Quarta, 20 Março 2019 | Login

No mesmo horário do debate na Globo, a Record exibiu uma entrevista exclusiva gravada na residência de Bolsonaro 

 

Ao contrário de anos anteriores, com seus debates decisivos e com grande audiência, o debate da Globo de 2018, o último antes do primeiro turno, nesta quinta-feira, 04/10, acabou sendo um encontro morno entre os candidatos à Presidência da República. Por recomendação médica, Jair Bosonaro, do PSL, não compareceu ao encontro.

E não foi somente a ausência de Bolsonaro que esvaziou o debate da Globo. Também nesta quinta-feira, a mais recente pesquisa do Dafolha caiu como um balde de água fria nos demais candidatos. Bolsonaro continua se distanciando na liderança e, agora, já aparece com 39% dos votos válidos, contra 25% do petista Fernando Haddad.

Bolsonaro na Record

Considerando os votos nulos e brancos, a pesquisa mostra Bolsonaro com 35% das intenções de votos, contra 22% de Fernando Haddad. Bem atrás aparecem Ciro Gomes (PDT), com 11%; Geraldo Alckmin (PSDB) 8%; e Marina Silva (Rede), 4%.

Mesmo aparecendo em segundo lugar, Haddad não se mostra confortável na campanha. O crescimento de Bolsonaro fez acender o sinal amarelo na campanha petista, pois isso pode significar também a possibilidade de Bolsonaro vencer já no primeiro turno.

Mesmo ausente, o nome de Bolsonaro acabou sendo bastante mencionado de forma crítica pelos presidenciáveis. Ele foi criticado porque não compareceu ao debate por recomendação médica, mas, no entanto, deu entrevista para a concorrente Record, cuja entrevista foi ao ar no mesmo horário do debate na Globo.

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Candidato do MDB ao governo de São Paulo afirma que o país precisa de um governo "com seriedade absoluta, sem corrupção e que pense no Brasil"
O candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, declarou nesta quinta-feira, 04/10, seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência em um eventual segundo turno contra Fernando Haddad (PT).
"Não tenho dúvida nenhuma de que em um segundo turno entre o PT e o Bolsonaro eu apoiarei o Bolsonaro", afirmou o presidente licenciado da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Neste momento, Skaf diz sentir a possibilidade de vitória de Bolsonaro já no próximo domingo (7). “Se der o resultado em um primeiro turno, eu vejo com bons olhos, porque o Brasil não correria riscos”, avalia ele, que garante seguir ao lado de Henrique Meirelles, candidato à Presidência pelo MDB, neste primeiro turno.
Ao defender Bolsonaro, Skaf avalia ter um plano de governo semelhante ao do militar da reserva. "Da mesma forma que eu não aceitei nenhum tipo de coligação para estar totalmente desimpedido de montar um governo com pessoas sérias e competentes, o Bolsonaro também não aceitou e está com a mesma liberdade", completa.
Skaf ainda classifica a possibilidade de vitória de Haddad como "um risco" para o país. "O PT já teve a oportunidade e nós já vimos o resultado. Neste momento, eu creio que o que o Brasil está precisando é um governo diferente, com seriedade absoluta, sem corrupção e que realmente pense no Brasil", afirma.(Fonte: Conteúdo R7)
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TRAGICÔMICO!
Depois do #ELENÃO, Bolsonaro aumenta vantagem sobre os adversários

 

 

Dizem que nos próximos atos contra o Bolsonaro, as mulheres esquerdistas vão se manifestar em frente aos Institutos Ibope e Datafolha para implorar: #Elenãopodesubirmais

TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras.

Veja o vídeo aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1976574252432805?

