Terça, 11 Dezembro 2018 | Login

PT cai no conto dos mineiros, pois, a derrota da ex-presidente é uma das maiores do partido e ajuda a enterrar a narrativa de golpe. E enquanto Dilma foi derrotada em Minas, em São Paulo, Janaína Paschoal foi eleita deputada estadual com mais de 2 milhões de votos

Por Renato Ferreira -  

Líder nas pesquisa desde o início da campanha para o Senado, em Minas Gerais, Dilma Rousseff sofreu, com certeza, a maior derrota de sua carreira política, que também foi uma das maiores do PT nas eleições de 2018, ao lado da derrota de Eduardo Suplicy, também ao Senado, em São Paulo. De líder nas pesquisas até o dia das eleições, Dilma Roussef amargou um humilhante quarto lugar nas urnas.

Acusada de improbidade administrativa ao implementar as conhecidas pedaladas fiscais, a ex-presidente sofreu o impeachment em agosto de 2016 e, desde aquela época, o PT e seus aliados criaram a tese do golpe, afirmando que o impeachment teria sido uma armação da oposição, da elite econômica e da imprensa. Sofrendo o impeachment, Dilma deveria perder também os direitos políticos por oito anos. 

Só que durante o processo de votação do impeachment no Senado, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, e o presidente da Casa, Renan Calheiros (MDB), rasgaram a Constituição Federal e implementaram uma inovação em benefício da ex-presidente. Com o impeachment, Dilma perderia também os direitos políticos por oito anos. Porém, Lewandowski e Calheiros apresentaram uma nova proposta em desacordo com a Constituição: a petista deveria perder o mandato, mas, permanecer com os direitos políticos. Apesar de absurda, a proposta foi aprovada pela maioria dos senadores.

E para reforçar a tese de golpe, Lula pediu, então, que Dilma Rousseff transferisse seu domicílio eleitoral para Minas e concorrese ao Senado. Depois de pesquisar outros estados, o PT chegou à conclusão de que Minas seria o melhor colégio eleitoral para essa volta de Dilma ao cenário político através do voto. Na avaliação de Lula, além do estado ser governado pelo petista Fernando Pimentel, candidato à reeleição, o caminho para Dilma seria facilitado uma vez que os mineiros estariam também decepcionados com o senador Aécio Neves (PSDB), acusado de crimes na operação Lava Jato. Aécio foi derrotado por Dilma nas eleições presidenciais em 2014.

Ainda na pré-campanha, as pesquisas indicarvam que o PT teria acertado nessa avaliação. Dilma liderou com folga e a cúpula petista tinha certeza da vitória. Só que eles não combinaram isso com os mineiros no dia da votação.

No final da votação, as urnas revelaram que Dilma Roussef recebeu 2.709.223 votos, ficando atrás de Dinis Pinheiro (Solidariedade), com 3.251.175 votos, Jornalista Carlos Viana (PHS), eleito com 3.568.658 votos, e Rodrigo Pacheco (DEM), eleito com. 3.616.864 votos. E para completar a derrota petista em Minas, o governador Pimentel ficou em terceiro lugar.

Dilma X Janaína

Janaína Paschoal

A professora e jurista Janaína Paschoal foi eleita deputada estadual com mais de 2 milhões de votos pelo partido de Bolsonaro

E essa derrota de Dilma Roussef, em Minas, que remete ao impeachment, pode ser confrontada também com a estupenda vitória da jurista Janaína Paschoal (PSL), eleita deputada estadual em São Paulo com mais de 2 milhões de votos, a maior votação de um deputado estadual na história do Brasil. Como co-autora do pedido de impeachment, Janaína foi uma das vozes mais ativas a favor do impeachment da petista Dilma Rousseff. (Renato Ferreira)

 

Nesta terça-feira, 09/10, o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Márcio França (PB), esteve em Osasco, região Oeste da Grande São Paulo, onde autorizou o início de obras na cidade e também reiterou suas críticas ao tucano João Dória, seu adversário no segundo turno das eleições. Acompanhado do prefeito de Osasco, Rogério Lins, de outros prefeitos da região e de vereadores, França visitou o Hospital Regional, no bairro de Presidente Altino.

