Terça, 07 Abril 2020 | Login
ENCHENTES: Pois é, São Pedro! O senhor está mandando muita chuva pra Terra!

ENCHENTES: Pois é, São Pedro! O senhor está mandando muita chuva pra Terra! Featured

Todo ano chove mais que o combinado com prefeitos e vereadores. Assim não dá!

 

Apesar dos puxa-sacos desse ou daquele prefeito, desse ou daquele vereador, nós, de Notícias & Opinião, continuamos afirmando que os maiores culpados pelas consequências nefastas das enchentes são os políticos eleitos e pagos para administrarem as cidades com planejamento e responsabilidade.

Passam o ano todo fazendo festa, viajando e gastando os impostos de forma errada, sabendo que tem gente morando em locais de sérios riscos no município. Depois das enchentes e das tragédias, culpam São Pedro pelas enchentes. Pois, alegar que choveu mais que o previsto, é ou não é culpar São Pedro? E ainda fazem questão de mostrar suas ações de solidariedade com os pobres que perdem tudo e ficam desabrigados.

Se esses políticos passassem o ano todo pensando e fazendo obras de infraestrutura contra as enchentes, simples serviços como limpeza de rios e piscinões, além de proibirem construções irregulares em áreas de riscos, com certeza, as consequências das enchentes seriam menores e sem tantos prejuízos materiais e humanos. Atualmente, segundo o IBGE, existem mais de 9 milhões de brasileiros morando em áreas de risco no país.

E não adianta também só culpar o povo, por jogar lixo nas ruas ou em córregos. Isso deveria, sim, ser fiscalizado e com punição, mas, dependendo do lugar que o pobre morador reside, nem coleta de lixo tem, pois, nem carroça consegue transitar nessas favelas. São castas de uma sociedade injusta, que sobrevivem correndo risco de vida as 24h do dia, vivendo em condições subumanas.. (Renato Ferreira)

000

About Author

Related items

  • TRAGÉDIAS ANUNCIADAS: Temporal para São Paulo e região Metropolitana

    Depois de Belo Horizonte, hoje, foi a vez de São Paulo que amanheceu submersa. Choveu mais que o previsto e, infelizmente, em 2021, essas tragédias se repetirão.

    Por Renato Ferreira -

    Um fortíssimo temporal atinge São Paulo desde domingo, 09/01 e, nesta segunda-feira, a maior cidade da América Latina e toda a região Metropolitana amanheceram submersas. Está tudo parado. Os meios de transporte coletivo, como Trem e Metrô, foram afetados. E a ordem da Defesa Civil é para que ninguém saia de casa ou enfrente as centenas de pontos de alagamento.

    As duas principais vias púplicas que cortam São Paulo, as Marginais Tietê e Pinheiros, têm vários trechos intransitáveis. Todas as regiões foram afetadas, mas, a região Oeste é uma das mais atingidas, principalmente, os bairros Butantã, Lapa, Leopoldina, onde fica a Ceagesp, e cidades da região, como Osasco, Carapicuíba e Barueri.

    Tragédias anunciadas

    Enchentes em Osasco

    Repetimos aqui, o que mencionamos na matéria publicada no dia 1º de fevereiro - https://bit.ly/2OkMCGV - quando abordamos a destruição de Belo Horizonte. Uma cidade que nos anos 1970, festejou a canalização e tamponamento de seus córregos e rios e que, agora, paga caro, pois, a água não respeita nada que o homem construiu para impedir a sua passagem livre.

    Não podemos jogar tudo nas costas da natureza e alegar que mais uma vez "choveu mais do que o previsto". Isso é desculpa de administradores irresponsáveis, pois, todos os anos as enchentes causam destruição e mortes. Os governantes, pagos pelo povo para administrar, pensam apenas nas próximas eleições, jamais, nas próximas gerações.

    Durante todo o ano, na estiagem, não vemos nenhum tipo de obras de verdade e de prevenção contra as enchentes, que todos sabem que acontecem no verão.