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O bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), declarou apoio no sábado, 29, em Jair Bolsonaro, deputado federal e candidato a presidente da República pelo PSL. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que o PRB, partido ligado à Universal, já manifestou internamente predileção por Bolsonaro num segundo turno entre ele e o candidato do PT, ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad, cenário mais provável segundo pesquisas de intenção de voto. O partido coligou-se ao tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno, mas prepara-se para entrar na campanha de Bolsonaro. A informação foi publicada no sábado, pelo jornal O Globo.
O religioso da maior igreja neopentecostal do País e a mais influente eleitoralmente usou seu perfil oficial certificado no Facebook para responder ao questionamento de um fiel da IURD, que desejava saber quem ele apoiaria na eleição para presidente da República.
O corretor de imóveis Antonio Mattos, simpatizante de Bolsonaro, comentou em um vídeo de Macedo, cujo conteúdo não tinha a ver com eleição: "Queremos saber bispo (sic) do seu posicionamento sobre a eleição pra presidente". O bispo Macedo respondeu de forma direta: "Bolsonaro".
Em eleições anteriores, a Igreja Universal apoiou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), hoje candidata ao Senado em Minas Gerais. O PRB, partido ligado à igreja criado durante o governo Lula, participou das duas últimas gestões petistas, mas desembarcou do governo e apoiou o impeachment. A sigla comanda o Ministério da Indústria no governo Michel Temer.
A Universal decidira ficar "neutra" na disputa presidencial, sem fazer declarações oficiais, nem indicar posição. Uma fonte com trânsito na cúpula da denominação disse que a posição poderia ser revista ao longo da semana, e outros líderes religiosos evangélicos esperavam um posicionamento do Bispo Edir Macedo. Oficialmente, a Universal disse à reportagem, na quinta-feira à noite, que "incentiva a todos os cristãos, de todas as denominações, a escolherem candidatos comprometidos com os valores da família e da fé".
Um dos elos entre a campanha de Bolsonaro e líderes da Universal são os integrantes da comunidade judaica que colaboram com a campanha do PSL e mantêm vínculos com religiosos graduados da igreja. A Universal adotou a simbologia judaica, e o ex-capitão do Exército também passou a se posicionar de acordo com bandeiras defendidas por Israel. Em 2016, viajou ao País com os filhos, e foi batizado no Rio Jordão pelo pastor Everaldo Pereira, da Assembleia de Deus Ministério Madureira. (Extraído do Jornal O Estado de Minas)
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A facada em Jair Bolsonaro, que o tirou da campanha nas ruas e o jogou na UTI de um hospital, foi um tiro no próprio pé do mandante (ou mandantes) do mais grave atentado político do país.

E esse crime tem impacto também nos debates após a facada. Na noite desta quinta-feira, 20/09, sem Bolsonaro, a TV Aparecida realizou um debate morno, justamente, porque ali não estava presente o líder das pesquisas e que tem grandes chances de vencer já no primeiro turno.

Chegou a dar sono assistir por mais de duas horas a um debate entre candidatos, cujo objetivo, agora, é evitar a vitória de Bolsonaro já no dia 7 de outubro.

Nos estúdios da TV Aparecida, o que se viu foi um debate sem emoção e sem confronto envolvendo um Alckmin atacando a todos (do jeito Alckmin de atacar), já que está perdendo apoio do Centrão; um Ciro Gomes pisando em ovos porque visa ganhar apoios num possível segundo turno; uma Marina Silva perdida com status de candidata nanica; um Álvaro Dias ciente de que não vai longe; Boulos como sempre um apêndice do PT;  e um Haddad na difícil missão de ter que falar mais do presidiário Lula do que de si próprio. 

E foi justamente entre Haddad e Álvaro Dias um dos momentos que esquentou um pouco o debate. Ao ser perguntado sobre seu programa para a família, Álvaro Dias fez, antes, uma introdução: "Haddad, você está aqui como representante do seu chefe, que se encontra preso por corrupção, que é o pior exemplo para as famílias". (Renato Ferreira)

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Conforme nota divulgada nesta sexta-feira, 07/09, o PSL de Osasco cancelou a inauguração do Comitê do partido na Zona Norte da cidade, em virtude do atentado sofrido por Jair Bolsonaro, candidato Presidência da República, quando ele participava de uma caminhada ao lado de uma multidão no Centro de Juiz de Fora, na tarde de terça-feira, 6.
A nota é assinada pelo médico, Dr. Alexandre Bussab, candidato a deputado Estadual.
"Nós estamos muito sensibilizados e somos solidários ao nosso amigo Jair Bolsonaro e, por isso, decidimos que vamos continuar nossa campanha com força, foco e fé, mas a festa do povo e a nossa ficará para o dia da vitória e independência do nosso Brasil. Dia em que o povo manifestará nas urnas o quanto está cansado dessa violência contra a família brasileira e tanta corrupção.
A mídia tem destacado o nosso candidato à Presidência do Brasil sendo esfaqueado, mas quantos casos como este acontecem todos os dias em nossas cidades? Famílias são destruídas pela violência instaurada nesse país.
Sou candidato porque acredito que podemos ser diferentes, e a minha trajetória de vida ressalta minha seriedade sobre assuntos importantes como esse. Conto com a compreensão de todos!
Informo que a partir de quarta-feira, dia 17, o comitê estará aberto para que nossos apoiadores retirem o material de campanha", afirma Bussab.
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Mais um lamentável acontecimento na imagem do Brasil que já está afundado no caos político e na corrupção.