França em Osasco 3

Os prefeitos Lili Aymar, de Araçariguama, e Rogério Lins (Osasco), durante visita de Márcio França ao Hospital Regional

Dentre outras melhorias para a cidade, Márcio França anunciou o funcionamento de 100 novos leitos no Hospital Regonal, sendo 21 de UTI, a implantação de uma AME (Ambulatório Médicos de Especialidades), antiga reivindicação da cidade, e também anunciou a aprovação da construção da uma nova entrada de Osasco pela rodovia Castelo Branco.

Sobre o segundo turno em São Paulo, em coletiva fora do hospital, Márcio França disse que confia numa vitória e que ficará neutro na disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). "O nosso compromisso é trabalhar pela união e pelo desenvolvimento do Estado de São Paulo sempre com a verdade e cumprindo a palavra", disse França. Por outro lado, o tucano João Doria declarou apoio para Jair Bolsonaro.

França em Osasco 2

Além de Rogério Lins, estiveram também acompanhando o governador em Osasco, os prefeitos Marcos Neves (Carapicuíba), Paulo Barufi (Jandira), Gregório Maglio (Pirapora do Bom Jesus), Josué Ramos (Vargem Grande Paulista), e Lili Aymar (Araçariguama), além dos vereadores Mário Luiz Guide, Batista Comunidade, Antonio Toniolo, Daniel Matias e Ribamar Silva. (Renato Ferreira)

A decepção com a corrupção e com a falta de segurança continuará marcando a disputa entre Haddad/Lula e Jair Bolsonaro, já evidenciada no primeiro turno
 
Apesar de mais de dez candidatos disputando o primeiro turno das eleições presidenciais, neste domingo, 07/10, as urnas revelaram que disputa ficou mesmo polarizada entre o petismo e o antipetismo. E no próximo dia 28, essa disputa será ainda mais acirrada entre o deputado federal Jair Bolsonaro, candidato do PSL, e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, do PT.
No primeiro turno, Bolsonaro recebeu 49.276.897 votos, ou 46,03% dos votos válidos. Enquanto Hadad ficou com 31.341.997 votos, ou 29,28% do total. Portanto, com mais 4% dos votos, Bolsonaro teria sido eleito Presidente do Brasil. Ele venceu em quatro regiões - Sul, Norte, Centro-Oeste e Sudeste -, enquanto Haddad venceu somente na região Nordeste. O petista Haddad precisará tirar uma diferença de mais de 18 milhões de votos para superar o candidato do PSL.Para os especialistas, dentro de uma campanha normal, dificilmente Bolsonaro perderá a eleição.

Onda Bolsonaro

A onda Bolsonaro influenciou também as eleições para senadores, deputados federais e estaduais. O candidato ao Senado do PSL por São Paulo, Major Olímpio, foi eleito com mais de 9 milhões de votos, enquanto o filho de Bolsonaro, Flávio, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, venceu com mais de 4 milhões de votos. Para a Câmara Federal, outro filho de Bolsonaro, Eduardo, obteve quase dois milhões de votos em São Paulo, e Janaína Paschoal, uma das autoras do impeachment de Dilma Roussef, foi eleita deputada estadual em São Paulo com mais de 2 milhões votos, a maior votação na história do Brasil para as Assembleias Legislativas.