    As habitações continuam surgindo nas encostas e nas margens, como os rios e córregos continuam recebendo todo tipo de lixo, entulhos e esgoto. E depois os gestores se dizem "surpreendidos" pelos temporais fora do previsto. Isso é incompetência, além de burrice. E quem sofre mais é sempre os mais pobres.

    Onde ficam a previsão e o planejamento de quem governa? E por falar em previsão, a do tempo não é boa para São Paulo. Nos próximos 10 dias, segundo os metereologistas, a região baterá recorde histórico de chuva, ou seja, o temporal vai continuar e aumentar ainda mais. (Renato Ferreira é Jornalista e editor do Portal Notícias & Opinião)

  • ENCHENTES: Senhores governantes não culpem a natureza pela irresponsabilidade de vocês!
    Gestores públicos deveriam ser responsabilizados criminalmente por permitir habitações irregulares em morros ou em margens de rios, canalizar ou cobrir córregos de forma inadequada e por não fazer obras de infra-estrutura em áreas urbanas para atender o crescimento populacional. A enchentes são causadas por ações ou omissões humanas.
     
     
    Por Renato Ferreira -
    Gente, infelizmente, estamos acompanhado mais uma vez no Brasil, as consequências drásticas das enchentes causadas pelas chuvas, principalmente, na região Sudeste. E, se antes, essas tragédias aconteciam somente nos grandes centros urbanos, hoje, elas ocorrem também em pequenas cidades e vilarejos no interior do Brasil.
    E todos os anos essas tragédias anunciadas, que poderiam ser evitadas, acontecem. E as desculpas dos governantes e gestores públicos, muito bem remunerados pelo povo para administrar, são as mesmas: "Choveu muito mais do que era previsto". Como se isso fosse alívio para o coração de quem perdeu ente queridos nas enchentes, além dos prejuízos materiais
    Estamos ainda longe do final das águas de março e só em Minas Gerais, as enchentes deste ano já mataram mais de 50 pessoas. Pessoas humildes que, com certeza, poderiam ainda estar entre nós, caso as autoridades de ontem e de hoje fossem mais responsáveis e tivessem administrado com mais seriedade e respeito aos seres humanos. Tudo isso acontece pura falta de planejamento, que deveriam ser entendido como crime de responsabilidade.
    Água exige passagem livre
    Não sou engenheiro e nem especialista em política urbana/ambiental, mas, ao longo da minha aprendi que na natureza a água exige passagem livre. Morei na roça até aos 10 anos de idade e nesse tempo, lá pelo final dos anos 1950 e metade de 1960, essas tragédias não aconteciam com tata frequência em cidades grades e, muito menos, nos pequenos municípios, como ocorrem hoje.
    Muitos podem alegar que isso se deve ao aumento da população. Mas, é justamente aí, que entra a falta de planejamento e culpa pelas consequências das enchentes daqueles que se propõem e se apresentam para governar. E apesar das enchentes atingirem todo o Brasil e outros países também, focarei em duas localidades para justificar o enfoque desse artigo, ou seja, a culpa dos governantes pelas tragédias das enchentes: Minas Gerais e Osasco, cidade da região Oeste da Grande São Paulo.
    Minas Gerais
    Enchentes em Guidoval