Nesta quinta-feira, 06/09, Jair Bosonaro, candidato à Presidência pelo PSL, sofreu um atentado enquando participava de uma passeata no Centro de Juiz de Fora, zona da Mata de Minas Gerais. O homem que esfaqueou Jair Bolsonaro foi preso e identificado como Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos. Ele, que mora em Montes Claros (MG), confessou o crime e quase foi linchado pela multidão antes de ser preso em flagrante.. Adélio é ex-filiado do PSOL, simpatizante do PT e registra o "Fora Temer" na sua rede social.

Após ser socorrido, Jair Bolsonaro foi levado para a Santa Casa de Juiz de Fora, onde ficou internado na UTI. O golpe teria provocado ferimentos, principalmente, nos intestinos grosso e delgado do presidenciável.

Afinal, estamos num Brasil democrárido ou numa Venezuela destruída por ditadores?

Mas, não esqueçam? A vontade do povo é soberana!

Saúde ao Bolsonaro!

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Nesta semana a Globo iniciou a sua já tradicional série de entrevistas com candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira, 27, o primeiro entrevistado foi Ciro Gomes (PDT) e, hoje, terça-feira, 28, foi a vez de Jair Bolsonaro (PSL).

Como já havia acontecido em eleições anteriores, os apresentadores do JN tentam tirar tudo do candidato e, muitas vezes, acabam até saindo do tom normal de uma entrevista. Eles partem até para discussões com o entrevistado, como aconteceu, ontem, com Cirro Gomes, num tom mais elevando, e também hoje com Bolsonaro.

Prevendo o pior?

Como já aconteceu em outras entrevistas e também em debates, Bolsonaro tem sido muito criticado porque tem dito que não conhece tanto de economia e que, caso seja eleito, toda a parte econômica de seu governo será de responsabilidade do economista Paulo Guede, conhecido no Brasil e no Exterior. Bosonaro já disse que Paulo Guedes será o seu Ministro da Fazenda.

No debate desta terça-feira não foi diferente. Bonner inciou a entrevista perguntando o que Bolsonaro fará, caso Paulo Guedes saia de seu governo. O candidato respondeu que ele e Guedes se entendem muito bem e que não pensa na na saída do economista, porém, se isso acontecer, ele vai ver o que fazer na ocasião. E acrescentou: "É como um casamento, Bonner. Quando você casa, jura amor à sua mulher, mas, pode acontecer algo que faz terminar esse casamento. No meu caso, eu não espero rompimento com o Paulo", Após essa comparação com casamento, curiosamente, Bonner preferiu mudar de assunto.

Homem X Mulher

Outro momento tenso e também curioso da entrevista, foi quando, seguindo as normas impostas pela emissora, a jornalista Renata Vasconcelos, citando algumas afirmações de Bolsonaro, mas, contestadas por ele, perguntou por que o candidato afirma que "mulher tem que ganhar menos que homem".

Bolsonaro respondeu dizendo que nunca fez essa afirmação. "Os direitos são iguais para homens e mulheres e estão garantidos pela CLT. Isso também na iniciativa privada é uma questão de mercado. O governo não pode interferir na iniciativa privada para obrigar o empresário pagar salário igual. Repito: isso já na Lei e se houver abuso que seja denunciado à Justiça do Trabalho".

Em seguida, Renata Vasconcelos começou a bater boca com o candidato, quando ele se referiu aos cargos dela e do seu colega Willian Bonner. "Aqui mesmo posso estar diante de uma situação assim, onde uma mulher tenha um salário menor que um homem".

Isso foi o bastante para a Renata ficar furiosa. Ela disse que poderia questionar o salário do deputado, porque como cidadã, ela ajuda a pagar o salário dele e o que dela não era da conta de ninguém, Só que aí, novamente, Bosonaro afirmou que pelos bilhões que a Globo recebe do governo como publicidade, é governo também que ajuda a pagar o salário dela. Aí, novamente, os jornalistas mudaram de pauta.

Ideologia de gênero

No final, quando Bolsonaro se dirigiu aos eleitores, ele reafirmou suas bandeiras de campanha, que têm como norte os investimentos em Segurança, combate à violência dando mais poderes às polícias contra os marginais, defesa à família e totalmente contrário às ideologias de gênero que a esquerda pretende ensinar nas escolas do país.

