Sábado, 21 Setembro 2019 | Login
Hoje, os criminosos podem até continuar aterrorizando no Brasil, mas, o ´diálogo' com a Polícia mudou.
 
 
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel elogiou o trabalho “muito técnico” feito pela Polícia Militar no caso do sequestro do ônibus no início da manhã desta terça-feira, 20/08, na Ponte Rio-Niterói. A ocorrência terminou com o sequestrador abatido por atiradores de elite.
“O ideal é que todos saíssem com vida, mas nós tivemos que tomar uma decisão de salvar os reféns. O que nós assistimos foi um trabalho muito técnico da Polícia Militar. Todo tempo eu fiquei monitorando para fazer o meu trabalho como governador e a Polícia Militar, usando os atiradores de elite, escolheu a melhor oportunidade para salvar os reféns. A técnica é da Polícia Militar. Nós nos mobilizamos rapidamente e tentamos evitar o transtorno para a sociedade”, disse ele no local.
Witzel chegou de helicóptero à ponte Rio-Niterói às 9h45 e desceu da aeronave fazendo gestos de comemoração, vibrando os pulsos cerrados. Ele confirmou que o homem foi morto e identificado e que não é policial. A identidade dele não foi revelada e o corpo já foi removido para a perícia.
O sequestro
Pouco antes das 6h de hoje, um homem armado sequestrou um ônibus e fez 37 reféns, obrigando o motorista a parar o veículo na altura do vão central da ponte, no sentido Rio. Ele foi morto por atiradores de elite por volta de 9h. Segundo o governador, a Secretaria de Vitimização prestará assistência aos reféns e à família do sequestrador.
“Conversei com familiares dele, um me pediu desculpa. Ele pediu desculpa a toda a sociedade, aos reféns. Disse que alguma coisa falhou na criação, a mãe está muito abalada. Nós vamos também cuidar da família dele, vamos entender esse problema para que não ocorram outras vezes”.
Segundo Witzel, a Polícia Civil já está no local para iniciar o trabalho de perícia. Ele agradeceu às corporações envolvidas e disse que os atiradores que participaram da ação serão condecorados e promovidos por bravura e pelo “trabalho de excelência” realizado.
“Muitas vezes algumas pessoas não entendem o trabalho da polícia que às vezes tem que ser dessa forma. Se não tivesse abatido esse criminoso, muitas vidas não seriam poupadas. Isso está acontecendo nas comunidades, eles estão de fuzil aterrorizando as comunidades. Se a polícia puder fazer o trabalho dela de abater quem estiver de fuzil, tantas outras vítimas serão poupadas”.
O governador disse também que as primeiras informações indicam que o sequestrador sofria de algum transtorno mental. A PM informou que a arma usada por ele era um simulacro.
O ônibus sequestrado é da Empresa Galo Branco, linha 2520, que faz o trajeto Jardim Alcântara, em São Gonçalo, até o Estácio, no Centro do Rio. O sequestrador disse ter gasolina e ameaçou incendiar o coletivo.
O tráfego foi interrompido nos dois sentidos e liberado no sentido Niterói pouco depois das 10h. Antes de ser atingido, o sequestrador havia liberado seis reféns. As primeiras negociações com o sequestrado foram feitas pela Polícia Rodoviária Federal e depois conduzidas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar.
O governador, o secretário de Estado de Polícia Militar, Rogério Figueredo, e o comandante do Bope, tenente-coronel Maurílio Nunes, concederão entrevista coletiva sobre o assunto ainda na manhã de hoje, no Palácio Guanabara. (Informações da Agência Brasil)
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A cidade de Barueri e, consequentemente, a região Oeste da Grande São Paulo, ganhará mais um Hospital Regional sob a responsabilidade do Governo do Estado. E esse grande benefício na área da Saúde será o cumprimento de um compromisso que o prefeito Rubens Furlan (PSDB) e o então, candidato ao Palácio dos Bandeirantes, João Doria (PSDB), firmaram durante a campanha eleitoral em 2018. Veja, aqui, nesta matéria de Notícias & Opinião, feita num evento ainda durante a pré campanha, em Barueri: https://www.facebook.com/noticiaseopiniao/videos/1681565818593314/

Nesta terça-feira, 07/05, Furlan esteve no Palácio dos Bandeirantes, onde se reuniu com o Governador João Doria. Dentre outros temas tratados pelos dois governantes, a construção do Hospital Regional foi um dos assuntos principais e confirmada por João Doria, conforme esclareceu Rubens Furlan.