    Sobre Minas Gerais, onde morei até 1970, citarei alguns municípios da Zona da Mata, onde vivi até aos 10 anos na zona rural, como as cidades de Guiricema, Guidoval e Cataguases, que há muitos anos vêm sofrendo com as enchente. Fato que se repete com as fortes chuvas atuais.
    Até 1964, por exemplo, morei e estudei em escolas dessas cidades, e não me lembro de ter vivenciado cenas dramáticas como as que vemos hoje, com rios transbordando e águas cobrindo carros e casas. De vez em quando, ficávamos assustados com alguma tromba d´água, mas, que não causavam devastação tão grande.
    E por que hoje essas cidades, muitas até com populações menores, sofrem com as enchentes? Com certeza, esses fenômenos deveriam ser objeto diário de estudo e o ano todo pelos administradores públicos. Certamente, se isso ocorressem, eles e o povo humilde não seriam surpreendidos pelas enchentes.
    Lá na roça a gente morava perto de pequenos e grandes rios com as suas grandes e belas margens verdes. Mas, como a gente aprende desde cedo na escola, a vida desses rios depende da mata ciliar que os acompanham em toda sua extensão.E imaginamos que os prefeitos e seus auxiliares também estudaram. Será que hoje, como antigamente, esses rios correm livres e soltos? Com certeza, não.
    Justamente, porque hoje com os desmatamento, as nascentes diminuíram, muitas sumiram, os rios estão assoreados e quando chegam próximos às cidades ainda recebem em seus leitos todo o tipo de lixo e esgoto não tratado. E um grande vilão desse dilema, senão o maior, chama-se exploração imobiliária. Cooptados por isso, os administradores cedem aos encantos da corrupção e permitem o crescimento desordenado das cidades, que por sua vez, causa as enchentes. Por isso, a culpa das enchentes não é da natureza.
    Ela apenas cobra caro pelo desrespeito que cometemos contra suas florestas e rios. E o meu querido estado de Minas, com todos sabem, é formado por montanhas e rios. E como no caso das barragens - outro crime dos governantes - se não respeitamos essas montanhas, matas e rios de Minas, temos que pagar o alto preço cobrado pela natureza. A natureza cobra
    E Belo Horizonte é o maior exemplo dessa falta de planejamento ou visão administrativa. Apesar de ser uma das primeiras cidades planejadas do país, muitas obras urbanas foram feitas de forma errada ou em planejamento para longo tempo.
    Há poucos dias, a TV Globo mostrou que nos anos 1970, os administradores de BH fizeram festa com a canalização e cobertura do Ribeirão Arrudas que corta a cidade. Mas, esses administradores não "secaram" o Arrudas. Eles apenas o cobriram para a construção de belas avenidas.
    Só que as águas continuaram chegando ao Arrudas e, quando não encontram mais espaço por baixo do asfalto, elas, simplesmente, destroem tudo que encontram pela frente. Talvez, o custo seria menor se tivessem deixado o Arrudas correndo a céu aberto e com suas margens respeitadas. Hoje, com certeza, ele não provocaria tantos estragos e mortes.
    E, como o Arruda, poderíamos citar o rio Tietê, em São Paulo, e todos os rios que cortam as cidades brasileiros. Rios que tiveram suas margens encolhidas ou foram transformados em canais subterrâneos. Uma hora esses cursos d´água requerem suas margens de volta.
    Osasco
     
