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COPA LIBERTADORES: Grêmio perde em casa e River Plate vai à final

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Time argentino fez gol da classificação aos 49 minutos do segundo tempo depois de marcação polêmica do árbitro de vídeo, na Arena Grêmio, em Porto Alegre. Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, ficou revoltado com a arbitragem
 
Nesta terça-feira, 30/10, o atual campeão, o Grêmio caiu na semifinal da Copa Libertadores. O time gaúcho chegou a estar vencendo a partida, mas perdeu de virada para o River Plate por 2 a 1, na Arena, em Porto Alegre. O gol da classificação argentina saiu só aos 49 minutos, de pênalti, após marcação do VAR (assistente de árbitro de vídeo, na sigla em inglês).
O time do técnico Marcelo Gallardo agora espera o vencedor do duelo entre Palmeiras e Boca Juniors. As duas equipes se enfrentam nesta quarta, no Allianz Parque — os argentinos têm a vantagem de terem vencido a primeira partida por 2 a 0.
A situação do Grêmio só parecia fácil. O time não se deixou levar pela aparente tranquilidade já que havia vencido por 1 a 0 no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. Sempre muito perigoso mesmo fora de casa, o River brigou literalmente até o final. A coisa bem que parecia controlada para o Grêmio a partir dos 35 minutos do primeiro tempo, quando Leonardo abriu o placar.
Preocupado com as investidas dos atacantes Lucas Pratto e Borré, Gaúcho ainda que jogou o time para frente e tratou de promover a entrada do artilheiro Everton. O jovem saiu cara a cara com o goleiro Armani, mas perdeu o gol que acabou fazendo falta. Pouco tempo depois, aos 36 minutos do segundo tempo, Borré marcou de cabeça.
Os argentinos tanto insistiram que conseguiram um pênalti aos 41 minutos. Não sem uma dose extra de polêmica. O árbitro Andres Cunha entendeu que Bressan colocou a mão na bola depois de chute a queima-roupa de Scocco. O jogador foi expulso já que havia recebido o primeiro cartão amarelo logo que entrou em campo na metade da etapa complementar. Na cobrança, depois de oito minutos de indefinição, Gonzalo Martínez marcou o gol da classificação para a improvável festa argentina em Porto Alegre.
A Conmebol ainda não oficializou, mas as finais devem acontecer em 7 e 28 de novembro. (Fonte: R7)
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    Como todos sabem a colonização espanhola na América  começou com a chegada de Cristóvão Colombo às Antilhas em 1492, quando ele procurava um novo caminho para as Índias. E para consolidarem o seu domínio em territórios americanos, os espanhóis tiveram que travar muitas batalhas contra os habitantes nativos do continente, como, por exemplo, os impérios Inca, Asteca e dos Maias.

    Depois de vários séculos de lutas das colônias, muitos países da região foram se libertando e nesse contexto aparecem verdadeiros heróis, como Simón Bolivar, um militar liberal e líder político venezuelano, reconhecido como o "Libertador da América", do domínio espanhol.

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    Mas, em 2018, depois de 58 anos de disputa, a Libertadores foi decidida fora da América do Sul. Curiosamente, o título foi decidido na Espanha, depois de uma verdadeira batalha campal em Buenos Aires, que poderia lembrar até as batalhas espanholas para dominar a América.

    No primeiro jogo, em La Bombonera, dia 11/12, houve empate entre dois maiores rivais argentinos, no jogo que é conhecido como o Super Clássico. Esse primeiro jogo já havia ficado tenso, uma vez, que foi adiado de sábado, 10, para domingo, devido ao verdadeiro temporal sobre a capital argentina.

    A segunda partida, dentro das condições normais de um povo civilizado, estava marcada para o dia 24, no Monumental de Nuñes, a casa do River Plate. Só que o que se viu naquele sábado, foi uma verdadeira batalha nas ruas de Buenos Aires. Os torcedores do River atacaram o ônibus do Boca com pedradas e atingiram diversos jogadores.

    Diante da pancadaria, a polícia foi obrigada a entrar e o que não faltou foi também pancadaria por parte dos policiais e bombas de gás lacrimogênio por toda a região do Monumental, e claro, inviabilizando a realização da partida.

    Posteriormente, houve várias idas e vindas da Conmebol no sentido de encontrar um outro local para a decisão da Libertadores 2018, desde que não fosse em território argentino.

    Diversas Arenas do Brasil, como o Mineirão, Maracanã, e de outros estados, como também de outros Continentes, se ofereceram para sediar a partida final entre os dois rivais argentinos.

    Por fim, a Confederação Sul-Americana de Futebol resolveu aceitar a oferta do Real Madrid e, então, o jogo foi realizado no último domingo, 9, em terras espanholas.

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    Assim, depois de tantas batalhas entre os povos de lá e de cá para dominar e para se libertar, os times da ex-colônia disputaram a Libertadores da América em terras dos ex-colonizadores. (Renato Ferreira)

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