Por outro lado, o PT viu diminuir a sua bancada na Câmara e ainda não reelegeu o senador fluminense, Lindbergh Farias, no Rio de Janeiro. E para piorar, o partido do Lula também não conseguiu eleger para o Senado, Eduardo Suplicy, em São Paulo, e Dilma Rousseff, em Minas Gerais. Ambos lideravam as pesquisas eleitorais até domingo.
Agora, no segundo turno, Haddad já adiantou que vai aumentar as críticas contra as propostas "autoritárias, segundo ele, de Jair Bolsonaro. O petista vai continuar também defendendo os programas e os governos de Lula.
Por outro lado, Jair Bolsonaro já aumentou suas críticas ao candidato petista que, segundo ele, não passa de "pau mandado" do ex-presidente Lula. Para reforçar essa tese de Bolsonaro, nesta segunda-feira, Haddad esteve novamente com Lula, que se encontra preso na Polícia Federal de Curitiba.
Os apoios que cada um dos candidatos receberá nesse segundo serão decisivos para a definição da eleição. (Renato Ferreira)
Veja a seguir a votação dos demais candidatos:
Ciro Gomes (PDT): 13.344.353 votos (12,47%);
Geraldo Alckmin (PSDB): 5.096.341 votos (4,76%);
João Amoêdo (Novo): 2.679.728 votos (2,5%);
Cabo Daciolo (Patriota): 1.348.323 votos (1,26%);
Henrique Meirelles (MDB): 1.288.948 votos (1,2%);
Marina Silva (Rede): 1.069.575 votos (1%);
Alvaro Dias (Podemos): 859.600 votos (0,8%);
Guilherme Boulos (Psol): 617.120 votos (0,58%);
Vera Lúcia (PSTU): 55.762 votos (0,05%);
Eymael (DC): 41.710 votos (0,04%);
João Goulart Filho (PPL): 30.176 votos (0,03%).

No mesmo horário do debate na Globo, a Record exibiu uma entrevista exclusiva gravada na residência de Bolsonaro 

 

Ao contrário de anos anteriores, com seus debates decisivos e com grande audiência, o debate da Globo de 2018, o último antes do primeiro turno, nesta quinta-feira, 04/10, acabou sendo um encontro morno entre os candidatos à Presidência da República. Por recomendação médica, Jair Bosonaro, do PSL, não compareceu ao encontro.

E não foi somente a ausência de Bolsonaro que esvaziou o debate da Globo. Também nesta quinta-feira, a mais recente pesquisa do Dafolha caiu como um balde de água fria nos demais candidatos. Bolsonaro continua se distanciando na liderança e, agora, já aparece com 39% dos votos válidos, contra 25% do petista Fernando Haddad.

Bolsonaro na Record

Considerando os votos nulos e brancos, a pesquisa mostra Bolsonaro com 35% das intenções de votos, contra 22% de Fernando Haddad. Bem atrás aparecem Ciro Gomes (PDT), com 11%; Geraldo Alckmin (PSDB) 8%; e Marina Silva (Rede), 4%.

Mesmo aparecendo em segundo lugar, Haddad não se mostra confortável na campanha. O crescimento de Bolsonaro fez acender o sinal amarelo na campanha petista, pois isso pode significar também a possibilidade de Bolsonaro vencer já no primeiro turno.

Mesmo ausente, o nome de Bolsonaro acabou sendo bastante mencionado de forma crítica pelos presidenciáveis. Ele foi criticado porque não compareceu ao debate por recomendação médica, mas, no entanto, deu entrevista para a concorrente Record, cuja entrevista foi ao ar no mesmo horário do debate na Globo.

Candidato do MDB ao governo de São Paulo afirma que o país precisa de um governo "com seriedade absoluta, sem corrupção e que pense no Brasil"
O candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, declarou nesta quinta-feira, 04/10, seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência em um eventual segundo turno contra Fernando Haddad (PT).
"Não tenho dúvida nenhuma de que em um segundo turno entre o PT e o Bolsonaro eu apoiarei o Bolsonaro", afirmou o presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Neste momento, Skaf diz sentir a possibilidade de vitória de Bolsonaro já no próximo domingo (7). “Se der o resultado em um primeiro turno, eu vejo com bons olhos, porque o Brasil não correria riscos”, avalia ele, que garante seguir ao lado de Henrique Meirelles, candidato à Presidência pelo MDB, neste primeiro turno.
Ao defender Bolsonaro, Skaf avalia ter um plano de governo semelhante ao do militar da reserva. "Da mesma forma que eu não aceitei nenhum tipo de coligação para estar totalmente desimpedido de montar um governo com pessoas sérias e competentes, o Bolsonaro também não aceitou e está com a mesma liberdade", completa.
Skaf ainda classifica a possibilidade de vitória de Haddad como "um risco" para o país. "O PT já teve a oportunidade e nós já vimos o resultado. Neste momento, eu creio que o que o Brasil está precisando é um governo diferente, com seriedade absoluta, sem corrupção e que realmente pense no Brasil", afirma.(Fonte: Conteúdo R7)

TRAGICÔMICO!
Depois do #ELENÃO, Bolsonaro aumenta vantagem sobre os adversários

 

 

Dizem que nos próximos atos contra o Bolsonaro, as mulheres esquerdistas vão se manifestar em frente aos Institutos Ibope e Datafolha para implorar: #Elenãopodesubirmais

TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras.