Ele, inclusive, tentou mostrar um livro, chamado por ele de "kit gay", que segundo Bolsonaro já está sendo ensinado nas escolar de ensino fundamental do Brasil. Os apresentadores não permitiram a exibição do livro.

Outro momento também tenso na entrevista aconteceu quando Bolsonaro repetiu o que já havia feito na sabatina da Globo News. Ele citou uma breve declaração de Roberto Marinho, fundador das Organizações da Globo, já falecido, quando defendeu o Golpe Militar de 1964, afirmando que tomava aquela atitude para "salvar" o Brasil do comunismo.

E como aconteceu na Globo News, após a entrevista, Bonner leu uma nota da Globo, onde a emissora reconhece os fatos afirmados por Bolsonaro, mas, afirmando também que em 2013, a Globo fez um editorial reconhecendo que o apoio aos militares fora um equívoco da emissora na época. Nos dois casos, a emenda saiu pior que o soneto.

Na quarta-feira (29/8), Geraldo Alckmin (PSDB) será o entrevistado. E na quinta (30/8), a postulante a Presidência da República pela Rede, Marina Silva, será sabatinada.
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Hoje. no Brasil, parece que o assunto em pauta é a tal senhora "Val", que seria uma "funcionária fantasma" do Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL. A impressão é que os esquerdistas querem derrubar o capitão candidato por causa de sua funcionária fantasma.

No que eles estão certos, não mesmo? Até porque nenhum outro político brasileiro tem fantasma "trabalhando" em Prefeituras, Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas ou no Congresso Nacional. #sqnPor isso, o Bolsonaro, mesmo afirmando que já demitiu a sua "fantasma", não pode mesmo querer ser Presidente da República. Afinal, ele tinha uma "funcionária fantasma".

Mas, por outro lado, isso denota uma tremenda hipocrisia e indignação seletiva de gente que defende e trabalha para corruptos. Pois, até agora nesta campanha, ninguém perguntou sobre a Rose Noronha, conhecida como "Rose", ex-chefe do gabinete da Presidência da República no governo Lula (PT)

Indiciada por crimes de formação de quadrilha e corrupção ainda no ano de 2012, após ameaçar denunciar integrantes da cúpula do PT, como Gleisi Hoffmann, Gilberto Carvalho e Erenice Guerra,, Rosemary Cunha conseguiu "convencer", o ex-presidente Lula, que se encontra preso, a não deixá-la entregue aos leões.

Rose, inclusive, nunca foi presa e deve contar em sua defesa com grandes e caros advogados, especialistas em defender políticos corruptos, como o próprio Lula. (Renato Ferreira)

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Ao contrário do que muitos esperavam, como troca de farpas e um massacre dos demais candidatos pra cima de Bolsonaro, o debate da Band foi morno. O encontro foi marcado por promessas inusitadas, como a de Ciro Gomes que prometeu limpar o nome de todos brasileiros que estão no SPC

 Por Renato Ferreira - 

O primeiro debate entre presidenciáveis 2018, realizado nesta quinta-feira, 09/08, pela TV Bandeirantes, foi morno e sem polarização entre os candidatos, que preferiram não partir para o confronto direto. Os oito participantes aproveitaram a maior parte do tempo para se apresentar ao eleitorado e falar de si próprio.  Não houve o esperado massacre dos demais candidatos contra Jair Bosonaro, que lidera as pesquisas sem o petista Lula. 

No primeiro bloco, quando o mediador, jornalista Ricardo Boechat, fez uma pergunta comum a todos sobre desemprego, feita por internautas, os candidatos acabaram ignorando a pergunta. O primeiro a responder foi Álvaro Dias, do Podemos, que gastou todo o tempo para se apresentar ao eleitorado. Durante o debate, Dias destacou também a sua proposta de "refundar a República". Apenas Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) falaram mais especificamente sobre o tema proposto. Bolsonaro fez menção ao tema desemprego.