Segundo o governador paulista, a construção do futuro Hospital será fruto de uma Parceria Público Privada (PPP), onde o governo Estadual e a Prefeitura participam juntos para viabilizar a obra.

"Já colocamos a área à disposição do Governo do Estado. O Hospital Estadual em Barueri será para atender toda nossa região. Avançamos muito nesta primeira reunião e, se tudo correr como o que planejamos, a previsão de início das obras é para ainda este ano. Fico muito feliz em poder trazer esse avanço e mais saúde para todos os moradores da região Oeste", afirmou Furlan. 

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Evento também contou com homenagem para policiais paulistas que trabalharam nas buscas de vítimas em Brumadinho.

 

O Governador João Doria participou, nesta segunda-feira 11/02, da primeira entrega de certificados de “Policial Nota 10” para 20 policiais militares, civis e técnico-científicos. A iniciativa tem o objetivo de reconhecer e estimular o bom trabalho dos policiais. A cerimônia também contou com uma homenagem aos 161 policiais paulistas que auxiliaram nas buscas e identificação de vítimas da tragédia de Brumadinho.

“Nosso Estado já tem o privilégio de ter a melhor polícia do país e nós temos que manter essa posição com o reconhecimento do trabalho, a remuneração dos seus profissionais, a qualidade técnico-científica dos trabalhos de inteligência e equipamentos que serão adquiridos ao longo dos próximos meses”, disse Doria, durante evento no Palácio dos Bandeirantes.

Doria Policial Nota 10 2

O Policial Nota 10 foi instituído no dia 29 de janeiro deste ano, por meio da resolução nº 8 da SSP. Mensalmente, 20 policiais serão homenageados. Nesta segunda, foram agraciados dez policiais militares, oito civis e dois técnico-científicos.

Destaques na Polícia Militar

O 3º sargento Leandro Schiavinatti Espim e os cabos Fábio de Almeida e Sandro de Almeida, integrantes do Corpo de Bombeiros, foram homenageados pelo resgate de um menino de 9 anos que caiu em uma galeria de água fluvial, no dia 4 de janeiro de 2019, no bairro Piratininga, em Osasco. O garoto tentava salvar um cachorro que estava sendo levado pela correnteza.

Já o cabo Ademir Rodrigues da Silva e o soldado Rodrigo Faria Chaves, do 14º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), foram agraciados pela prisão de um homem suspeito de atirar na esposa. O flagrante aconteceu em 10 de dezembro de 2018, no bairro Santa Maria, em Osasco.

Os outros cinco policiais militares, o 1° sargento Eduardo de Lima Araújo, os cabos Ailton de Araújo Anastácio e Evanildo Ferreira de Oliveira e os soldados Sérgio Augusto Ferreira Silva e Atílio Miranda Alencar, do 3º Batalhão de Policiamento Ambiental, foram homenageados por realizarem uma grande apreensão de munições e drogas em Cubatão. O caso aconteceu no dia 9 de dezembro de 2018. Duas pessoas foram presas.

Destaques nas polícias Civil e Técnico-Científica

A delegada Adriana Ribeiro Pavarina Franco, a escrivã Ana Claudia Fujikura Santos e os investigadores Carlos Cesar Postigo e Viviane dos Santos Sanches, todos da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Presidente Prudente, tiveram o reconhecimento pela prisão de um médico cardiologista, de 74 anos, acusado de abusar sexualmente de pacientes mulheres em seu consultório na cidade de Presidente Prudente. O homem foi detido no dia 18 de janeiro deste ano.