    Osasco é outra cidade brasileira que sempre sofreu com as enchentes. E o seu bairro que mais sofre com a fúria das águas é o Rochdalle, na zona Norte. Uma das principais causas dessas enchentes, além das moradias irregulares, é o famoso Braço Morto do Tietê, criado pelo homem.
    Enchentes periferia Osasco
    Até meados do século passado, o Rio Tietê tinha um curso normal e sinuoso no município de Osasco. Um governador a época resolveu mudar esse curso deixando o rio numa linha reta na altura do Bairro do Rochdalle, criando assim o conhecido Braço Morto, que continuou recebendo águas de afluentes.
    Só que mudança no curso do Tietê, contrariando a natureza, criou um problema sério. O Braço Morto ficou mais baixo do que leito reto do Rio e, com o aumento da população em suas margens, o Braço Morto acabou se transformando num autêntico braço de enchentes ao longo das décadas.
    Atualmente, após várias obras do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura, as enchentes diminuíram um pouco, mas, ainda acontecem, como neste sábado, 01, causando ainda inundações e transtorno aos moradores da região.
    Enchentes Largo de Osasco
     
    E, se hoje, as enchentes diminuíram no Rochdalle, elas ocorrem em outros bairros e até mesmo na região central da cidade. Como em Belo Horizonte, as enchentes em Osasco ocorrem também devido às canalizações de córregos e falta de obras de infra-estrutura. São córregos canalizados que encontram um Tietê assoreado e acabam voltando com suas águas canalizadas para regão central.
    Osasco é uma das cidades com maior densidade população do Brasil. Com apenas 64 quilômetros quadrados de extensão, o município possui em torno de 800 mil habitantes. E esse crescimento ocorreu nas últimas décadas com a verticalização da cidade que não tem mais área rural. Na tarde deste sábado, se eu demorasse um pouco mais na região de Quitaúna, certamente, iria encontrar sérias dificuldades para voltar para a Vila São Francisco, devido às inundação naquele bairro e em outra regiões da cidade.
    E sobre esse problema da exploração imobiliária e canalização de rios, lembro de um episódio dos anos 1990, quando eu acompanhava o, então, prefeito Silas Bortolosso, numa visita a um córrego no Jardim Roberto, zona Sul, onde a Prefeitura tinha um projeto de canalização.
    Num determinado momento, o prefeito lembrou dos tempos de sua infância na região. Diante do córrego sujo, sem margem e cercado por habitações precárias, ele disse: "Naquele tempo, a gente brincava, nadava e pescava nesse rio". Então, vejam que não foi por culpa do Bortolosso que aquele córrego chegou a essa situação, mas, com certeza, se administradores do passado tivessem planejado melhor e conservado o rio limpo e sem habitações irregulares em suas margens, certamente, ele não precisaria ter sido canalizado.
    Hoje, as leis proíbem esse tipo de obra, mas, se os gestores públicos continuarem permitindo invasões de encostas e vales, crescimento desordenado e com todo tipo de sujeiras e esgotos sendo despejados em nossos rios, as enchentes vão continuar destruindo e matando pessoas inocentes. Os piscinões resolvem um pouco, mas, eles também precisam ser limpos e conservados.
    E depois das tragédias, senhores governantes, não adianta culpar a natureza ou o maior volume de chuvas no verão. A culpa é dos senhores que são pagos para governar, planejar e administrar as cidades. Até mesmo no caso de móveis ou entulhos jogados por moradores nas ruas ou córregos, os gestores púlicos têm culpa, porque cabe eles educar, fiscalizar e punir os maus munícipes. (Renato Ferreira é jornalista e editor do Portal Notícias & Opinião)
  • ASSASSINOS IMPUNES: Após três anos, outra barragem da Vale se rompe em Minas Gerais

    A barragem 1 da Mina Feijão se rompeu em Brumadinho e um rio de lama desceu destruindo casas e o meio ambiente, na mais triste repetição de um filme já conhecido. Já foram identificadas ao menos 7 pessoas mortas e cerca de 200 estão desaparecidas.

    Por Renato Ferreira

    Até quando a impunidade e a irresponsabilidade de nossas autoridades continuarão levando à morte pessoas inocentes? Verdadeiros assassinatos coletivos causados pela ganância de empresários assassinos e pela conivência de autoridades que deveriam fiscalizar a ação devastadora dessas mineradoras no Brasil?

    Tragédia em Brumadinho rio de lama e bombeiro

    Nesta sexta-feira, 25, depois de três anos da maior tragédia ambiental do país, que aconteceu na cidade de Mariana, outra tragédia ocorreu em Minas Gerais, com o rompimento da barragem de outra mineradora também da Vale. Desta vez foi na cidade de Brumadinho, região Metropolitana de Belo Horizonte.

    Outra tragédia que também poderia ter sido evitada, caso o Brasil fosse um país sério, onde houvesse fiscalização pelos órgãos públicos responsáveis e punição severa para os empresários assassinos que comandam essas mineradoras.

    Há três anos
    Além da morte de 20 pessoas - 19 identificadas e uma ainda desaparecida - a tragédia de Mariana causou maiores danos ao meio ambiente, contaminando rios e córregos, principalmente, o Rio Doce, de Minas ao Espírito Santo, além de total destruição da flora e da fauna em toda a região. Mas, parece que a maior tragédia ambiental do país não serviu como lição para evitar outras tragédias.

    Novo governo e novas medidas
    Lamentamos pelas vítimas de Brumadinho, e parece que desta vez o desfecho desta tragédia em termos de apuração e punição dos culpados serão diferentes. É o que esperamos. No caso de Mariana, a então presidente da República, Dilma Rousseff (PT), custou a entrar no caso. Demorou para se pronunciar e quando o fez chegou a minimizar a culpa dos donos da Vale como também das outras mineradoras que atuavam na mesma mina.