O único momento mais quente foi protagonizado pelos candidatos Guilherme Boulos (PSOL) e Jair Bolsonaro, respectivamente, representates das extremas esquerda e direita. Pela contundência da pergunta, tudo indicava que seria aquele o clima do debate. Boulos quis saber sobre uma tal senhora Val que, segundo ele, seria uma "funcionária fantasma" do deputado Federal Bolsonaro. Ainda calmo, Bolsonaro explicou que a senhora Val é uma funcionária dele que presta serviços e Angra dos Reis e que o caso já foi esclarecido pela Câmara dos Deputados. Não satisfeito com a resposta, Boulos subiu o tom e disse: "Morando em Brasília, o senhor não tem vergonha de receber o auxílio moradia?". Foi o bastante para o Capitão reformado do Exército soltar os cachoros pra cima do Boulos, fundador e líder do MTST (Movimento does Trabalhadores Sem-Teto). "Não gastei toda a minha verba de Gabinete e esse auxílio está na Lei. Eu teria vergonha se eu fosse um desocupado que vive invadindo e incendiando propriedades de terceiros. E tem mais: Estou aqui para discutir políticas públicas e não para bater boca com um desqualificado como você". Daí para frente, o debate não tem mais polarização direta entre os candidatos. 

Apesar de se mostrar cordial a Geraldo Alckmin na maioria do tempo, Marina Silva tentou fustigar o tucano em alguns momentos, criticando-o pela aliança com o Centrão que abriga políticos.: "O Brasil necessita de reformas urgentes e o Presidente eleito precisará de apoio do Congresso para aprová-las. A Marina, por exemplo, saiu do Partido Verde alegando que não eram compatíveis. Agora, se aliou aos Verdes, ou seja, voltou a ser compatível". 

O ex-presidente Lula (PT), que se encontra preso desde abril e condenado a mais de 12 anos pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, foi mencionado apenas uma vez. Ao se apresentar, Boulos cumprimentou Lula que, para ele, "é um companheiro preso injustamente". E, se o ex-presidente Lula foi lembrado uma vez, o atual, Michel Temer MDB) não foi mencionado por nenhum candidato. Nem mesmo pelo candidato do seu partido, o banqueiro Henrique Meirelles, que tentou se apresentar como candidato dos trabalhadores. Meirelles acusou, inclusive, o PSDB que, segundo ele, já chamou o Bolsa Família de "Bolsa Esmola". Por sua vez, Alckmin elogiou o programa e disse que o Bolsa Família é fruto da unificação de outros programas sociais dos governos de Fernando Henrique Cardoso, "como o Bolsa Escola", disse Alckmin. 

Menos por propostas de governo, o Debate foi destaque nas redes sociais mais pelos momentos engraçados e promessas inusitadas, como a de Ciro Gomes, do PDT. Como um verdadeiro populista, o pedetista que nasceu em São Paulo e foi criado no Ceará, afirmou que se for eleito ele vai limpar o nome de todos os brasleiros que estão com o nome sujo no SPC. Até o Jair Bolsonaro riu da proposta de Ciro Gomes. O debate serviu também para o Brasil conhecer o candidato nanico, Cabo Daciolo, do Patriota, que teve momentos hilários, falando alto e acusando todos os demais de corruptos. 

No encontro da Band, houve também momentos de trocas de elogios entre os candidados, o que denota a possibilidade de alianças num eventual segundo turno. Um desses momentos foi demonstrado por Jair Bolsonaro e Álvaro Dias. Em vez de fazer uma pergunta ao candidato do Podemos, Bolsonaro elogiou uma proposta do adversário sobre combate à corrupção e apoio à Operação Lava Jato. Então, Álvaro Dias aproveitou para falar de sua proposta e, inclusive, reafimou que convidará o juiz Sérgio Moro para fazer parde de seu governo, caso seja eleito. 

O clima morno do debate da Band pode até ser compreensível por ser o primeiro das eleições 2018 e também por ter muitos estreantes. Dos oito participantes, apenas Geraldo Alckmin, Marina Silva e Ciro Gomes já haviam participado de encontros de presidenciáveis. Já Álvaro Dias, Jair Bolsonaro, Henrique Meirelles, Cabo Daciolo e Guilherme Boulos estrearam nesse tipo de debate. Mais oito debates já estão confirmados até as eleições. E com certeza, como já passaram pelo batismo de fogo, nos próximos encontros os presidenciáveis já deverão estar mais descontraídos e poderá haver mais polarização e confrontos diretos. (Renato Ferreira) 

Próximos debates
RedeTV! – Debate –(17.ago, 22h) – televisão;
TV Gazeta/Estadão (9.set, 19h30) – televisão;
Poder360/Revista Piauí (18.set, 10h) – streaming;
Veja (19.set, 9h) – streaming;
TV Aparecida (20.set, 10h) – televisão;
SBT/Uol/Folha (26.set, 18h20) – televisão;
Record (30.set, 22h) – televisão;
Globo (4.out, 21h30) – televisão.

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