O delegado Rodrigo Borges Petrilli, o investigador Maurício Ribeiro de Campos, e os escrivães Eliana Santos São Bernardo e Diego Kuwahara de Souza, todos do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além do perito do DHPP Eduardo Tachlisky e o médico legista do IML Centro, Antônio Carlos de Pádua Milagres, foram homenageados pelo trabalho conjunto que resultou na prisão de quatro pessoas suspeitas de envolvimento na morte da policial militar Juliane dos Santos Duarte. A vítima foi levada de um bar em Paraisópolis em 2 agosto e encontrada morta quatro dias depois.

Brumadinho

O Governo do Estado de São Paulo também prestou homenagem aos policiais militares e técnico-científicos que auxiliaram nas buscas e identificação das vítimas da tragédia de Brumadinho. No dia 29 de janeiro, a primeira tropa paulista composta com 54 policiais militares, sendo 44 bombeiros e 10 homens do Comando de Aviação da PM, seguiu para Minas Gerais.

Dois dias depois, uma equipe com sete policiais técnico-científicos embarcou para a região metropolitana de Belo Horizonte. Outras duas turmas de militares rumaram para Brumadinho, sendo a última no dia 6 de fevereiro. Ao todo, 161 policiais participaram dos trabalhos de busca e reconhecimento de vítimas em Minas Gerais. (SECOM - GOVERNO DE SÃO PAULO)

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Modelo de PPP será adotado em quatro novas penitenciárias que já estão sendo construídas. Um dos modelos é o presídio de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais.
 
Nesta sexta-feira, 18/01, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que vai privatizar os novos presídios construídos no estado com o modelo de parcerias público-privadas (PPPs).
De acordo com o governador paulista, a administração de quatro das 12 novas penitenciárias que já estão em fase de obras, será concedida à iniciativa privada em editais que devem ser lançados ainda neste ano. Outros três complexos penitenciários que estão previstos também devem entrar no modelo. As unidades que serão privatizadas não foram informadas durante o anúncio.
Segundo João Doria, o modelo PPP a ser adotado tem como referências o presídio da cidade de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, e também o sistema norte-americano. Estão previstas viagens de secretários tanto para Minas quanto para os EUA para reuniões de avaliações de formatos.
"Nós basearemos a gestão em critérios de qualidade, melhorando as condições do apenado, oferecendo parque fabril interno capaz de ressocializar o apenado com trabalho", afirmou o secretário de Administração Penitenciária, coronel Nivaldo Restivo.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) disse em nota que ainda é estudado "o modelo ou modelos de PPP que serão adotados".
Informação corrigida
Durante o anúncio para a imprensa, Doria chegou a dizer que todos os 171 presídios do estado seriam privatizados gradativamente ao longo da gestão, mas a informação foi corrigida posteriormente pelo vice-governador e secretário de Governo, Rodrigo Garcia.