Veja o vídeo aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1976574252432805?

Jamais na história deste país, as eleições gerais tiveram um caráter tão plebiscitário como as eleições deste ano, com a campanha polarizada entre os que querem o petismo de volta e aqueles que repudiam essa possibilidade. Até agora, segundo as pesquisas, o antipetismo está vencendo

Por Renato Ferreira - 

No próximo domingo, 07/10, os mais de 147 milhões de eleitores brasileiros - total: 147.302.354 - vão às urnas para votar para Presidente da República, Senadores, Governadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais. E o fato mais revelante desta campanha, como revelam as pesquisas eleitorais, as manifestações de rua e os debates entre candidatos, é a polarização entre Jair Bolsonaro, candidato do PSL, e Fernando Haddad, candidato do PT. Haddad substituiu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra preso e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Com base na Lei de Ficha Limpa, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) impugnou a candidatura de Lula.

Assim, a eleições 2018 se transformaram num plebiscito entre o petismo e antipetismo. E foi o deputado Federal, Jair Bolsonaro, do Rio de Janeiro, que, nos últimos quatro anos, soube incorporar esse sentimento antipetista. Ele faz um discurso em sintonia com os milhões de brasileiros que foram às ruas em manifestções gigantes contra a corrupção e contra a presidente petista Dilma Rousseff, que acabou sofrendo o impeachment em 2015. E para reforçar ainda mais o clima antipetista, os defensores de Bolsonaro afirmam que se o Haddad ganhar, quem vai governar o país, de fato, será o Lula. Como bandeiras, os petistas defendem o aborto, o casamento homoafetivo, a ideologia do gênero e a estatização de empresa, exatamente, o contrário do que defendem os antipetistas.

Mensalão e Petrolão

Esse clima de antipetismo não surgiu da noite para o dia. Ele é fruto de uma somatória de escândalos que acabaram atingindo o PT, muito mais que aos outros partidos, justamente, porque o auge desses escândalos aconteceu durante os governos petistas a partir de 2003. 

Primeiro foi o mensalão, que surgiu em 2005 com a denúncia de compra de parlamentares feita pelo ex-deputado federal, Roberto Jefferson (PTB-RJ). A denúncia atingiu em cheio o governo Lula e parlamentares de diversos partidos. O ex-deputado e ex-ministro a Casa Civil, José Dirceu, não conseguiu se livrar da acusação e acabou deixando o governo como também perdeu o mandato de deputado. Hoje, condenado a quase 30 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Dirceu foi beneficiado por uma decisão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), e aguarda os recursos em liberdade.

Sem uma oposição aguerrida, principalmente, por parte do PSDB, Lula conseguiu se reerguer e foi reeleito, em 2006, como também elegeu Dilma Roussef como sucessora em 2010. Dilma foi reeleita em 2014, mas, em 2015, sofreu o impeachment.

Prisão de Lula

Depois dos dois mandatos de Lula e ainda a eleição e reeleição de Dilma Roussef, o que o Brasil não esperava era a revelação de um esquema de corrupção muito mais grave que o mensalão; era po petrolão. Esquema de desvio de bilhões da Petrobras, a maior empresa brasileira. Em conluios com um cartel de empreiteiras, o governo recebia propinas como recompensa dos benefícios em contratos com as empreiteiras no Brasil e no Exterior.

Em delações premiadas, diretores da Petrobras, ex-parlamentares e empreiteiros deram detalhes do esquema em depoimentos no âmbido da Operação Lava Jato sob o comando do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Além das prisões diretores da empresa estatal de petróleo, parlamentares, tesoureeiros petistas, ex-ministros e de empreiteiros, a Lava Jato acabou condenando e levando também para a prisão o ex-presidente Lula, condenado em apenas um dos processos que responde na Justiça.

