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CRUZEIRO/ATLÉTICO: Saudades dos tempos de glória desses gigantes do futebol

CRUZEIRO/ATLÉTICO: Saudades dos tempos de glória desses gigantes do futebol Featured

Hoje, eles jogam pra não cair e fora de campo, suas torcidas não torcem mais. Só brigam!

 

Por Renato Ferreira -

No último jogo entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, no domingo, 10/11, esses dois grandes clubes de futebol do Brasil e do mundo fizeram (ou deveriam ter feito) mais um clássico pelo Campeonato Brasileiro. Porém, futebol foi o que menos se viu no Mineirão, palco de grandes espetáculos desses dois times que orgulham Minas Gerais. O tradicional e belo estádio de Belo Horizonte deve ter chorado de vergonha pelo triste espetáculo protagonizado pelas duas equipes e, principalmente, pelas suas torcidas.

Cruzeiro e Atlético torcidas

Mal colocados na tabela de classificação e mais preocupados em fugir da zona de rebaixamento do que alcançar o G4, Cruzeiro e Atlético não saíram do 0 a 0, placar muito diferente de outros tempos de glórias do clássico, marcado sempre por muitos e belos gols.

E se não bastasse o baixo nível do utebol atual em campo, fora dele, como vem acontecendo mundo afora, as torcidas cruzeirenses e atleticanas parecem também que hoje não se interessam mais por em torcer nas arquibancadas.

Após o empate sem gols, que pode significar o famoso 'abraço de afogados", torcedores dos dois times tentaram fazer a diferença no braço e transformaram o novo e belo Mineirão numa verdadeira praça de guerra.

Mineirão

Mineirão foi mais uma vez depredado por vândalos em briga de torcidades de Atlético e Cruzeiro

Os vândalos, conhecidos também como "torcedores organizados" partiram pra briga, quebrando cadeiras e outros equipamentos do estádio, que deveria ser cuidado, justamente, por eles mesmos.

E o pior é que não ficou apenas no dantesco espetáculo de luta em lugar errado. Alguns torcedores, segundo as notícias, do Atlético, resolveram baixar ainda mais o nível, cuspindo em seguranças, chamando-os de "macacos", praticando o crime inafiançável de racismo. Com certeza, apesar de chorar, agora, e pedir desculpas, vão pagar pelo crime.

Certamente, esses torcedores do Galo,esquecem que pela sua equipe, como também pela do Cruzeiro, e do futebol em geral. a história é feita de jogadores altos, baixos, brancos e, principalmente, por negros. Esquecem, talvez, que o maior jogador de todos os tempos - Pelé - é negro. E nascido, justamente, em Três Corações, nas Minas Gerais.

Tostão e Dirceu Lopes

Tostão e Dirceu Lopes, ex-craques do Cruzeiro

E, assim, eu, como mineiro, morando em São Paulo há quase 50 anos, tenho saudades dos tempos em que Cruzeiro e Atlético sempre brigavam pelo topo da tabela de classificação e desfilavam craques, como Tostão e Dirceu Lopes, pelo Cruzeiro; e Reinaldo e Dadá Maravilha, pelo Atlético; para citar apenas quatro craques dentre tantos outros, que fazem parte da história desses dois times, que são orgulho de Belo Horizonte e de todos os mineiros.

Reinaldo e Dadá Maravilha

Reinaldo e Dadá Maravilha, ex-craques do Atlético

Esperamos que esse pesadelo termine em 2019 e que, a partir de 2020, Cruzeiro e Atlético voltem a brigar por títulos em Minas, no Brasil e no mundo. E também que suas torcidas se organizem de verdade, mas, para apenas torcer e se divertir com o futebol. (Renato Ferreira)

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    Cruzeiro é rebaixado para a série b torcida briga
    Revoltados, torcedores do Cruzeiro brigam e quebram cadeiras no Mineirão - (Foto: Alexandre Guzanshe/EM D.A Press)
     
    Antes mesmo do apito final do árbitro Marcelo de Lima Henrique, vários torcedores manifestaram reação de tristeza e decepção e depredaram o estádio arremessando cadeiras e bombas. A Polícia Militar interveio na confusão com tiros de bala de borracha e uso de gás de pimenta. Nos arredores do Mineirão também houve cenário de muita violência e revolta da torcida azul.
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    O jogo
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    Cruzeiro é rebaixado para a série b torcida chora
    Mesmo antes do final da partida, a torcida já chorava ao ver do destino do time em 2020. (Foto: Alexandre Guzanshe/EM D.A Press)
    O que já era dramático ficou pior aos 21 minutos. No Rio de Janeiro, o Ceará teve pênalti a seu favor. Thiago Galhardo bateu no meio e marcou. Tudo igual contra o Botafogo: 1 a 1. A partir dali, nem uma hipotética virada do Cruzeiro adiantaria.
    Desacreditados e até temendo o risco de confusão, muitos torcedores deixaram o estádio. Os que ficaram viram uma estéril posse de bola, de um lado para o outro, na intermediária do campo de ataque, sem qualquer susto aos defensores palmeirenses.
    Houve quem manifestasse sua fúria arrancando cadeiras das arquibancadas e atirando-as em campo. Bombas também foram arremessadas. O árbitro Marcelo de Lima Henrique chegou a paralisar o jogo, porém deu continuidade. Com a bola rolando, o Palmeiras ampliou o placar: Bruno Henrique lançou em direção à grande área, e Dudu, de cabeça, fez 2 a 0.
    A partir dali, não teve jeito. Com a praça de guerra dentro e fora do estádio, Marcelo de Lima Henrique terminou a partida. Enquanto isso, a Polícia Militar interveio para conter as depredações de quem, infelizmente, vê na violência a melhor maneira de se revoltar contra o fracasso administrativo de uma diretoria que manchou a história do Cruzeiro tanto nas páginas policiais, com suspeitas de corrupção e gastos vultuosos, quanto desportivamente, no primeiro rebaixamento da história do clube. (Fonte: Estados de Minas)
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    O ano de 2019 entra definitivamente para a história do Flamengo e, com certeza, a maior torcida do Brasil jamais vai esquecer essa temporada do rubro-negro carioca. Um dia depois da virada histórica deste sábado, em Lima, quando conquistou o bicampeonato da Libertadores, neste domingo, o Flamengo foi campeão brasileiro mesmo sem entrar em campo.
    Para evitar, ou no mínimo, adiar a festa carioca, o Palmeiras teria que vencer o Grêmio no Allianz Parque. Mas, o Verdão acabou perdendo por 2 a 1 e não poderá mais alcançar o time carioca, que já tem 81 pontos. Este foi o sétimo título nacional do Flamengo, treinado pelo português Jorge de Jesus.
     Flamengo festa no rio
    E se não bastasse a tríplice coroa - Estadual, Nacional e Libertadores - o Flamengo poderá conquistar também o seu quarto título em 2019. E não será um título qualquer. Como campeão da América, o rubro-negro vai disputar o título mundial de Clubes, sendo que no dia 17 de dezembro deverá enfrentar o Liverpool, campeão europeu.
    Assim, a torcida flamenguista, que recebeu os campeões da Libertadores, neste domingo, numa grande festa na Cidade Maravilhosa, deve continuar festejando, agora, mais um título do Brasileirão. É o carnaval de 2019 antecipado pelos flamenguistas em todo o Brasil. Parabéns, Flamengo! (Renato Ferreira)

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