"Nós temos hoje 171 presídios em São Paulo funcionando com 230 mil presos. Esse sistema continua assim. As melhorias nesse sistema serão de obras complementares. Ele é estatal”, disse Garcia.
“Temos hoje 12 presídios em obras, dos quais oito já têm funcionários públicos concursados contratados. Não tem sentido racional desistimos disso. Os quatro que ainda não têm funcionários e qualquer outra decisão de novo presídio é que serão via PPP", acrescentou o secretário.
Cartão de crédito
O governador também anunciou que, a partir de agora, todos os pagamentos de impostos do estado poderão ser feitos por meio de cartão de crédito.
"O objetivo é facilitar a vida das pessoas, melhorar a funcionalidade, diminuir a burocracia e garantir o recebimento dos impostos. Vale para ICMS, IPVA e demais impostos", disse Doria. (G1)
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Reunião entre Governador e Presidente dá sinais de que São Paulo caminhará em sintonia com o Governo Federal
Nesta quinta-feira, 10/01, o governador de São Paulo, João Doria, se reuniu hoje (10) com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, e reafirmou seu apoio à proposta de reforma da Previdência que será enviada pelo governo ao Congresso Nacional. Segundo ele, a bancada paulista do PSDB votará favoravelmente à proposta.
Para Doria, a aprovação da reforma previdenciária terá “efeito transformador” no país, “permitindo que o crescimento possa saltar dos 3% hoje previstos para 5%”. Segundo o governador, a reforma vai atrair investimentos internacionais e aumentar a geração de emprego e renda.
Perguntado, Doria disse ser favorável ao regime de capitalização proposto pela equipe econômica, no qual cada trabalhador faz sua poupança individual para a aposentadoria.
Fórum em Davos
O governador paulista disse que outro assunto tratado na reunião com o Presidente foi o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, onde Bolsonaro fará sua estreia internacional. Segundo Doria, o presidente vai apresentar as oportunidades de investimento no Brasil nos setores do agronegócio, da indústria, comércio, serviços, ciência, tecnologia e empreendedorismo.
“É um grande palco para a apresentação do novo Brasil. O Brasil que acredita numa economia liberal, transformadora, que gera empregos e oportunidades”,disse Doria.
A reunião será de 22 a 25 deste mês com representantes do G20, onde estão as maiores economias mundiais, e convidados estrangeiros. No total, líderes de cerca de cem países estarão presentes.
Decreto sobre armas
João Doria afirmou também que é favorável à flexibilização da posse de armas e, questionado pelos jornalistas, disse que o decreto sobre a questão deve ser assinado nesta sesta-feira, 11, pelo presidente Jair Bolsonaro. (Com informações da Agência Brasil)
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Operação Boca de Lobo, em mais um desdobramento da Lava Jato, cumpre mandados expedidos pelo STJ. Delator diz que Pezão recebia mesada de R$ 150 mil quando era vice de Sérgio Cabral
 