E com essa somatória de escândalos, de investigações e de prisões, o PT foi perdendo a sua grande identidade de partido que lutava contra a corrupção e se transformando numa legenda como qualquer outra. Nas eleições municipais de 2016,  a legenda de Lula começou a colher os frutos desse clima de antipetismo. Mesmo tendo Lula como o principal cabo eleitoral, o PT perdeu muitas prefeituras, diminiu muito suas bancadas nas Câmaras Municipais, além de não ter conseguido reeleger prefeitos em grandes Capitais, como em São Paulo, com Fernando Haddad.

PT x Bolsonaro

Agora, a poucos dias das eleições, apesar da disputa ser entre mais de dez candidatos, a campanha ficou polarizada entre o candidato do PT e Jair Bolsonaro. Antes, candidaturas que se apresentavam como viáveis e fortes, como as de Álvaro Dias (Podemos), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e, sobretudo, de Geraldo Alckmin (PSDB), que detém o maior tempo de progaganda eleitoral, não atraíram a atenção da massa eleitoral e, consequentemente, não decolaram. 

Ao contrário de seus adversários, Jair Bolsonaro iniciou a campanha já com um alto índice aceitação popular e só cresceu nas pesquisas. Segundo a pesquisa do Ibope, divulgada nesta segunda-feira, 1, ele subiu 4 pontos e chegou aos 31% das intenções de voto, 10 pontos à frente do petista Fernando Haddad, que estacional nos 21%. Os números são idênticos aos da pesquisa do Datafolha, divulgada nesta terça-feira, 2. Segundo o Datafolha, Bolsonaro tem 32% das intenções de voto, contra 21% de Haddad. Nos índices de rejeição, Bolsonaro oscilou para baixo, tendo 44 no Ibope e 45 no Datafolha, enquanto Haddad disparou 11 pontos na rejeição, aparecendo com 39 no Ibope e 41 no Datafolha.

Esse clima plebiscitário da campanha pode ser observado também nos debates e nas manifestações de rua. Nos dois últimos debates, no SBT e na Record, sem Bolsonaro, que continua se restabelecendo da facada que sofreu no dia 6 de setembro, em Juiz de Fora, Fernando Haddad acabou se transformando principal alvo dos adversários.Também nas manifestações do último final semana, o clima de petistas e antipetistas ficou muito claro.

No sábado, 29, milhares de mulheres, vestindo vermelho, foram para as ruas do Brasil para se manifestar contra Bolsonaro, defendendo, dentre outas bandeiras, o aborto, legalização das drogas, casamento homoafetivo e a ideologia de gênero. Já no domingo, 30, outros milhares de pessoas, vestindo verde a amarlo, se manfestaram a favor de Bolsonaro,  em defesa da família, contra a legalização das drogas, a favor da escola sem partido e também pelo endurecimento de penas contra criminosos e traficantes. (Renato Ferreira)

 

 

 
Segundo o ex-ministro, Lula conhecia o esquema de corrupção na Petrobras desde 2007
 
