por todos os flamenguistas é o do técnico português, Jorge de Jesus, que já deixou seu nome na história do Flamengo. (Renato Ferreira)
  • CRUZEIRO/ATLÉTICO: Saudades dos tempos de glória desses gigantes do futebol

    Hoje, eles jogam pra não cair e fora de campo, suas torcidas não torcem mais. Só brigam!

     

    Por Renato Ferreira -

    No último jogo entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, no domingo, 10/11, esses dois grandes clubes de futebol do Brasil e do mundo fizeram (ou deveriam ter feito) mais um clássico pelo Campeonato Brasileiro. Porém, futebol foi o que menos se viu no Mineirão, palco de grandes espetáculos desses dois times que orgulham Minas Gerais. O tradicional e belo estádio de Belo Horizonte deve ter chorado de vergonha pelo triste espetáculo protagonizado pelas duas equipes e, principalmente, pelas suas torcidas.

    Cruzeiro e Atlético torcidas

    Mal colocados na tabela de classificação e mais preocupados em fugir da zona de rebaixamento do que alcançar o G4, Cruzeiro e Atlético não saíram do 0 a 0, placar muito diferente de outros tempos de glórias do clássico, marcado sempre por muitos e belos gols.

    E se não bastasse o baixo nível do utebol atual em campo, fora dele, como vem acontecendo mundo afora, as torcidas cruzeirenses e atleticanas parecem também que hoje não se interessam mais por em torcer nas arquibancadas.

    Após o empate sem gols, que pode significar o famoso 'abraço de afogados", torcedores dos dois times tentaram fazer a diferença no braço e transformaram o novo e belo Mineirão numa verdadeira praça de guerra.

    Mineirão

    Mineirão foi mais uma vez depredado por vândalos em briga de torcidades de Atlético e Cruzeiro

    Os vândalos, conhecidos também como "torcedores organizados" partiram pra briga, quebrando cadeiras e outros equipamentos do estádio, que deveria ser cuidado, justamente, por eles mesmos.

    E o pior é que não ficou apenas no dantesco espetáculo de luta em lugar errado. Alguns torcedores, segundo as notícias, do Atlético, resolveram baixar ainda mais o nível, cuspindo em seguranças, chamando-os de "macacos", praticando o crime inafiançável de racismo. Com certeza, apesar de chorar, agora, e pedir desculpas, vão pagar pelo crime.

    Certamente, esses torcedores do Galo,esquecem que pela sua equipe, como também pela do Cruzeiro, e do futebol em geral. a história é feita de jogadores altos, baixos, brancos e, principalmente, por negros. Esquecem, talvez, que o maior jogador de todos os tempos - Pelé - é negro. E nascido, justamente, em Três Corações, nas Minas Gerais.

    Tostão e Dirceu Lopes

    Tostão e Dirceu Lopes, ex-craques do Cruzeiro

    E, assim, eu, como mineiro, morando em São Paulo há quase 50 anos, tenho saudades dos tempos em que Cruzeiro e Atlético sempre brigavam pelo topo da tabela de classificação e desfilavam craques, como Tostão e Dirceu Lopes, pelo Cruzeiro; e Reinaldo e Dadá Maravilha, pelo Atlético; para citar apenas quatro craques dentre tantos outros, que fazem parte da história desses dois times, que são orgulho de Belo Horizonte e de todos os mineiros.

    Reinaldo e Dadá Maravilha

    Reinaldo e Dadá Maravilha, ex-craques do Atlético

    Esperamos que esse pesadelo termine em 2019 e que, a partir de 2020, Cruzeiro e Atlético voltem a brigar por títulos em Minas, no Brasil e no mundo. E também que suas torcidas se organizem de verdade, mas, para apenas torcer e se divertir com o futebol. (Renato Ferreira)

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