 
 
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 29/11, Luiz Fernando Pezão (MDB), governador do Rio de Janeiro. A força-tarefa da Lava Jato deu voz de prisão ao governador por volta das 6h no Palácio Laranjeiras, residência oficial do chefe do estado.
PF cumpre mandados de prisão contra Pezão, secretário de Obras do RJ e outras 7 pessoas, Após prestar depoimento à PF, o governador ficará preso em uma sala especial na unidade prisional da Polícia Militar em Niterói, Região Metropolitana do Rio.
Pezão preso
 
Além do governador, outras seis pessoas foram presas nesta manhã. Ao todo, 9 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça.
Batizada de Boca de Lobo, a operação é baseada na delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Sérgio Cabral. O ex-governador, de quem Pezão foi vice, também está preso.
De acordo com os agentes, o governador se surpreendeu com a chegada dos agentes da PF e achou que seriam cumpridos apenas mandados de busca e apreensão no local. Segundo o relato, Pezão reagiu bem à voz de prisão e chamou seus advogados imediatamente.
Outros presos e governador em exercício
Além de Pezão, os secretários Iran Peixoto Júnior, de Obras, e Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, de Governo, e Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador, foram presos nesta manhã.
Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, solto, o governador poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa. Segundo o MPF, o esquema de corrupção ainda estava ativo.
Com a prisão de Pezão, assume automaticamente Francisco Dornelles, 83 anos, vice-governador do estado. Em entrevista à Globonews, Dornelles comentou a prisão de Pezão.
“É um violência contra Pezão. Foi uma surpresa. Em primeiro lugar, vamos dar prosseguimento a todas as ações do regime de recuperação fiscal. Já conversei por telefone com o presidente Michel Temer, garantindo isso. Vamos também continuar com os trabalhos de transição. Falei hoje o governador eleito e já dei essa garantia a ele. Vamos procurar ter o melhor relacionamento com os principais poderes. Já conversei também por telefone com o presidente da Alerj, André Ceciliano. Marcamos de conversar pessoalmente agora pela tarde", disse
Resumo
A prisão preventiva foi determinada pelo STJ;
São nove mandados de prisão, incluindo a de Pezão, e 30 de busca e apreensão;
A decisão foi baseada em delação de Carlos Miranda, operador financeiro de Cabral;
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 39 milhões em bens;
São investigados os crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa e passiva.
Pezão é o quarto governador do Rio a ser preso.
Nove mandados de prisão
Luiz Fernando Pezão, governador do Estado do Rio de Janeiro
José Iran Peixoto Júnior, secretário de Obras de Pezão
Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, secretário de Governo de Pezão
Luiz Carlos Vidal Barroso, servidor da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico
Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador
Cláudio Fernandes Vidal, sócio da JRO Pavimentação
Luiz Alberto Gomes Gonçalves, sócio da JRO Pavimentação
Luis Fernando Craveiro de Amorim, sócio da High Control Luis
César Augusto Craveiro de Amorim, sócio da High Control Luis
A Polícia Federal cumpriu ainda 30 mandados de busca e apreensão. Um deles foi na casa de Pezão em Piraí, no Sul do estado, base do governador.
Os policiais estiveram também no Palácio Guanabara, sede do governo, em Laranjeiras. Motoristas que passavam em frente, na Rua Pinheiro Machado, buzinavam, em sinal de comemoração.
A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde governadores têm foro.
Atualmente, dos três poderes do Estado do Rio, estão presos o governador e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani.
Boca de Lobo
Carlos Miranda detalhou o pagamento de mesada de R$ 150 mil para Pezão na época em que ele era vice do então governador Sérgio Cabral. Também houve, segundo a delação, pagamento de 13º de propina e ainda dois bônus de R$ 1 milhão como prêmio.
Segundo o depoimento à Justiça, o "homem da mala" do ex-governador Sérgio Cabral disse que o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, guardou R$ 1 milhão em propina com um empresário do Sul Fluminense.
O nome da operação faz alusão aos desvios de recursos, revelados nas diversas fases da Operação Lava Jato, que causa a sensação na sociedade de que o dinheiro público vem escorrendo para o esgoto.
Boca de Lobo é o dispositivo instalado em vias públicas para receber o escoamento das águas da chuva drenadas pelas sarjetas com destino às galerias pluviais.
O trecho da delação, homologada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi revelado pelo jornal O Globo em abril.
O dinheiro vinha de empreiteiras e fornecedoras que tinham contrato com o governo do estado, afirmou o delator. Miranda acrescentou ainda que, de 2007 a 2014, Pezão, na época vice-governador, também ganhou um 13º salário, além de dois bônus, de R$ 1 milhão cada.
 