O ex-ministro Antonio Palocci (governos Lula e Dilma) detalhou, em delação premiada, o suposto loteamento de cargos na Petrobras com o fim de captação de recursos para campanhas petistas
No primeiro termo de sua colaboração com a Polícia Federal, tornado público nesta segunda-feira, 1, pelo juiz federal Sérgio Moro, reafirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria conhecimento de esquemas de corrupção na estatal.
A delação de Palocci contém uma narrativa minuciosa e explica como foi montado o esquema de propinas e loteamento de cargos estratégicos atendendo interesses de partidos políticos na Petrobras, a partir das indicações de Paulo Roberto Costa (Diretoria de Abastecimento) e de Renato Duque (Serviços).
No 1º andar do Palácio
O relato do ex-ministro aponta, inclusive, locais onde o ex-presidente teria tratado pessoalmente da ocupação dos cargos na estatal, o 1.º andar do Palácio do Planalto.
"Em fevereiro de 2007, logo após sua reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva convocou o colaborador, à época deputado federal, ao Palácio da Alvorada, em ambiente reservado no primeiro andar, para, bastante irritado, dizer que havia tido ciência de que os diretores da Petrobras Renato Duque e Paulo Roberto Costa estavam envolvidos em diversos crimes no âmbito das suas diretorias", relatou Palocci.
Ainda segundo o ex-ministro, Lula indagou dele "se aquilo era verdade, tendo respondido afirmativamente".
"Que (Lula) então indagou ao colaborador quem era a pessoa responsável pela nomeação dos diretores; Que o colaborador afirmou que era o próprio Luiz Inácio Lula da Silva o responsável pelas nomeações; Que também relembrou a Luiz Inácio Lula da Silva que ambos os diretores estavam agindo de acordo com parâmetros que já tinham sido definidos pelo próprio Partido dos Trabalhadores e pelo Partido Progressista."
Segue a delação de Palocci. "Acredita que Lula agiu daquela forma porque as práticas ilícitas dos diretores da estatal tinham chegado aos seus ouvidos e ele queria saber qual era a dimensão dos crimes, bem como sua extensão, e também se o colaborador aceitaria sua versão de que não sabia das práticas ilícitas que eram cometidas em ambas as diretorias, uma espécie de teste de versão, de defesa, com um interlocutor, no caso, o colaborador; Que essa prática empregada por Lula era muito comum."
Palocci está preso desde setembro de 2016, alvo da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. O juiz Moro o condenou em uma primeira ação a 12 anos e dois meses de reclusão.
O termo número 1 de colaboração do ex-ministro foi anexado à mesma ação penal em que ele confessou crimes pela primeira vez. O processo se refere a supostas propinas de R$ 12,5 milhões da Odebrecht ao ex-presidente por meio da aquisição de um apartamento em São Bernardo do Campo e de um terreno onde supostamente seria sediado o Instituto Lula, que teria sido bancado pela empreiteira.
Em setembro de 2017, Palocci confessou crimes em depoimento no âmbito desta ação penal, em que atribuiu a Lula um "pacto de sangue" de R$ 300 milhões entre Lula e a empreiteira.
Segundo o ex-ministro, no primeiro governo Lula, a Odebrecht, "alinhada ao PP", passou a "atuar" para derrubar o então diretor da estatal, Rogério Manso, único remanescente do governo Fernando Henrique Cardoso. De acordo Palocci, Manso teria imposto "dificuldades" à empreiteira.
Palocci afirma que "isso se deu porque o PP estava apoiando fortemente o governo e não encontrava espaço em Ministérios e nas estatais" e que Lula estava "observando esse cenário".
"Lula decidiu resolver ambos os problemas indicando Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento", diz, em colaboração.
Segundo Palocci, a indicação "também visava garantir espaço para ilicitudes, como atos de corrupção, atendia tanto a interesses empresariais quanto partidários". Ele afirma que "assim, nas Diretorias de Serviço e Abastecimento houve grandes operações de investimentos e, simultaneamente, operações ilícitas de abastecimento financeiro dos partidos políticos".
O ex-ministro ainda diz que "o governo não sabia, à época, qual era o ganho pessoal dos diretores nessas operações" e que "isso não interessava ao governo que, embora não gostasse da prática, não trazia grandes preocupações".
Palocci relata que se sabia que já existia na estrutura da Petrobras, em áreas de menor escalão, cometimento de ilicitudes e que "se julgava que isso era o mínimo aceitável dentro de uma engrenagem tão grande como a da Petrobras, prática que é comum dentro de grandes empresas públicas e privadas, salvo raríssimas exceções".
O ex-ministro relata que "era comum Lula, em ambientes restritos, reclamar e até esbravejar sobre assuntos ilícitos que chegavam a ele e que tinham ocorrido por sua decisão" e que "a intenção de Lula era clara no sentido de testar os interlocutores sobre seu grau de conhecimento e o impacto de sua negativa".
O ex-ministro ainda diz que "explicitou a Lula que ele sabia muito bem porque houve a indicação pelo PP de um diretor, uma vez que o PP não fez aquilo para desenvolver sua política junto à Petrobras, até porque nunca as teve", e que a "única política do PP era a de arrecadar dinheiro".
Palocci afirmou ainda "que não havia sentido em se acreditar que o PP estaria contribuindo com políticas para a exploração do petróleo".
Defesa
Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou: "A conduta adotada hoje pelo juiz Sérgio Moro na Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula.
Moro juntou ao processo, por iniciativa própria ('de ofício'), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais.
Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena - 2/3 com a possibilidade de 'perdão judicial' - e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias." (Fonte: Íntegra da matéria de O Estado de Minas)
Tags #lava jato #moro #delação #Palocci#Lula
Segunda, 01 Outubro 2018 01:01

