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NO MARACANÃ (NÃO MARACANAZO):  Brasil não precisa temer o Peru na final da Copa América

NO MARACANÃ (NÃO MARACANAZO): Brasil não precisa temer o Peru na final da Copa América Featured

Levando-se em conta o número de craques de cada seleção, o Brasil é o franco favorito diante do Peru. Não acredito em novo Maracanazo.

 

Opinião: Renato Ferreira

Neste domingo 07 de Julho, às 17h, o histórico e lendário Maracanã será sede de mais uma decisão da Seleção Brasileira de Futebol. Fosse em outros tempos de Pelé, Tostão, Garrincha, Pepe, Zico, Júnior, Ronaldinho Gaúcho, Romário, Bebeto e Ronaldo Fenômeno, quando a Seleção reunia verdadeira constelação de craques e gênios, com certeza, a torcida estaria mais esperançosa e até vibrando nas ruas, mesmo num domingo congelado como este.
Mas, mesmo assim, levando-se em conta o número de craques de cada seleção, não dá para acreditar em outro resultado, senão uma vitória convincente dos brasileiros e, consequentemente, mais um título da Copa América. Não acredito em outro Macanazo, quando em 1950, com o velho Maracanã superlotado, viu o Uruguai vencer o Brasil na final da Copa, calando o Estádio e fazendo milhões de brasileiros chorar de Norte a Sul, passando para a história o termo Macaranaço, ou Maracanazo em espanhol.
Sem Neymar é melhor
E há um fator que, em minha opinião, ajuda a aumentar a esperança de vitória neste domingo. Fato que pode provocar a discordância de alguns. É a ausência de Neymar. Mas, como assim, o Brasil ser mais favorito por jogar sem o seu melhor jogador na atualidade?
Sim. Realmente, ninguém pode negar o grande futebol do craque revelado pelo Santos e que brilha na Europa. Porém, ao contrário do que Pelé, Tostão, Zico e outros gênios faziam, quando usavam jogadas individuais só quando era necessário para o coletivo, Neymar faz, exatamente, o contrário.
Ele próprio se sente a "estrela" máxima da equipe de Tite e ainda se sente contrariado quando joga sem a faixa de capitão. Só que, apesar de todo esse nome, a "genialidade" de Neymar não se reflete dentro das quatro linhas, além da fama mundial de cai-cai. E pelas histórias que conhecemos de boleiros, quando a fama de craque não se reflete em campo e atrapalha o coletivo, acaba provocando bronca e até boicote dos demais atletas que jogam em função da equipe.
Assim, os resultados da Seleção nesta Copa América que, aos trancos e barrancos, chegou à decisão, deixam claro que o time de Tite não depende exclusivamente de Neymar. Alisson, Daniel Alves, Casemiro, Philippe Coutinho, Cebolinha, Firmino, Gabriel Jesus e cia. já mostraram que podem vencer até com tranquilidade a seleção peruana, onde brilha somente a estrela do craque Paolo Guerreiro ao lado de outros dez esforçados jogadores.
Histórico
Como já diziam os antigos boleiros "filósofos" que "futebol é uma caixinha de surpresa" e "cada jogo é um jogo e vice-versa", não podemos acreditar no título de hoje, apenas contando com a grande vantagem que o Brasil leva sobre o Peru ao longo da história. Mas, os cinco títulos mundiais do Brasil, contra nenhum do Peru, e o placar entre as duas seleções ao longo da histórias, só fazem aumentar o nosso favoritismo de daqui a pouco no Maracanã.
No último jogo da fase de classificação, dia 22/06, na Arena Corinthians, o Brasil goleou os peruanos por 5 a 0, numa partida, com certeza, mais convincente, até mesmo mais do que os 2 a 0 sobre a 'poderosa" Argentina, no Mineirão, pela semifinal, com Messi e tudo.
Mas, como "cada jogo é um jogo, e vice-versa", é melhor ficar na torcida pelo Brasil e só festejar a vitória depois dos 90 minutos, possível prorrogação ou mesmo decisão por pênaltis. Afinal, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
Mas, aqui no meu cantinho, acredito, sim, no título e não numa reedição do Maracanazo. Até para vingarmos 1978, quando os peruanos se venderam para a Argentina. Eles perderam por 8 a 0, em Buenos Aires, único resultado que classificaria os argentinos e tiraria o Brasil. A Argentina, claro, foi campeã. Com certeza, o Messi, que disse que esta Copa está armada para o Brasil ser campeão, não conhece esse lado obscuro dos seus companheiros de 1978. (Renato Ferreira)

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