Segunda, 10 Dezembro 2018 | Login


Apesar de continuar com o discurso de que Dilma Rousseff foi vítima de um 'golpe', o PT se aliou em 15 Estados com partidos que apoiaram o impeachment

 

Deixando claro mais uma vez que ideologia ou discurso de palanque não têm nenhum valor no Brasil, o PT se aliou em 15 Estados a partidos que apoiaram o impeachment da presidente Dilma Rousseff,  cassada em 2016 e que integraram o governo Michel Temer, apesar do discurso de que a petista foi vítima de um "golpe". Conforme levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, o PT será cabeça de chapa ao governo em seis Estados em coligações com partidos que foram favoráveis ao impedimento. Por outro lado, outros nove candidatos a governador de siglas que votaram pelo impeachment da Dilma terão o apoio do PT.

Desses nove candidatos a governador, há filiados ao MDB, PSD, PTB, PR e Rede. Outros quatro são do PSB, partido que em 2016 também orientou voto favorável ao afastamento da presidente cassada. Agora, porém, o PSB,  um aliado histórico dos petistas,  fechou acordo nacional com o PT para não apoiar formalmente nenhum candidato à Presidência da República. E esse acordo PT/PSB foi feito por imposição do ex-presidente Lula, que está preso na Lava Jato, para isolar outros candidatos, como Ciro Gomes, do PDT, que disputaria votos com o PT no campo da esquerda.

Para a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), não há contradição entre as conveniências eleitorais do partido e o discurso da direção. "Não há (contradição) porque estamos deixando claro que eles têm de apoiar Lula. Em todos esses casos, tem apoio a Lula e uma autocrítica inclusive."

O Partido dos Trabalhadores terá seis candidatos próprios a governador com chapas amplas, integradas por partidos que foram ou ainda permanecem aliados a Temer: Marcus Alexandre (Acre), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí), Fernando Pimentel (Minas Gerais) e Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte).

O caso do Ceará é o mais complicado. Contra a vontade da cúpula, o PT local fritou a candidatura à reeleição do senador José Pimentel para não atrapalhar os planos do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição. Os partidos vão se aliar informalmente, num acordo que também envolve palanque para Ciro Gomes, ex-governador do Estado, e seu irmão Cid Gomes, o outro candidato ao Senado na chapa.

Em Minas Gerais também a presença de Dilma como candidata ao Senado é apontada como um obstáculo à aliança do MDB local com o governador petista Fernando Pimentel, pré-candidato à reeleição. "Ela não quer perto dela nenhum golpista. Em Minas, eles foram sempre acolhidos pelo governo do Pimentel, mas todos os deputados federais voltaram contra ela no impeachment", disse o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). "A diferença é histórica. O MDB é, na sua essência, golpista." Mesmo assim, o PR, da base de Temer e nacionalmente coligado ao tucano Geraldo Alckmin, aliou-se ao petista.

Em Sergipe, o PT se ao PSD. Lá, o governador Belivaldo Chagas (PSD) disputará a reeleição com Eliane Aquino (PT) como candidata a vice. O partido do ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) abandonou Dilma na véspera do impeachment e logo aderiu a Temer, mantendo uma representação ministerial - Kassab era ministro das Cidades de Dilma. 

O PT também faz parte da coligação do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB). Na época do impeachmet, o senador Renan, pai de Renan Filho, votou pelo afastamento da presidente Dilma. Mas, foi o prórpio Renan, que ariticulou a manutenção dos direitos políticos da presidente cassada juntamento com o ministro do STF, Ricardo Lewandowski. "O Renan teve um reposicionamento nessas questões que interessam ao campo progressista e popular", disse Gleisi.


Em Mato Grosso, a aliança é ainda mais ampla. O senador Wellington Fagundes (PR), que votou favoravelmente ao impeachment, mas contra a suspensão dos direitos políticos de Dilma, conseguiu uma aliança com o PT para disputar o governo do Estado. A coligação inclui ainda, entre outros, PMN, PROS e PRB, todos favoráveis ao impeachment.