FALA CANDIDATO! Tema de hoje é: TURISMO

Notícias & Opinião entrevista candidatos a deputado Estadual e Federal sobre seis temas importantes para a sociedade

São 11 candidatos da região Oeste da Grande São Paulo e Capital. O objetivo é saber como eles vêem e quais soluções poderão apresentar como parlamentares para melhorar as áreas de Segurança Pública, Saúde, Educação, Transporte/Mobilidade Urbana e Turismo, como também para combater a Corrupção.

Entrevistamos os seguintes candidatos: Francisco Rossi (PR), Gelso Lima (Podemos), Dr. Alexandre Bussab (PSL), Délbio Teruel (Podemos), Tinha Di Ferreira (PTB), De Paula (PSDB), Jô Antiório (PSD), Ralfi Silva (Podemos), Coronel Tadeu (PSD), CLaudio Piteri (PPS) e Dr. Lindoso (PSDB).

Os vídeos com cerca de 3m30s, em média, estão sendo veiculados, dia sim, dia não, no período de 27 de agosto ao dia 30 de setembro, sempre às 18h.

Hoje, Francisco Rossi, Jô Antiório, Claudio Piteri e Ralfi Silva falam sobre o tema Turismo.

Esperamos, assim, poder contribuir com a discussão de temas importantes, que hoje estão entre as principais reclamações do povo brasileiro.

Veja o vídeo aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1973351026088461?

 
O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), declarou apoio no sábado, 29, em Jair Bolsonaro, deputado federal e candidato a presidente da República pelo PSL. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o PRB, partido ligado à Universal, já manifestou internamente predileção por Bolsonaro num segundo turno entre ele e o candidato do PT, ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad, cenário mais provável segundo pesquisas de intenção de voto. O partido coligou-se ao tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno, mas prepara-se para entrar na campanha de Bolsonaro. A informação foi publicada no sábado, pelo jornal O Globo.
O religioso da maior igreja neopentecostal do País e a mais influente eleitoralmente usou seu perfil oficial certificado no Facebook para responder ao questionamento de um fiel da IURD, que desejava saber quem ele apoiaria na eleição para presidente da República.
O corretor de imóveis Antonio Mattos, simpatizante de Bolsonaro, comentou em um vídeo de Macedo, cujo conteúdo não tinha a ver com eleição: "Queremos saber bispo (sic) do seu posicionamento sobre a eleição pra presidente". O bispo Macedo respondeu de forma direta: "Bolsonaro".
Em eleições anteriores, a Igreja Universal apoiou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), hoje candidata ao Senado em Minas Gerais. O PRB, partido ligado à igreja criado durante o governo Lula, participou das duas últimas gestões petistas, mas desembarcou do governo e apoiou o impeachment. A sigla comanda o Ministério da Indústria no governo Michel Temer.
A Universal decidira ficar "neutra" na disputa presidencial, sem fazer declarações oficiais, nem indicar posição. Uma fonte com trânsito na cúpula da denominação disse que a posição poderia ser revista ao longo da semana, e outros líderes religiosos evangélicos esperavam um posicionamento do Bispo Edir Macedo. Oficialmente, a Universal disse à reportagem, na quinta-feira à noite, que "incentiva a todos os cristãos, de todas as denominações, a escolherem candidatos comprometidos com os valores da família e da fé".
Um dos elos entre a campanha de Bolsonaro e líderes da Universal são os integrantes da comunidade judaica que colaboram com a campanha do PSL e mantêm vínculos com religiosos graduados da igreja. A Universal adotou a simbologia judaica, e o ex-capitão do Exército também passou a se posicionar de acordo com bandeiras defendidas por Israel. Em 2016, viajou ao País com os filhos, e foi batizado no Rio Jordão pelo pastor Everaldo Pereira, da Assembleia de Deus Ministério Madureira. (Extraído do Jornal O Estado de Minas)

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