    Da mesma forma, o então governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), que fez uma péssima administração, tanto que não foi reeleito em 2018, nada fez no sentido de exigir, como chefe do Poder Executivo, rigorosa investigação sobre o caso e punição exemplar para os culpados. Resultado desse desinteresse do Executivo: até hoje nenhum dos responsáveis foi punido e as indenizações ainda não foram pagas aos milhares de desabrigados. Enquanto, isso o meio ambiente foi devastado.

    Bolsonaro toma providências

    Tragédia em Brumadinho Bolsonaro

    Falando em rede nacional, o Presidente Bolsonaro determinou providências imediatas do governo Federal para ajudar o governo de Minas e as vítimas de Brumadinho

    Hoje, no entanto, diferente da ex-presidente petista, o Presidente Jair Bolsonaro veio a público de imediato para lamentar a tragédia, como também tomou providências urgentes no sentido de mobilizar o governo Federal para atender às vítimas de Brumadinho. O Palácio do Planalto determinou a implantação de um comitê de crise para acompanhar o caso, juntamente com a força tarefa montada pelo governo de Minas.

    Bolsonaro ressaltou também que se trata de uma tragédia que poderia ter sido evitada e que o governo Federal será rigoroso na apuração das responsabilidades sobre o rompimento dessa barragem da Vale.

    É claro que as primeiras responsabilidades sobre o rompimento de uma barragem não pode ser jogada sobre o governo do Estado ou do governo Federal, Mas, eles são os responsáveis por cobrar dos órgãos competentes o rigor na fiscalização dessas construções. A falta de manutenção fica evidente nessas tragédias, que jamais podem ser consideradas como tragédias naturais.

    A Vale é uma das maiores empresas do mundo e a maior mineradora do planeta. Só em 2017, a empresa brasileira teve um lucro de R$ 17 bilhões. Com certeza, com todo esse potencial financeiro, a empresa teria condições de cuidar melhor de suas barragens, não é mesmo? O rejeitos minerais e demais produtos químicos da barragem de Brumadinho atingiram o Rio Paraopeba e, segundo os especialistas, esses dejetos minerais poderão atingir também as águas do Rio São Francisco, o maior rio de integração nacional, causando uma tragédia ambiental sem precedentes. 

    Tragédia em Brumadinho bombeiro

    Durante a tragédia, um Bombeiro abraça um dos sobreviventes em Brumadinho

    Hoje, durante uma entrevista à imprensa, o presidente da Vale chegou a causar indignação ao se referir à tragédia. Fábio Schvartsman disse reconhecer que o número de vítimas pode ser muito grande e que desconhece as causas do rompimento da barragem. Como assim? As causas são a falta de manutenção e a responsabilidade dos senhores em verificar diariamente as condições da construção.

    Esperamos também que desta vez o novo governador de Minas, Romeu Zema, possa agir diferentemente do petista Pimentel e exigir rigorosas fiscalizações nas demais mineradores do Estado. Essas barragens existem em outras regiões do País, mas, é em Minas onde está a maioria dessas barragens, que abrigam dejetos de minérios de ferro e de outros produtos químicos.

    Infelizmente, o Brasil se tornou no país da impunidade. Nossas autoridades se acostumaram apenas a lamentar depois das tragédias, como incêndios em boates e em prédios ocupados, deslizamento de terra em locais de risco, enchentes ou desabamento de pontes e viadutos. Logo após às tragédias há uma natural comoção popular e uma corrida das autoridades em fiscalizar, mas, tudo passa muito rapidamente e as fiscalizações só voltam acontecer depois de nova tragédia.

    Mas, agora, com novo governo e novas mentalidades em termos de administração pública, esperamos que esse lamentável quadro mude no Brasil. Não podemos esperar por novas boates incendiadas, novos desabamentos de pontes e novos rompimentos de barragens de mineradoras, com centenas e milhares de mortes e destruição do meio ambiente, para se fazer as fiscalizações e as manutenções necessárias. Minas sangra em mais um mar de lama causado por uma mineradora assassina (Renato Ferreira)

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.