Com a prisão de Luiz Fernando Pezão nesta quarta-feira (29), quatro dos últimos cinco governadores eleitos do Rio de Janeiro estão ou já foram presos. Sérgio Cabral, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus foram presos quando já não eram mais governadores do RJ. A exceção é Wilson Witzel, que toma posse em 1º de janeiro de 2019.
Nas duas ocasiões, o governador negou as acusações. Sobre a mesada, Pezão disse que "as afirmações eram absurdas e sem propósito". "O governaor afirma que jamais recebeu recursos ilícitos e já teve sua vida amplamente investigada pela Polícia Federal", disse a nota.
Citado em delações desde 2017
Depois de ver Sérgio Cabral ser preso em 2016, Pezão também sofreu denúncias de corrupção. Em abril de 2017, dois executivos da Odebrecht disseram, em delação premiada, que Pezão recebeu dinheiro da construtora em espécie e em contas no exterior, mas não revelaram os valores.
Pezão também é suspeito de ter recebido dinheiro do esquema de corrupção do Tribunal de Contas do Estado. O delator Jonas Lopes Neto, filho de Jonas Lopes de Carvalho, ex-presidente do TSE, disse que arrecadou R$ 900 mil para pagar despesas pessoais do governador.
De acordo com delator, o dinheiro veio de empresas de alimentação que tinham contrato com estado. O governador também é suspeito de receber propina da Fetranspor. Um funcionário do doleiro Álvaro José Novis afirmou em delação que pagou propina de R$ 4,8 milhões ao governador. Edimar Dantas contou aos procuradores que foram cinco pagamentos em 2014 e 2015.
O nome de Pezão também aparece nas delações de Carlos Miranda, apontado como operador do esquema de corrupção chefiado por Sérgio Cabral. O atual governador teria recebido mesada das fornecedoras do estado no valor de R$ 150 mil durante sete anos. Pezão negou todas as acusações.
Perfil do governador
Pezão tem 63 anos, é economista e nasceu em Piraí, no Sul do estado, onde foi vereador por dois mandatos e prefeito por mais dois. No estado, Pezão começou a carreira no governo de Rosinha Garotinho, quando foi subsecretário de Governo e coordenação.
Em 2006, foi escolhido para ser vice na chapa de Sérgio Cabral pelo PMDB na disputa pelo governo do estado. Os dois foram eleitos e reeleitos. Em abril de 2014, Pezão assumiu como governador depois que Sérgio Cabral renunciou ao cargo. Nessa época, a economia do estado já enfrentava sérios problemas.
Mesmo assim, Pezão venceu a disputa pela reeleição no segundo turno. Ele tomou posse com o estado já mergulhado numa das piores crises da história. Em 2017, as contas públicas estavam em colapso total e Pezão ficou sete meses fora do governo para tratar um câncer. O vice-governador Francisco Dornelles decretou estado de calamidade pública. Pezão reassumiu em outubro e assinou um acordo de recuperação fiscal com o governo federal no fim daquele ano.
Outro lado
O governo do Estado do Rio não comentou especificamente a prisão de Pezão. Emitiu nota informando que, "de acordo com o artigo 140 da Constituição estadual, a chefia do Poder Executivo passa a ser exercida, a partir desta quinta-feira (29/11), pelo vice-governador Francisco Dornelles".
"O governador em exercício afirma que o Governo do Estado do Rio de Janeiro manterá todas as ações previstas no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e dará prosseguimento aos trabalhos de transição de governo, reiterando o seu maior interesse na manutenção do bom relacionamento com os demais Poderes do Estado", prossegue a nota.
Já o MDB comunicou que "acredita que os processos legais e as investigações restabelecerão a verdade". (G1)
 
Opinião - Renato Ferreira
Todos se dizem "inocentes"
 
Lula Pezão Joesley Cabral e Eduardo Paes
Pezão, Joesley Batista, Lula, Sérgio Cabral e Eduardo Paes
 
O curioso nas prisões de políticos e empresários corruptos é que mesmo depois de serem confrontados com delatores, testemunhas, documentos e provas dos crimes, todos eles negam as acusações e se dizem "inocentes" por crimes de corrupção ativa ou passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Vejam estes que aparecem nesta foto, da esquerda para direita: Pezão, Joesley Batista, Lula, Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Nesta imagem de 2012, esses importantes politicos e empresários da época festejavam a reeleição do então prefeito do Rio, Eduardo Paes
 
Com exceção do ex-prefeito do Rio, Eduado Paes (MDB) - último à direita - candidato derrotado ao governo do Rio nas eleições deste ano, todos os demais estão presos. Uns já cumprindo pena por condenação, como o ex-presidente petista, Luiz Inácio Lula da Silva e Sérgio Cabral, ex-governador fluminense, e outros, presos preventivamente, como o empresário Joesley Batista e o governador Pezão. É bom destacar que Eduardo Paes, ex-tucano e membro ativo da CPI dos Correios, que culminou no processo do Mensalão, já foi acusado também por crime de corrupção. Paes é acusado de receber propinas das obras para as Olimpíadas 2016, realizadas durante a sua administração na cidade do Rio de Janeiro. (Renato Ferreira)
 
 
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