Segundo o presidente do PT estadual de MT,  deputado Valdir Barranco, como não foi possível fechar um acordo que reunisse siglas de centro-esquerda, o partido teve de pensar em "suas prioridades". "A política está em permanente mudança. Neste momento, a melhor tática é essa. Sem o 'chapão', não teríamos cociente eleitoral para eleger deputados.". Ou seja, o PT permanece com o discurso de "golpe", mas, nega-o nas alianças partidárias. ( Renato Fereira -Fonte: O Estado de Minas - Conteúdo Estadão)

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PSDB, PT e PDT disputam o apoio do partido do governador de São Paulo, legenda fundada por Miguel Arraes

Hoje, sem dúvida, o PSB é um dos partidos mais disputados pelos pré-candidatos à Presidência da República. E não é por acaso. Afinal, o Partido Socialista Brasileiro, fundado por Miguel Arraes, é muito forte no Nordeste, região onde tem vários governadores, tem fortes bancadas tanto no Senado como na Câmara dos Deputados e, atualmente, tem também o comando do Estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral de São Paulo. O governador Márcio França assumiu o cargo em abril, no lugar do tucano Geraldo Alckmin, e concorrerá á reeleição. Recentemene, França esteve na cidade de Osasco, onde condedeu entrevista coletiva no Ciclo de Entrevistas - Eleições 2018, promovido pelo jornal O Diário da Região e AmeCom (Associação Metropolitana de Comunicação), e ADJORI (Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo).

Conforme entrevista publicada nesta terça-feira, 17/07, pelo portal Poder360, Márcio França afirmou que o seu PSB só deve decidir se apoia o pedetista Ciro Gomes para presidente às vésperas do prazo final para realização das convenções (5 de agosto). Os socialistas marcaram sua convenção para 4 de agosto.

Há no partido três opções que estão sendo discutidas internamente: o partido está dividido entre Ciro Gomes (PDT), o tucano Geraldo Alckmin e o candidato do PT, que ainda insiste na candidatura de Lula, que continua preso e condenado a mais de 12 anos de prisão.

Candidatura própria
Surgiu também dentro do PSB, uma quarta alternativa: a candidatura própria defendida pelo deputado Federal Júlio Delgado (PSB-MG).

O nome para a possível pré-candidatura socialista seria o de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, morto em acidente de avião durrante a campanha de 2014. Casagrande agora fala até na possibilidade de não apoiar ninguém, ou mesmo uma candidatura própria.

O nome de Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, começa a ser ventilado.

“Tudo é possível"
Pré-candidato à reeleição, França diz na entrevista ao Poder360 que ele próprio já esteve bem mais definido. Mas que agora não sabe ao certo qual rumo tomará. Para sua campanha, há vantagens nos seguintes cenários:

- com Ciro Gomes – a aliança com o PDT aumentaria seu tempo de TV, subindo de 20 para 22 inserções de TV no horário eleitoral gratuito;
sem candidato – a legislação eleitoral permite que, não tendo candidato a presidente, França use nos programas de TV a imagem do amigo e ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB;
com candidato próprio – 1 nome como Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos (Pernambuco), concorrendo a presidente permitiria ao partido estadualizar a campanha nacional.

Pesos-pesados
O Diretório de São Paulo divide com o de Pernambuco a maioria na Convenção Nacional do PSB. Paulistas aliam-se aos Estados do Sul e Centro-Oeste e pernambucanos, aos do Norte e Nordeste.

O governador de Pernambuco e pré-candidato à reeleição defende o apoio nacional do PSB ao PT. Como está difícil, passou a trabalhar para o partido liberar alianças nos Estados. Assim, pode ficar com o ex-presidente Lula. O problema é a pré-candidata petista ao governo pernambucano, Marília Arraes. Ela cresce nas pesquisas e dificulta a aliança de Câmara com os petistas.

Há ainda a ala socialista de Minas Gerais. Lá, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda trabalha para ser o vice de Ciro Gomes. Por outro lado, Júlio Delgado, líder do PSB na Câmara dos Deputados, passou a defender nos bastidores uma candidatura própria do partido a presidente. (Fonte: Poder360)

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